O nosso Presidente da República anda a dizer que o Portugal está numa situação insustentável!
Então, digo eu,
não mais podemos sustentar um Presidente dum país insustentável.
Afinal, quem é que o sustenta? Eu também sou insustentável!
Silvino Figueiredo
Gondomar
sábado, 26 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
PLACAS TOPONÍMICAS EM GONDOMAR
PLACAS TOPONÍMICAS EM GONDOMAR
Num artigo meu, publicado em 14/12/2000 no “Público”, eu chamava a atenção de que, a exemplo de Gondomar, o Porto também tinha placas de diversos feitios e de matérias várias em muito mau estado, o que não se coadunava nada com Porto; “Capital da Cultura”, em 2001, e Património Mundial!
Acontece que após esse meu artigo, coincidência ou não, a Câmara do Porto criou um modelo de placa toponímica para todas as ruas da cidade. A humildade em reconhecer as críticas é virtude dos criticados, independentemente donde venham, porque factos são factos!
Já é tempo de em Gondomar, com três Cidades, evoluir e seguir bons exemplos estéticos, que não custam fortunas! É mais uma questão de sensibilidade cultural.
Gondomar tem cerca de 2700 arruamentos. Ora, com este número dobrado e calculando uma média de 15 euros para cada placa, teríamos uma despesa de 81.000 euros. Mesmo puxando para cima, para os 100 mil euros, é uma despesa comportável para a Câmara e Juntas de Freguesia.
É nestas pequenas coisas que se vê a sensibilidade governativa de quem comanda os destinos dum Concelho, ou seja conciliando os diversos aspectos económicos e culturais! Basta querer.
Estou convencido que placas ferrugentas em Gondomar, partidas ou ilegíveis terão o seu fim. Só não sei quando.
Nota: Dispenso-me de aqui colocar imagens de placas toponímicas degaradantes. Entretanto, os Gondomarenses, de cada Freguesia podem encontrar exemplos vários do que aqui afirmo,
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Num artigo meu, publicado em 14/12/2000 no “Público”, eu chamava a atenção de que, a exemplo de Gondomar, o Porto também tinha placas de diversos feitios e de matérias várias em muito mau estado, o que não se coadunava nada com Porto; “Capital da Cultura”, em 2001, e Património Mundial!
Acontece que após esse meu artigo, coincidência ou não, a Câmara do Porto criou um modelo de placa toponímica para todas as ruas da cidade. A humildade em reconhecer as críticas é virtude dos criticados, independentemente donde venham, porque factos são factos!
Já é tempo de em Gondomar, com três Cidades, evoluir e seguir bons exemplos estéticos, que não custam fortunas! É mais uma questão de sensibilidade cultural.
Gondomar tem cerca de 2700 arruamentos. Ora, com este número dobrado e calculando uma média de 15 euros para cada placa, teríamos uma despesa de 81.000 euros. Mesmo puxando para cima, para os 100 mil euros, é uma despesa comportável para a Câmara e Juntas de Freguesia.
É nestas pequenas coisas que se vê a sensibilidade governativa de quem comanda os destinos dum Concelho, ou seja conciliando os diversos aspectos económicos e culturais! Basta querer.
Estou convencido que placas ferrugentas em Gondomar, partidas ou ilegíveis terão o seu fim. Só não sei quando.
Nota: Dispenso-me de aqui colocar imagens de placas toponímicas degaradantes. Entretanto, os Gondomarenses, de cada Freguesia podem encontrar exemplos vários do que aqui afirmo,
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Unir, não dividir.
UNIR, NÃO DIVIDIR
Nos actos comemorativos dos 15 anos da elevação de Rio-Tinto a cidade, o repórter chama a atenção para a ausência de representantes da Câmara, assim como realça que todas as forças políticas são a favor de Rio-Tinto a Concelho! Lindo! Poético! Comovedor!
Como Gondomarense, não como S. Cosmense ou Sampedrense, não aceito a concrectização de tal ideia. Porquê?
1º Porque o facto de Rio-Tinto ter sido Concelho durante sete meses no ano de 1867 não colhe. Tanto mais que nesse período o Concelho de Rio-Tinto englobava as paróquias de Águas-Santas, Covêlo, S. Pedro da Cova, Gondomar, Valbom, Alfena e Valongo!
Será que Valongo e Valbom e Gondomar (agora cidades) voltariam a pertencer a Rio-Tinto? Não brinquemos.
Se é para brincar, além de Rio-Tinto, proponho Gondomar, Fânzeres e Valbom, como um conceolho, outro com S. Pedro da Cova, Foz do Sousa e Jovim,, outro com Covêlo, Medas e Melres e dou, de borla, a Freguesia da Lomba a Gaia!
