Ao analisar o currículo dos 230 deputados à Assembleia da República, constatei que mais de 90% são licenciados, sendo que entre estes 80% são licenciados em Direito!
Ora, sabendo-se que licenciados e doutores em Portugal não ultrapassam os 10% da população e que a maioria do Povo tem o ensino básico ou até ao 12º ano, é lógico deduzir que os 90% da Assembleia representam só 10% da sociedade portuguesa!
Logo representam uma pequena minoria do Povo, não a maioria!
Assim sendo, é lógico dizer-se que a Assembleia não representa o Povo.
Devia ser ao contrário; a Assembleia devia ser composta por 90% de deputados com estudos até ao 12% e 10% de licenciados ou doutores! Também aqui, assim como para as mulheres, devia existir um sistema de quotas.
Até porque, para ser Presidente da República basta ter o equivalente à antiga 4ª classe e ter mais de 35 anos!
Para fazer o papel, que tanto doutor na Assembleia faz, qualquer um, com estudos até ao 12º ano, é capaz!
O Jerónimo de Sousa é um bom exemplo, com apenas o 4º ano dum Curso Industrial
.Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
segunda-feira, 13 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
Sóis que se levantarm
Sóis que se levantaram,
Subiram ao meio-dia,
Luz que deles reflectia
mentes iluminaram.
Andaram de mão em mão:
-“Olha. Veio no jornal!.
Era alegria da publicação
Num diário de Portugal!
Foram muitos anos de poesia,
Mas tudo que começa acaba,
Nem sempre durou a alegria,
Que à tristeza deu chegada!
Não mais raios do luar
Nem suspiros do coração,
Não mais terras a louvar
Nem ais de lamentação!
Tiraram aos poetas papel
Duma página de jornal,
Eram como pingos de mel
Do alimento espiritual.
Os poetas não têm azedume;
Pois serem abandonados
É prática do costume!
Resta-lhes, como sempre,
Sós ou acompanhados,
Livres, irem em frente!
Poetas agradecem ao JN
Os poemas publicados,
Embora quem, ao leme,
Com seu poder, ordene
Doravante dispensados!
Quem sabe, se um dia
Volte a brilhar a poesia
Um dia por semana.
Ela anda sempre por aí,
Como anda o Santana!
Sóis continuam a nascer
Em cada poema escrito!
Por cada um sol poente
Há sempre um nascente
E poesia no infinito!
---------xxxxxxxxx-------------
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Subiram ao meio-dia,
Luz que deles reflectia
mentes iluminaram.
Andaram de mão em mão:
-“Olha. Veio no jornal!.
Era alegria da publicação
Num diário de Portugal!
Foram muitos anos de poesia,
Mas tudo que começa acaba,
Nem sempre durou a alegria,
Que à tristeza deu chegada!
Não mais raios do luar
Nem suspiros do coração,
Não mais terras a louvar
Nem ais de lamentação!
Tiraram aos poetas papel
Duma página de jornal,
Eram como pingos de mel
Do alimento espiritual.
Os poetas não têm azedume;
Pois serem abandonados
É prática do costume!
Resta-lhes, como sempre,
Sós ou acompanhados,
Livres, irem em frente!
Poetas agradecem ao JN
Os poemas publicados,
Embora quem, ao leme,
Com seu poder, ordene
Doravante dispensados!
Quem sabe, se um dia
Volte a brilhar a poesia
Um dia por semana.
Ela anda sempre por aí,
Como anda o Santana!
Sóis continuam a nascer
Em cada poema escrito!
Por cada um sol poente
Há sempre um nascente
E poesia no infinito!
---------xxxxxxxxx-------------
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
sábado, 11 de julho de 2009
O JN deu um pontapé na poesia!

O JN deu um pontapé na poesia!
Já estava avisado, desde semana passada, mas esperei para crer. Sim, é verdade!
Como diz o poeta; “o mundo é composto de mudança”.
Também a poesia, que tinha lugar de honra no JN, levou um pontapé. Foi para a rua, que valores mais altos se levantam! Foi bom enquanto durou.
