Poema climático ao Pai-Natal:
Pai-Natal,
espero que Pai-Natal me traga um poema,
não quero quinquilharias chinesas
nem cenas de cinema,
quero, apenas, renas,
carregadas de poemas de paz e de amor
e que, ainda,
por cima,
de Copenhaga prenda de bom clima me traga,
porque, senão,
futuros Pais-Natais,
devido à poluição,
nenhuma criança mais verão!
Não haverá renas,
com prendas para ninguém,
nem se verá no céu estrelas a brilhar,
só, apenas,
lantejoulas chineses, a bruxelear,
aluminando tristezas,
em natais,
com saudade do Natal,
a chorar do tempo
em que não morava nos Centros Comerciais!
Por favor, Pai-Natal,
de Copenhaga,
chinesices não me traga,
traga bom clima,
limpo, com mais luz,
já agora,
neste tempo de Natal,
traga luz do Menino Jesus,
para o Mundo,
para Portugal!
Pai-Natal,
desejo-lhe um Santo Natal,
e respire fundo,
para que melhor fique o mundo!
...........xxxx.....................
Autor:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Bebo café, logo existo!
Bebo café, logo existo!
Depois do almoço
Ir a um Café,
Para tomar um e
Olhar à volta;
Para lugar nenhum!!
Ver e ser visto,
Pôr-me de pé,
Pagar o café e
Poder dizer:
-“Enfim, existo”
Fui ao Café, a pé,
Em passo ginasticado.
Prefiro a
Que me o tragam
Quando deitado!
Prefiro andar a pé
E ir ao Café!
Ver e ser visto,
Logo existo!
..........xxxxxxxxxxx............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar 14/12/2009
Depois do almoço
Ir a um Café,
Para tomar um e
Olhar à volta;
Para lugar nenhum!!
Ver e ser visto,
Pôr-me de pé,
Pagar o café e
Poder dizer:
-“Enfim, existo”
Fui ao Café, a pé,
Em passo ginasticado.
Prefiro a
Que me o tragam
Quando deitado!
Prefiro andar a pé
E ir ao Café!
Ver e ser visto,
Logo existo!
..........xxxxxxxxxxx............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar 14/12/2009
Poema podre
Poema podre
Oiço palavras,
Que rasgam o silêncio do ar puro
E são seus algozes,
Que o violam,
Que lembram prendas
Em ruidosos embrulhos,
Comparo-os a entulhos,
a vazios odres
Ou a nozes,
Que quando abertas são podres!
Oiço palavras no ar,
Que devia ser papel,
Apenas para palavras de amor e paz embrulhar,
Mas não!
No ar anda toda a poluição,
Nele comparo palavras a vazios odres
Ou a nozes,
Que são podres quando as abro!
Perante isto,
Um poeta também se enerva
Também pode ser maroto
E dizer, num suspiro:
-”Não resisto.
Merda para o ar que respiro
E para a palavra quioto;
Palavra vazia
como vazio odre,
Como noz,
Que quando aberta.......
é podre!
Oiço palavras no ar,
como vazios odres,
como nozes....
podres!
.................xxxxxxxxxxxx..............................
Autor deste original inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Sócio da Sociedade Portuguesa de Autores
Gondomar
Oiço palavras,
Que rasgam o silêncio do ar puro
E são seus algozes,
Que o violam,
Que lembram prendas
Em ruidosos embrulhos,
Comparo-os a entulhos,
a vazios odres
Ou a nozes,
Que quando abertas são podres!
Oiço palavras no ar,
Que devia ser papel,
Apenas para palavras de amor e paz embrulhar,
Mas não!
No ar anda toda a poluição,
Nele comparo palavras a vazios odres
Ou a nozes,
Que são podres quando as abro!
Perante isto,
Um poeta também se enerva
Também pode ser maroto
E dizer, num suspiro:
-”Não resisto.
Merda para o ar que respiro
E para a palavra quioto;
Palavra vazia
como vazio odre,
Como noz,
Que quando aberta.......