2º-O movimento de criação de Concelhos teve em Portugal uma dinâmica de altos e baixos! Em meados do século XIX, o número de Concelhos ultrapassou os 700!
Rio-Tinto, Gondomar e Valongo na época tanto eram Concelhos como deixavam de ser! Campanhã também já pertenceu a Gondomar! Já agora, Portugal também já foi de muitos povos! Não esquecer que o fundador de Gondomar era visigodo! O tal rei Gundemaro, a quem lhe dão um quelho como honra! Imaginem, agora, que os Godos e Visigodos e até os mouros reivindicassem antigas terras! Sria bonito.
Não se esqueçam que o Mundo pula e avança.
Passando à modernidade, ao tempo de globalização e de concentração a todos os níveis, não faz sentido em dividir, mas sim unir.
Não é com divisões que se aumenta a unidade!
A administração dum territórtio não deve enfermar de espíritos clubistas, mas sim racionais e lógicos, que favoreçam desenvolvimentos, não atrasos! Caminha-se para a continentalização dos espaços e não para regionalismos bacocos!
3-ºActualmente, a nível político, tanto PS como PSD reconhecem que é preciso fazer nova reforma administrativa do território, pois que metade das 4260 freguesias tem menos de 1000 (dez freguesias até têm menos de cem eleitores) e 36 Concelhos tem menos de 5000.
Isto tem alguma piada? Claro que ninguem quer deixar de ser Presidente e deixar de ter um Volvo ou um Mercedes como carro oficial a representar um Concelho liliputiano!
Eu penso e sou adepto que se deve caminhar para criação de unidades administrativas das grandes áreas metropolitanas. Os actuais concelhos que as compõem fariam o papel das actuais freguesias! Claro que se poupava nos cargos políticos (presidentes, vereadores, assessores, deputados e nos serviços duplicados. Haveria só um planeamento e uma política para a região.
Claro que esta mudança, dentro do nosso espírito de portugal dos pequeninos, e cada um a querer reinar no seu quintalzinho, isto é praticamente impossível, porque ninguém quer abdicar de reinar e quem não reina ainda quer mais retalhar!
O exemplo do recém criado Concelho da Trofa é bem uma amostra do desencanto para os trofenses e mais um ônus para terceiros! Imaginem que, em onze anos após a elevação a Concelho, a dívida já ascende a 64 milhões de euros; 1700 de dívida a cada trofense! Não brinquemos à criação de Concelhos.
Tenhamos a coragem de os reduzir o número de Freguesias e Concelhos. As sinergias ganhas propulsionariam a progresso estrutural sócio-económico cultural de Portugal. Não adianta pedir a redução da despesa pública e a redução do funcionalismo senão reduzirmos a máquina da potência da máquina administraiva.
Defender o contrário é defender a mesquinhez e demonstrar miopia em relação ao futuro da globalização e da concentração de espaços e de organizações, tanto económicas como políticas.
Felizmente que o Movimento de Rio-Tinto a Concelho, democraticamente tem-se apresentado a sufrágio e tem vindo a perder força, passando de de 3 deputados para 2, o que revela que o povo não alinha nas vantagens acenadas!
É um balão que tende a esvaziar-se. Ainda bem! Já passou a euforia!
Estava a ver que qualquer dia a minha rua seria uma Freguesia!
Unir é o caminho, não dividir.
Se Portugal entrou na Europa, para mais beneficiar com a unidade dum Continente, qual a vantagem de Rio-Tinto sair de Gondomar? Nenhuma.
Eu, que sou contra a falta d´ética das políticas de Valentim, apoio-o quando no âmbito do seu cargo diz não a tal pretensão. A ele talvez lhe interesse, porque quer ter um grande coração de Gondomar na carteira, a mim não, quero ter inetiro e não me importa que inteiro entre numa única unidade administrativa da região metropolitna do Porto! Unir, não dividir.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Nos actos comemorativos dos 15 anos da elevação de Rio-Tinto a cidade, o repórter chama a atenção para a ausência de representantes da Câmara, assim como realça que todas as forças políticas são a favor de Rio-Tinto a Concelho! Lindo! Poético! Comovedor!
Como Gondomarense, não como S. Cosmense ou Sampedrense, não aceito a concrectização de tal ideia. Porquê?
1º Porque o facto de Rio-Tinto ter sido Concelho durante sete meses no ano de 1867 não colhe. Tanto mais que nesse período o Concelho de Rio-Tinto englobava as paróquias de Águas-Santas, Covêlo, S. Pedro da Cova, Gondomar, Valbom, Alfena e Valongo!