Era no JN que poetas populares, aqueles que, de vez em quando, punham em versos seus sonhos, suas críticas, seus amores e viam seus poemas vir à luz do dia!
Aliás, o JN, honra seja feita, foi sempre um jornal com maiores ligações ao povo, nomeadamente ao da zona norte do País. Daí ser natural a realização do concurso de quadras ao S. João, Não sei se tal concurso também vai acabar. É natural.
Isto dos jornais está a dar uma grande volta! A mudança de paradigmas de acesso à informação também os atinge!
Quando a informação em papel nos chega às mãos já dela, antecipadamente, sabemos, tanto pela rádio, pela TV ou pela Net! Além do mais, os jornais, quase que metade das suas páginas só trazem publicidade! Ora para ler publicidae há os jornais gratuitos.
O leitor não precisa de pagar papel. O futuro da informação tende a evoluir para plataformas e suportes electrónicos em detrimento do papel.
As vendas de jornais diários tem caído acentuadamente nos últimos anos, por isso é natural que os jornais tentem diminuir custos, sacrificando os poetas, que, como se sabe, são vistos como idealistas e não dão a ganhar muitos carcanhóis. Por isso, rua poesia!
Por mim, que desde sempre mandei alguns dos meus poemas para o JN e tive o prazer e honra de ver a publicação de muitos deles, assim como vários artigos, só me resta agradecer. Tudo que mandei, por carta ou e-mail, foi sempre acompanhado “para eventual publicação”. Também muito do que enviei não viu a luz do dia.
Reconheço que o JN é dono do espaço, eu dono do que escrevo sem ser obrigado a enviar para publicação para quem quer que seja.
Por isso estamos quites. Cada um segue seu caminho.
Por fim, deixo uma sugestão. Ao longo de décadas, o JN publicou poemas dos seus leitores, e nele surgiram lindos poemas sobre vários temas, inclusive muitos dedicados à cidade do Porto, além de outros temas!
Como o Jornal de Notícias tem editora própria, seria ótimo que alguém, o Pina, por exemplo, e mais alguém, fizessem uma colectânea, aí com uns duzentos poemas dos leitores. Podia ter o título de “Poemas de Poetas Leitores”.
O JN fazia uma edição, inseria-a na normal distribuição comercial, e o produto da venda podia reverter para a UNICEF ou outra insituição do género. Também não ficaria mal, aí em Coimbra, o JN promover e organizar um encontro, como despedida e para se conhecerem, de todos os poetas que colaboraram. Iria quem quisesse e pudesse e cada um pagaria o seu! Quanto à poesia, ela saiu do JN, mas anda por aí, como o Santana!
Sou quem sabem, até um dia, com poesia.
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
S. Pedro da Cova- Gondomar
quarta-feira, 8 de julho de 2009
GONDOMAR SEM SAÍDA!
“Entre outras versões, a denominação “Gondomar” é atribuída ao rei visigodo “Gundemaro” que, em 610 teria aqui fundado um couto.” Isto é o que consta no site da Câmara de Gondomar, logo Gundemaro é igual a Gondomar. Ora, uma das explicações para o facto de Gondomar ser o município mais atrasado da área metropolitana do Porto, embora tenha três cidades! (Oh, que felicidade!) é o facto de a rua atribuída ao Rei Gundemaro, que deu o nome a Gondomar ou a ele o foram buscar, não ter saída! É um quelho, situado na Cidade, que vai dar a um grande mato!
Também um facto, factos são factos, é Gondomar ter vinte um arruamentos com o nome de D. Miguel (o Absolutista)! Até parece que o cerco ao Porto liberal continua.
Ora, tanto absolutismo e a Rua Gundemaro, sem saída, explicam o atraso em que Gondomar tem vivido. Para quando tirar o absolutismo e dar saída a Gundemar?
............................xxxxxxxxxxxxxxxxxx....................
Autor do texto: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880
S. Pedro da Cova-GONDOMAR
terça-feira, 7 de julho de 2009
Ceptcismo? Sim, sou céptico-
Resposta dada à LTSc, no Blogue do Leitor do JN.
