segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Tapete outonal!
Na languides do caír das folha! Uma, que ainda estes dias tinha seu verde raido de castanho dourado, aogora, em lento baile, sem paraquesa, apenas afagada por leve aragem, como despedida, até pousar no chão, e acrescentar mais um ponto no tapete de folhage, cada vez mais espesso, o manto amortecedor dos meus passos que levavam ao estreito rio
sábado, 25 de outubro de 2008
Paraísos!
PARAÍSOS!
As acções eram boas!
Mas,
Afinal,
Eram só boas da boca para fora,
Pois as que tinham milhões de valor nominal
Valem apenas uns tostões agora!
O nosso mundo
É um mundo de mentira,
Mente com deuses,
Mente com dinheiro,
Pois é só com a mentira
Que mais lucro se tira!
O Homem inventou o Paraíso no céu,
Mas,
Por este estar muito longe,
Inventou na Terra uns quantos mais,
Onde guarda a avareza que tem
Chamando-lhes paraísos fiscais!
Dizem que a crise financeira
Para o mundo é uma grande desgraça
Mas,
Talvez seja uma maneira
De o Homem regressar à terra;
Sempre a sua maior riqueza
Em todo o tempo que por ela passa
Tudo o resto são só ilusões,
Loas que os homens deitam pela boca fora,
Pois o que diziam antes valer milhões
Vale apenas tostões agora!
A terra continua na mesma,
À nossa espera,
Só ela riqueza gera!
Eternamente enganado
Quem espera enriquecer,
Da noite para o dia,
De cú sentado!
Acreditando em loas!
................................................XXXXXXXXXX............................................
Autor: Silvino taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar-PORTUGAL
As acções eram boas!
Mas,
Afinal,
Eram só boas da boca para fora,
Pois as que tinham milhões de valor nominal
Valem apenas uns tostões agora!
O nosso mundo
É um mundo de mentira,
Mente com deuses,
Mente com dinheiro,
Pois é só com a mentira
Que mais lucro se tira!
O Homem inventou o Paraíso no céu,
Mas,
Por este estar muito longe,
Inventou na Terra uns quantos mais,
Onde guarda a avareza que tem
Chamando-lhes paraísos fiscais!
Dizem que a crise financeira
Para o mundo é uma grande desgraça
Mas,
Talvez seja uma maneira
De o Homem regressar à terra;
Sempre a sua maior riqueza
Em todo o tempo que por ela passa
Tudo o resto são só ilusões,
Loas que os homens deitam pela boca fora,
Pois o que diziam antes valer milhões
Vale apenas tostões agora!
A terra continua na mesma,
À nossa espera,
Só ela riqueza gera!
Eternamente enganado
Quem espera enriquecer,
Da noite para o dia,
De cú sentado!
Acreditando em loas!
................................................XXXXXXXXXX............................................
Autor: Silvino taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar-PORTUGAL
BOLSOS DO DESESPERO
Nascemos e logo nos vestem roupas,
Mais tarde com bolsos,
De carapins passamos a usar sapatos,
E até botas!
E de bolsos para lenços
Passamos a usá-los para notas
E a viver tensos!
Deixamos de ser meninos
E passamos a cretinos,
A querer contas no banco
E que acções rendam outro tanto!
Mesmo os poetas,
Que cantam o amor,
A lua, o céu e as estrelinhas,
Não desdenham que seus versos
Lhes tragam umas notinhas!
Os bolsos,
Que na roupa estão,
Com eles temos de viver
E dão-nos a preocupação
De os querermos encher!
Com boas acções ou más?
Depende das notícias do vento
E das novas que ele traz!
O ponto fulcral
Dos nossos anseios,
É que nossos bolsos,
Às roupas cosidos ao colados,
Andem sempre cheios,
Senão andamos nós,
Vazios d’esperança,
Desesperados!
Resta-nos o conforto
De termos nascidos nus, sem nada,
Sem bolsos para notas,
E embora morramos vestidos,
Com bolsos à roupa cosidos,
Sabemos que os levamos vazios,
Porque, mesmo cheios
Não mais abrem portas!
.........................xxxxxxxxxxxxx..............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo (o figas de saint pierre de lá-buraque)
Nascemos e logo nos vestem roupas,
Mais tarde com bolsos,
De carapins passamos a usar sapatos,
E até botas!
E de bolsos para lenços
Passamos a usá-los para notas
E a viver tensos!
Deixamos de ser meninos
E passamos a cretinos,
A querer contas no banco
E que acções rendam outro tanto!
Mesmo os poetas,
Que cantam o amor,
A lua, o céu e as estrelinhas,
Não desdenham que seus versos
Lhes tragam umas notinhas!
Os bolsos,
Que na roupa estão,
Com eles temos de viver
E dão-nos a preocupação
De os querermos encher!
Com boas acções ou más?
Depende das notícias do vento
E das novas que ele traz!
O ponto fulcral
Dos nossos anseios,
É que nossos bolsos,
Às roupas cosidos ao colados,
Andem sempre cheios,
Senão andamos nós,
Vazios d’esperança,
Desesperados!
Resta-nos o conforto
De termos nascidos nus, sem nada,
Sem bolsos para notas,
E embora morramos vestidos,
Com bolsos à roupa cosidos,
Sabemos que os levamos vazios,
Porque, mesmo cheios
Não mais abrem portas!