Será que Valongo e Valbom e Gondomar (agora cidades) voltariam a pertencer a Rio-Tinto? Não brinquemos.
Se é para brincar, além de Rio-Tinto, proponho Gondomar, Fânzeres e Valbom, como um conceolho, outro com S. Pedro da Cova, Foz do Sousa e Jovim,, outro com Covêlo, Medas e Melres e dou, de borla, a Freguesia da Lomba a Gaia!
2º-O movimento de criação de Concelhos teve em Portugal uma dinâmica de altos e baixos! Em meados do século XIX, o número de Concelhos ultrapassou os 700!
Rio-Tinto, Gondomar e Valongo na época tanto eram Concelhos como deixavam de ser! Campanhã também já pertenceu a Gondomar! Já agora, Portugal também já foi de muitos povos! Não esquecer que o fundador de Gondomar era visigodo! O tal rei Gundemaro, a quem lhe dão um quelho como honra! Imaginem, agora, que os Godos e Visigodos e até os mouros reivindicassem antigas terras! Sria bonito.
Não se esqueçam que o Mundo pula e avança.
Passando à modernidade, ao tempo de globalização e de concentração a todos os níveis, não faz sentido em dividir, mas sim unir.
Não é com divisões que se aumenta a unidade!
A administração dum territórtio não deve enfermar de espíritos clubistas, mas sim racionais e lógicos, que favoreçam desenvolvimentos, não atrasos! Caminha-se para a continentalização dos espaços e não para regionalismos bacocos!
3-ºActualmente, a nível político, tanto PS como PSD reconhecem que é preciso fazer nova reforma administrativa do território, pois que metade das 4260 freguesias tem menos de 1000 (dez freguesias até têm menos de cem eleitores) e 36 Concelhos tem menos de 5000.
Isto tem alguma piada? Claro que ninguem quer deixar de ser Presidente e deixar de ter um Volvo ou um Mercedes como carro oficial a representar um Concelho liliputiano!
Eu penso e sou adepto que se deve caminhar para criação de unidades administrativas das grandes áreas metropolitanas. Os actuais concelhos que as compõem fariam o papel das actuais freguesias! Claro que se poupava nos cargos políticos (presidentes, vereadores, assessores, deputados e nos serviços duplicados. Haveria só um planeamento e uma política para a região.
Claro que esta mudança, dentro do nosso espírito de portugal dos pequeninos, e cada um a querer reinar no seu quintalzinho, isto é praticamente impossível, porque ninguém quer abdicar de reinar e quem não reina ainda quer mais retalhar!
O exemplo do recém criado Concelho da Trofa é bem uma amostra do desencanto para os trofenses e mais um ônus para terceiros! Imaginem que, em onze anos após a elevação a Concelho, a dívida já ascende a 64 milhões de euros; 1700 de dívida a cada trofense! Não brinquemos à criação de Concelhos.
Tenhamos a coragem de os reduzir o número de Freguesias e Concelhos. As sinergias ganhas propulsionariam a progresso estrutural sócio-económico cultural de Portugal. Não adianta pedir a redução da despesa pública e a redução do funcionalismo senão reduzirmos a máquina da potência da máquina administraiva.
Defender o contrário é defender a mesquinhez e demonstrar miopia em relação ao futuro da globalização e da concentração de espaços e de organizações, tanto económicas como políticas.
Felizmente que o Movimento de Rio-Tinto a Concelho, democraticamente tem-se apresentado a sufrágio e tem vindo a perder força, passando de de 3 deputados para 2, o que revela que o povo não alinha nas vantagens acenadas!
É um balão que tende a esvaziar-se. Ainda bem! Já passou a euforia!
Estava a ver que qualquer dia a minha rua seria uma Freguesia!
Unir é o caminho, não dividir.
Se Portugal entrou na Europa, para mais beneficiar com a unidade dum Continente, qual a vantagem de Rio-Tinto sair de Gondomar? Nenhuma.
Eu, que sou contra a falta d´ética das políticas de Valentim, apoio-o quando no âmbito do seu cargo diz não a tal pretensão. A ele talvez lhe interesse, porque quer ter um grande coração de Gondomar na carteira, a mim não, quero ter inetiro e não me importa que inteiro entre numa única unidade administrativa da região metropolitna do Porto! Unir, não dividir.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Um dia após Saramago
Um dia após Saramago
que é que mudou?
quase nada ficou mudado,
só o peso da cruz ficou!