Ceptcismo? Sim, sou céptico.
Atendendo à hipocrisia humana não acredito na bondade da mesma.
Estou de acordo com o primeiro paragrafo, que não contraria quando digo que a ignorância leva ao colectivismo das massas, seja ao trabalho ou à reacção com violência, porque o homem culto tende a não violentar fisicamente, quando muito só pela palavra.
Por definição o Homem é um ser gregário, mas que tende para a autonomia individual dentro do grupo!
Basta analizar que, durante milénios, povos que viveram em sistemas comunitários, com tarefas distribuidas rotativamente aos indivíduos, mas que, logo à primeira oportunidade, nomeadamente após a Revolução Industrial, desertaram para autonomias pessoais. A classe trabalhadora tende a deixar de ser denominada classe operária para empresários em nome individual, a recibos verdes, embora inseridos e subordinados a grandes multinacinias de produção de bens e serviços.
(agora, permissão para meter ironia:
Trabalhar a recibos verdes é bom para o meio ambiente)
Continuando sério:
O que defendo, embora seja trabalho de décadas, é um Governo mundial, caminho que se não assumido voluntàriamente, será empurrado pelas circunstâncias da pressão de trocas comerciais
Já não há mais terra a descobrir. Hoje a riqueza não está na posse das mesma, mas sim na capacidade de produzir bens que a todos ou à maioria interessa.
Hoje não interessa matar opositores para conquistar terra, mas sim conservá-los como consumidores de bens. Nesse caminho, questões como o ambiente, política energética, sistema financeiro e sua regulação, regulamentação do trabalho, serão questões centrais e têm que ter acordo mundial. No final,após uma grande volta, tudo voltará ao mesmo, ou seja: Nos primórdios, o indivíduo integrava uma comunidade e a ela obedecia nas regras de comportamentos recíprocas. Agora, a caminho da Comunidade Mundial, cada membro nela integrado, países e continentes, tem de cumprir tarefas comuns para a salvagurda da própria existência. Poluição e política da água, por exemplo, a isso obrigará
As questões menores, embora de grande relevância, as que englobam as artes, seja cinema, teatro, dança, música, pintura, artes plásticas, literatura, religião, essas sim, podem veícular a idiosincrasia de cada povo ou nação. Agora as questões globais, que a todos interessam, não podem estar ao livre arbítrio de cada nação, seja da Rússia, China, América, Índia, Brasil, Europa, etc. O que a todos interessa por todos deve ser gerido!
Acho que neste caminho a qualidade da Democracia melhorará, porque o conhecimento cultural, técnico e sociológico estará mais espalhado e mais acessível.
A Europa é um bom exemplo da evolução para a globalização das mesmas políticas sobre um mesmo território, além da moeda única.
Quem é que agora vê vantagens em sair da UE?
A China parece que já está a querer uma moeda única mundial!
Lentamente, cada povo na Europa residente, vai interiorizando mais o sentir Europeu em detrimento do nacionalismo. saloio.
O Homem é um ser Universal. Não pode ser discriminado pelo facto de estar em qualquer ponto da Terra.
No Governo Mundial, os Continentes serão os Grandes Concelhos e os actuais países simples freguesias, embora com alguma autonomia, mas todos sujeitos às detreminações globais para questões globais de hoje, que mais globais serão no futuro.
.............xxxxxxxxxxx..............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Ceptcismo? Sim, sou céptico.
Atendendo à hipocrisia humana não acredito na bondade da mesma.
Estou de acordo com o primeiro paragrafo, que não contraria quando digo que a ignorância leva ao colectivismo das massas, seja ao trabalho ou à reacção com violência, porque o homem culto tende a não violentar fisicamente, quando muito só pela palavra.
Por definição o Homem é um ser gregário, mas que tende para a autonomia individual dentro do grupo!