é podre!
Oiço palavras no ar,
como vazios odres,
como nozes....
podres!
.................xxxxxxxxxxxx..............................
Autor deste original inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Sócio da Sociedade Portuguesa de Autores
Gondomar
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Cuidado com os toques
Cuidado com os toques
Foi num dia, sem querer,
Que te toquei nas mamas,
Agora andas pra’í a dizer
Que desde então "m’amas"!
Quem haveria de saber?
Quem houvera de contar?
Só por uma vez te mexer
Tenho agora que te "chupar"!
Há muito que falam os sábios
Que o amor tem que se lhe diga
Que após o encosto de lábios
Vem o encosto de barriga!
É preciso muito cuidado
Num amor sequer tocar,
Pois que o amor tocado
Pode logo começar a inchar!
................xxxxxxxxxxx..................
Autor destes toques:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque e Conde das Bocas)
Foi num dia, sem querer,
Que te toquei nas mamas,
Agora andas pra’í a dizer
Que desde então "m’amas"!
Quem haveria de saber?
Quem houvera de contar?
Só por uma vez te mexer
Tenho agora que te "chupar"!
Há muito que falam os sábios
Que o amor tem que se lhe diga
Que após o encosto de lábios
Vem o encosto de barriga!
É preciso muito cuidado
Num amor sequer tocar,
Pois que o amor tocado
Pode logo começar a inchar!
................xxxxxxxxxxx..................
Autor destes toques:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque e Conde das Bocas)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Trezentos cavalos mal ferrados!
Era um bom negociante de gado. Especialista em gado asinino. Lentamente, de feira em feira, foi vendendo burros de melhor condição, até porque beneficiou dum subsídio para criar a espécie, em vias d’extinção! Não. Não era burro nenhum! Tanto é que dos muitos subsídios, que recebeu, poucos burros se viu, a não ser um Mercedes, de trezentes cavalos, novinho em folha! Aliás, de burros já tinha passado para o negócio de cavalos, e já era frequentador da feira da Golegã! Quem via desfilar seus burros e cavolos ãhs de espanto exclamava!
Como a sua ascensão económica foi muito rápida, ele não teve muito tempo em se adaptar do galope dos cavalos aos trezentos cavalos do Mercedes. Não. Não era um Mercedes chinês, comprado numa loja dos trezentos! Era mesmo um Mercedes, a sério, com trezentos cavalos sob o capot. Como era muito religioso, muito crente, era raro enganar toda a gente! Sempre havia quem escapava! A prevenir tinha posto um terço e uma imgagem de Nº Srª de Fátima, a baloiçar no interior da bomba! Todavia, como também era muito supersticioso, não fosse o diabo tecê-las, mandou colocar uma ferradura prateada na grelha do radiador, contra o mau olhado. Má vista teve ele, quando, naquele dia, pouco tempo após ter comprado aquela máquina, (constava que para impressionar o futuro parceiro, dono duma coudelaria de Alter do Chão) despistou-se e espatifou o carro e a vida.
Verificado o óbito, a opinião médica foi que ele morreu do acidente, enquanto que, sabem como é?!, o perito da companhia de seguros, ao analisar os destroços, vendo só aquela ferradura no radiador, vertiu para o relatório que ”que divido ao Mercedes ter trezentos cavalos, mas só uma ferradura, o acidente deveu-se aos restantes cavalos não estarem devidamente ferrados. Eram muitos cavalos para uma só ferradura!”.
Até hoje, não se sabe como acabou a batalha jurídica, para os familares receberem a indemnização, visto que havia um seguro contra todos os riscos. Quanto a Nossa Senhora de Fátima não ter evitado o acidente, atribuiu-se ao facto de ela enjoar nas curvas. Ora, foi, precisamente numa curva que ele entrou a direito...! Pró céu?
De burro ou a cavalo!?