E só porque um se crucificou
querem-nos a todos crucificados!
Arrastam-e, por aí, com vestes,
com iluminuras como ex-libris de sabedoria,
com elas sabem reinar sobre pobres criaturas,
com sua eterna e farisaica hipocrisia!
Um dia após Saramago
quase nada está mudado!
Criticar?
Ai credo!
É pecado e logo se é crucificado!
Tu sabes, Saramago!
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Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
que é que mudou?
quase nada ficou mudado,
só o peso da cruz ficou!
E só porque um se crucificou
querem-nos a todos crucificados!
Arrastam-e, por aí, com vestes,
com iluminuras como ex-libris de sabedoria,
com elas sabem reinar sobre pobres criaturas,
com sua eterna e farisaica hipocrisia!
Um dia após Saramago
quase nada está mudado!
Criticar?
Ai credo!
É pecado e logo se é crucificado!
Tu sabes, Saramago!
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Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
domingo, 20 de junho de 2010
“Não há bancos em Gondomar para a gente se sentar”
“Não há bancos em Gondomar para a gente se sentar”
Quinta-feira. Céu azul, ar ameno, fui assistir à reunião pública da Câmara, enquanto minha esposa foi à feira. Quando entrei na exígua sala de sessões, já os trabalhos tinham começado sob a presidência do Major Valentim, mas ainda fui a tempo de ter o desprazer de ouvir o seu Vice a usar o verbo impingir. Tratava ele de convencer a oposição, que tinha interplado a Câmara, sobre a bondade dum negócio de permuta de terrenos entre a Câmara e terceiros, e o esforço que ele tinha feito em impingir a parte da Câmara!
-“Andei a impingir (...), disse ele.
Convenhamos que o verbo impingir não é, éticamente, o mais adequado de glórias públicas duma autoridade administrativa; a Câmara, como representante da República numa permuta de terrenos com terceiros. Mas enfim! Em cada um, normalmente, vem ao de cima a formação do seu carácter! Neste caso o verbo impingir surgiu espontâneamete!
Agora compreende-me melhor quem e o que andaram a impingir aos Gondomarenses!
A sessão continuou, tendo o PS levantado a questsão de recentes e continuados furtos de tampas de sarjetas na via pública! Mais tarde, eu próprio constatei tal facto, pois que ia metendo o carro numa sarjeta sem tampa, na zona requalificada junto ao rio, em Valbom. Questão que ficou para levar ao conhecimento das autoridades. Também me apercebi que estão sendo feitos alguns cortes nos apoios às associações, até porque as receitas estão a baixar, ouvi! Terminado o despacho dos assuntos correntes, o Presidente retirou-se, por questões de saúde. Eu também saí para ir apanhar minha cara metade. Ao chegar ao Pingo Doce, estacionei e resolvi parar e esperar encostado, à sombra duma framboeseira.
Perto de mim, um senhor, natural de Lamego, já entrado na infância da terceira idade, a outro dizia que o que lhe dava alegria para viver era ter um bom filho, que estava muito bem na vida, mas que ele, como bom pai, também tinha investido muito nele. Como já me tinha lançado um olhar, como que a convidar-me a entrar como receptor da grandeza do filho, atrevi-me a perguntar:
-“Seu filho é empreiteiro de construção civil aqui em Gondomar?
-“Não. É ourives.”
-“Ourives?!
Mas os ourives fabricantes estão a acabar em Gondomar!
O que agora há são comerciantes de ourivesaria!” Repliquei.
-“Pois. Ele também tinha uma oficina, mas fechou-a! Havia muitos desvios!
Agora tem grandes armazéns de ourivesaria. Sabe uma coisa? Aqui é uma boa terra para se ganhar dinheiro! O que não há em Gondomar é um banco para a gente se sentar!.”
Eu disso já sabia, e passe algum exagero, Gondomar, com as suas três cidades, realmente é duma pobreza franciscana em termos de parques e jardins, mas isto dito por um forasteiro lamecense doía em ouvir, mas é a triste realidade!
Em seguida, ouvi-o discorrer sobre belos jardins e parques que Lamego tem. Conheço-os, e, aliás, não é preciso ir longe para ver a triste figura de Gondoamar neste domínio!
Entretanto, como já avistava a minha cara metade de regreso da feira, dei os meus parabéns pelo filho que tinha e recomendei cuidado com os gatunos.
Chegado a casa, ainda tinha duas campainhas na cabeça a retinir;
uma era aquela do Vice- Presidente da Câmara, com a sua expressão “andei a impingir”.