.........................xxxxxxxxxxxxx..............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo (o figas de saint pierre de lá-buraque)
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Tradição
TRADIÇÃO
O Homem não se veste como se vestia!
Não dança como dançava!
Não come como comia!
Não canta como cantava!
Não feira como feirava!
O Homem não mantem tradições!
Muda-as como cada sol poente!
E nas várias evoluções
De selvagem julga-se gente!
Mas,
Se tudo muda!
Se tradição só é enquanto dura,
Coisa que o Homem não descuida:
É amor no que procura!
O amor é a maior “tradição”,
Que na vida,
No coração impera e tudo gera!
O amor é um rio
Que corre dentro de nós
O coração é um navio
Que noutro quer sua foz
Só a tradição do amor é permanente,
Imutável,
Nasce no coração da gente,
O resto é variável;
Até na tradição de se fazer gente!
Mas nada substitui a tradição do beijo,
A felicidade do enlace,
E a satisfação do desejo
Que dentro de nós nasce!
O Homem altera tradições do corpo,
Do coração................ não!
...................xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
SPA 15727
18/10/2008
O Homem não se veste como se vestia!
Não dança como dançava!
Não come como comia!
Não canta como cantava!
Não feira como feirava!
O Homem não mantem tradições!
Muda-as como cada sol poente!
E nas várias evoluções
De selvagem julga-se gente!
Mas,
Se tudo muda!
Se tradição só é enquanto dura,
Coisa que o Homem não descuida:
É amor no que procura!
O amor é a maior “tradição”,
Que na vida,
No coração impera e tudo gera!
O amor é um rio
Que corre dentro de nós
O coração é um navio
Que noutro quer sua foz
Só a tradição do amor é permanente,
Imutável,
Nasce no coração da gente,
O resto é variável;
Até na tradição de se fazer gente!
Mas nada substitui a tradição do beijo,
A felicidade do enlace,
E a satisfação do desejo
Que dentro de nós nasce!
O Homem altera tradições do corpo,
Do coração................ não!
...................xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
SPA 15727
18/10/2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
O fim da iniciativa privada
A morte pôe fim à iniciativa privada do corpo
e integra-o na lembrança colectiva da alma!
e integra-o na lembrança colectiva da alma!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
ÀS ACTAS COM O MAGALHÃES!
ÀS ACTAS COM MAGALHÃES
Numa pesquisa, sobre o Concelho de Ourém, tive a satisfação de ver que a Câmara tem à disposição de todos o acesso às Actas das suas Reuniões Ordinárias, Públicas e Extraordinárias. Extraordinário é este exemplo de transparência informativa!
É um exemplo a seguir. Sugiro, que o Governo, na senda do Simplex, crie um site oficial, onde, obrigatóriamente, constariam as actas das reuniões das Câmaras portuguesas, assim como as das Assembleias Municipais .
Deste modo, além dos munícipes, todos os demais, a qualquer momento, poderiam ficar a saber o que foi dito e decidido em cada reunião. Saber, por exemlpo, as casas de arrendamento social atribuídas, indevidamente, a funcionários camarários, e outros, tanto de Lisboa como de Gondomar!
Curioso que a Assembleia Municipal de Lisboa tem as suas actas publicadas, mas o mesmo não acontece com as actas do Executivo!
Por que será?
Atendendo à tentação de muitos autarcas, com rabos de palha, terem mito a esconder, tal medida não interessa, mas há que avançar nesta área.
Este Governo, tem tido mérito nos avanços tecnológicos da sociedade portuguesa e na sua administração pública.
Navegar na informática é preciso, tanto mais que agora até temos o navegador/computador “Magalhães”! Toca a zarpar.
...........................XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX...................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880
4510-204 S.Pedro da Cova
Gondomar
Numa pesquisa, sobre o Concelho de Ourém, tive a satisfação de ver que a Câmara tem à disposição de todos o acesso às Actas das suas Reuniões Ordinárias, Públicas e Extraordinárias. Extraordinário é este exemplo de transparência informativa!
É um exemplo a seguir. Sugiro, que o Governo, na senda do Simplex, crie um site oficial, onde, obrigatóriamente, constariam as actas das reuniões das Câmaras portuguesas, assim como as das Assembleias Municipais .
Deste modo, além dos munícipes, todos os demais, a qualquer momento, poderiam ficar a saber o que foi dito e decidido em cada reunião. Saber, por exemlpo, as casas de arrendamento social atribuídas, indevidamente, a funcionários camarários, e outros, tanto de Lisboa como de Gondomar!
Curioso que a Assembleia Municipal de Lisboa tem as suas actas publicadas, mas o mesmo não acontece com as actas do Executivo!
Por que será?
Atendendo à tentação de muitos autarcas, com rabos de palha, terem mito a esconder, tal medida não interessa, mas há que avançar nesta área.
Este Governo, tem tido mérito nos avanços tecnológicos da sociedade portuguesa e na sua administração pública.
Navegar na informática é preciso, tanto mais que agora até temos o navegador/computador “Magalhães”! Toca a zarpar.
...........................XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX...................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880
4510-204 S.Pedro da Cova
Gondomar
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