Basta analizar que, durante milénios, povos que viveram em sistemas comunitários, com tarefas distribuidas rotativamente aos indivíduos, mas que, logo à primeira oportunidade, nomeadamente após a Revolução Industrial, desertaram para autonomias pessoais. A classe trabalhadora tende a deixar de ser denominada classe operária para empresários em nome individual, a recibos verdes, embora inseridos e subordinados a grandes multinacinias de produção de bens e serviços.
(agora, permissão para meter ironia:
Trabalhar a recibos verdes é bom para o meio ambiente)
Continuando sério:
O que defendo, embora seja trabalho de décadas, é um Governo mundial, caminho que se não assumido voluntàriamente, será empurrado pelas circunstâncias da pressão de trocas comerciais
Já não há mais terra a descobrir. Hoje a riqueza não está na posse das mesma, mas sim na capacidade de produzir bens que a todos ou à maioria interessa.
Hoje não interessa matar opositores para conquistar terra, mas sim conservá-los como consumidores de bens. Nesse caminho, questões como o ambiente, política energética, sistema financeiro e sua regulação, regulamentação do trabalho, serão questões centrais e têm que ter acordo mundial. No final,após uma grande volta, tudo voltará ao mesmo, ou seja: Nos primórdios, o indivíduo integrava uma comunidade e a ela obedecia nas regras de comportamentos recíprocas. Agora, a caminho da Comunidade Mundial, cada membro nela integrado, países e continentes, tem de cumprir tarefas comuns para a salvagurda da própria existência. Poluição e política da água, por exemplo, a isso obrigará
As questões menores, embora de grande relevância, as que englobam as artes, seja cinema, teatro, dança, música, pintura, artes plásticas, literatura, religião, essas sim, podem veícular a idiosincrasia de cada povo ou nação. Agora as questões globais, que a todos interessam, não podem estar ao livre arbítrio de cada nação, seja da Rússia, China, América, Índia, Brasil, Europa, etc. O que a todos interessa por todos deve ser gerido!
Acho que neste caminho a qualidade da Democracia melhorará, porque o conhecimento cultural, técnico e sociológico estará mais espalhado e mais acessível.
A Europa é um bom exemplo da evolução para a globalização das mesmas políticas sobre um mesmo território, além da moeda única.
Quem é que agora vê vantagens em sair da UE?
A China parece que já está a querer uma moeda única mundial!
Lentamente, cada povo na Europa residente, vai interiorizando mais o sentir Europeu em detrimento do nacionalismo. saloio.
O Homem é um ser Universal. Não pode ser discriminado pelo facto de estar em qualquer ponto da Terra.
No Governo Mundial, os Continentes serão os Grandes Concelhos e os actuais países simples freguesias, embora com alguma autonomia, mas todos sujeitos às detreminações globais para questões globais de hoje, que mais globais serão no futuro.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Abram em os olhos
ABRAM OS OLHOS
Não fecheis os ohos ao tempo que passa:
De Portugal ter lindo céu azul
No seu rumo a sul,
Mas viver no cinzento da desgraça;
Com mando mui bolorento
A navegar num tormento!
Vem aí o tempo de eleições;
Tempo de arrumar escolhos,
De tomar novas decisões
E de abrir bem os olhos.
Não fecheis os olhos
Ao tempo que passa.
Abram bem os olhos,
Varramos do céu azul
O cinzento que grassa..
Cada português,
Com sua pequena vassoura,
Por si e por sua vez,
Exploda, com seu voto,
A revolta que em si estoura!
.............xxxxxxxxxx..................
Autor deste original inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar-PORTUGAL
Não fecheis os ohos ao tempo que passa:
De Portugal ter lindo céu azul
No seu rumo a sul,
Mas viver no cinzento da desgraça;
Com mando mui bolorento
A navegar num tormento!
Vem aí o tempo de eleições;
Tempo de arrumar escolhos,
De tomar novas decisões
E de abrir bem os olhos.
Não fecheis os olhos
Ao tempo que passa.
Abram bem os olhos,
Varramos do céu azul
O cinzento que grassa..
Cada português,
Com sua pequena vassoura,
Por si e por sua vez,
Exploda, com seu voto,
A revolta que em si estoura!
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Autor deste original inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar-PORTUGAL
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