A outra era a do lamecence que afirmou:
-“Gondomar não tem um banco para a gente se sentar”
Chamem o nosso Vice, para impingir ao lamecense os maravilhosos parques e jardins que há nas três cidades de Gondomar!
Onde? Onde?
...................xxxxxxxxxxxx..................
Autor:Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Quinta-feira. Céu azul, ar ameno, fui assistir à reunião pública da Câmara, enquanto minha esposa foi à feira. Quando entrei na exígua sala de sessões, já os trabalhos tinham começado sob a presidência do Major Valentim, mas ainda fui a tempo de ter o desprazer de ouvir o seu Vice a usar o verbo impingir. Tratava ele de convencer a oposição, que tinha interplado a Câmara, sobre a bondade dum negócio de permuta de terrenos entre a Câmara e terceiros, e o esforço que ele tinha feito em impingir a parte da Câmara!
-“Andei a impingir (...), disse ele.
Convenhamos que o verbo impingir não é, éticamente, o mais adequado de glórias públicas duma autoridade administrativa; a Câmara, como representante da República numa permuta de terrenos com terceiros. Mas enfim! Em cada um, normalmente, vem ao de cima a formação do seu carácter! Neste caso o verbo impingir surgiu espontâneamete!
Agora compreende-me melhor quem e o que andaram a impingir aos Gondomarenses!
A sessão continuou, tendo o PS levantado a questsão de recentes e continuados furtos de tampas de sarjetas na via pública! Mais tarde, eu próprio constatei tal facto, pois que ia metendo o carro numa sarjeta sem tampa, na zona requalificada junto ao rio, em Valbom. Questão que ficou para levar ao conhecimento das autoridades. Também me apercebi que estão sendo feitos alguns cortes nos apoios às associações, até porque as receitas estão a baixar, ouvi! Terminado o despacho dos assuntos correntes, o Presidente retirou-se, por questões de saúde. Eu também saí para ir apanhar minha cara metade. Ao chegar ao Pingo Doce, estacionei e resolvi parar e esperar encostado, à sombra duma framboeseira.
Perto de mim, um senhor, natural de Lamego, já entrado na infância da terceira idade, a outro dizia que o que lhe dava alegria para viver era ter um bom filho, que estava muito bem na vida, mas que ele, como bom pai, também tinha investido muito nele. Como já me tinha lançado um olhar, como que a convidar-me a entrar como receptor da grandeza do filho, atrevi-me a perguntar:
-“Seu filho é empreiteiro de construção civil aqui em Gondomar?
-“Não. É ourives.”
-“Ourives?!
Mas os ourives fabricantes estão a acabar em Gondomar!
O que agora há são comerciantes de ourivesaria!” Repliquei.
-“Pois. Ele também tinha uma oficina, mas fechou-a! Havia muitos desvios!
Agora tem grandes armazéns de ourivesaria. Sabe uma coisa? Aqui é uma boa terra para se ganhar dinheiro! O que não há em Gondomar é um banco para a gente se sentar!.”
Eu disso já sabia, e passe algum exagero, Gondomar, com as suas três cidades, realmente é duma pobreza franciscana em termos de parques e jardins, mas isto dito por um forasteiro lamecense doía em ouvir, mas é a triste realidade!
Em seguida, ouvi-o discorrer sobre belos jardins e parques que Lamego tem. Conheço-os, e, aliás, não é preciso ir longe para ver a triste figura de Gondoamar neste domínio!
Entretanto, como já avistava a minha cara metade de regreso da feira, dei os meus parabéns pelo filho que tinha e recomendei cuidado com os gatunos.
Chegado a casa, ainda tinha duas campainhas na cabeça a retinir;
uma era aquela do Vice- Presidente da Câmara, com a sua expressão “andei a impingir”.
A outra era a do lamecence que afirmou:
-“Gondomar não tem um banco para a gente se sentar”
Chamem o nosso Vice, para impingir ao lamecense os maravilhosos parques e jardins que há nas três cidades de Gondomar!
Onde? Onde?
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Autor:Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Arpoado
Amor,
quando arpoas meu olhar
e o iças a bordo do teu querer
não gopeies seu coração,
come-o inteiro,
para que dentro de ti possa bater
e tenha a ilusão de que tu és seu mar
onde melhor sabe nadar!
Amor,
quando por ti arpoado
é quando melhor nado!
quando arpoas meu olhar
e o iças a bordo do teu querer
não gopeies seu coração,
come-o inteiro,
para que dentro de ti possa bater
e tenha a ilusão de que tu és seu mar
onde melhor sabe nadar!
Amor,
quando por ti arpoado
é quando melhor nado!
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