.................xxxxxxxxxxxxxxxx................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
Como a sua ascensão económica foi muito rápida, ele não teve muito tempo em se adaptar do galope dos cavalos aos trezentos cavalos do Mercedes. Não. Não era um Mercedes chinês, comprado numa loja dos trezentos! Era mesmo um Mercedes, a sério, com trezentos cavalos sob o capot. Como era muito religioso, muito crente, era raro enganar toda a gente! Sempre havia quem escapava! A prevenir tinha posto um terço e uma imgagem de Nº Srª de Fátima, a baloiçar no interior da bomba! Todavia, como também era muito supersticioso, não fosse o diabo tecê-las, mandou colocar uma ferradura prateada na grelha do radiador, contra o mau olhado. Má vista teve ele, quando, naquele dia, pouco tempo após ter comprado aquela máquina, (constava que para impressionar o futuro parceiro, dono duma coudelaria de Alter do Chão) despistou-se e espatifou o carro e a vida.
Verificado o óbito, a opinião médica foi que ele morreu do acidente, enquanto que, sabem como é?!, o perito da companhia de seguros, ao analisar os destroços, vendo só aquela ferradura no radiador, vertiu para o relatório que ”que divido ao Mercedes ter trezentos cavalos, mas só uma ferradura, o acidente deveu-se aos restantes cavalos não estarem devidamente ferrados. Eram muitos cavalos para uma só ferradura!”.
Até hoje, não se sabe como acabou a batalha jurídica, para os familares receberem a indemnização, visto que havia um seguro contra todos os riscos. Quanto a Nossa Senhora de Fátima não ter evitado o acidente, atribuiu-se ao facto de ela enjoar nas curvas. Ora, foi, precisamente numa curva que ele entrou a direito...! Pró céu?
De burro ou a cavalo!?
.................xxxxxxxxxxxxxxxx................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Poema caído do céu!
Ondas
cansadas
de no mar navegar
subiram ao céu
e lá ficaram a descansar
em camas de algodão em rama
a engordar
a criar barriga
pesadas
até que
saudades da terra começaram a chegar!
logo lágrimas
tornadas água
tornadas chuva
cairam sobre serras
rolaram por vales
embarcaram em rios
e ao doce lar do mar regressaram
tornadas ondas meninas
em espumas de champanhe!
Quando
cansadas de brincar
sobem novamente
frequentemente ao céu
por um elevador colorido;
um arco-íris
que fica no céu a pairar!
Olhamos
queremos arco-íris imitar
ou ser!
Pode ser que
seja um de nós
quando
novamente chover.
Quem sabe?
Pode ser.
.......................xxxxxxxxxxxxxx....................
Autor deste original inédito: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
cansadas
de no mar navegar
subiram ao céu
e lá ficaram a descansar
em camas de algodão em rama
a engordar
a criar barriga
pesadas
até que
saudades da terra começaram a chegar!
logo lágrimas
tornadas água
tornadas chuva
cairam sobre serras
rolaram por vales
embarcaram em rios
e ao doce lar do mar regressaram
tornadas ondas meninas
em espumas de champanhe!
Quando
cansadas de brincar
sobem novamente
frequentemente ao céu
por um elevador colorido;
um arco-íris
que fica no céu a pairar!
Olhamos
queremos arco-íris imitar
ou ser!
Pode ser que
seja um de nós
quando
novamente chover.
Quem sabe?
Pode ser.
.......................xxxxxxxxxxxxxx....................
Autor deste original inédito: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
domingo, 29 de novembro de 2009
ASTROLÁBIO!
PARA MEU LONGO CAMINHO
NOS BOLSOS GUARDO TEUS LÁBIOS;
SÃO SEMPRE MEUS ASTROLÁBIOS
QUANDO PERDIDO; SÓZINHO!
...........XXXXXXXXXX...........
Autor deste original,ínédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
NOS BOLSOS GUARDO TEUS LÁBIOS;
SÃO SEMPRE MEUS ASTROLÁBIOS
QUANDO PERDIDO; SÓZINHO!
...........XXXXXXXXXX...........
Autor deste original,ínédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Subscrever:
Mensagens (Atom)