Figas no Jornal de Notícias

Figas no Jornal de Notícias
Aquando da entrevista ao JN nos seus 120 anos.

Poder

Pensamento do Conde:
O poder não reside em quem pensa que manda mas sim em quem desobedece.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010





Eu mostro as placas!


Se me falarem do progresso de Gondomar, eu mostro as placas
Se me falarem da cultura de Gondomar, eu mostro as placas
Se me falarem da riqueza de Gondomar, eu mostro as placas
Se me falarem da limpeza de Gondomar, eu mostro as placas
Se me falarem da dívida de Gondomar, eu mostro as placas
Se me falarem dos processos judiciais, eu mostro as placas
Se me falarem de Gondomar a tonicarreirar e a malafaiar, eu mostro as placas!

Mas, por que é que eu mostro as placas?
É simples. Pelas pequenas coisas vê-se a grandeza ou a eficiência dos governantes
tue temos.

O caso das placas toponímicas, nomeadamente estas duas (uma já nem se lê e a outra vai a caminho) que estão na foto, apesar de há anos se ter vindo a assistir à sua degradação e chamar a atenção para tal facto, não há maneira do bom senso imperar e substituí-las por umas novas, mas não!
Isto só prova que apesar do nosso maior ser da Boavista, não tem alcance suficiente para enxergar esta nódoa nem tão pouco os seus ilustres assessores.
Claro que tudo isto se passa em S. Pedro da Cova, que não tem edifício próprio de sede de freguesia, mas tem o lixo mais perigoso de Portugal. As placas ligam com o lixo!

Será que que o major quererá ter uma rua em Gondomar com este perfil?
Seria uma boa maneira de ficar esquecido rapidamente numa placa ferrugenta e fazer companhia ao D. Miguel!

Mais uma vez chamo a atenção, mas não espero que atentem no que digo,
pois que certamente ainda devem estar a fazer estudos de impactes ambientais na substituição das placas ferrugentas e da respectiva autorização de Bruxelas!
Até lá, resta-me mostrar as placas, estas e outras...da minha colecção.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
S.Pedro da Cova-Gondomar

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A chuva

A chuva
A chuva é um mar em paraquedas
Cada pingo é um rio
A chuva molha, molha,
Mas ao mar molhado regressa,
Onde navegam navios
E barcos de pesca
E se os os mares,
Em chuva,
Se espraiam pelo chão,
Quando se retiram
Nas praias da terra
Há chuva de pão!

Deixai a chuva cair
Ela faz a terra sorrir
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Memorial dos cinco

Vinda do Estádio da Luz,
Uma águia; ave de rapina,
Quis voar sobre o Dragão
Que a tendo-a em sua retina,
Deu-llhe cinco, caiu no chão!
Morta, lá foi para o Jesus
Num cortejo muito fúnebre
Do norte até à capital
Para ser exposta num túnel
Em eterno memorial,
Duma águia no Dragão depenada,
Com esmero,
Que como os dedos da mão
Levou cinco a zero
Com bicadas de Falcão
E de Hulk em noite de fama
Quanto à águia
Paz à sua alma
E outra que venha ao morte
Acho que deve voar mais baixo!
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Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Um Novembro qualquer

Não
Não me lembro dum Novembro qualquer
Lembro-me de cálidas tardes
Mas de nenhum Novembro anormal
Lembro-me sim
Que Novembro é estrada
De folhas atapetada
Que nos leva ao Natal
E que Novembro é tempo especial
Da castanha assada
De provas de vinho
Do esplendor do azevinho
No tempo de Outono
Que em si tem Novembro
Mas que de nenhum me lembro
A não ser dizer que
Meu tempo não é o que era
E que o Outono já de mim é dono
Não mais a Primavera
Em qualquer Novembro
Que possa viver
Na vida
Até ser folha de árvore caída
Para qualquer estrada atapetar
Num Novembro qualquer
Sinal
De que o Natal está a chegar.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saaint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Viva o Zé-Ninguém

Ai não há acordo sobre o Orçamento?!

Pois é,
o costume,
o costumado azedume!

É como exigir que
entre o Porto e Benfica
não haja a ambição
e ganância
de cada um ser campeão!

Embora um tenha que perder,
a culpa é sempre do outro
que não soube ceder
e não teve arte de jogar para o empate!

No final,
o céu continua azul sobre Portugal,
mas,
olhando a Sul,
adivinha-se grosso vendaval,
porém,
onde o abrigo,
fornecido por cada partido
instalados na/no capital?

O resultado é que no fim
todos são salvadores
e nenhum é culpado!

Viva!
Viva!
Viva quem?

Viva o Zé,
o Zé-Ninguém,
que é manso
com o que do Sul vem!

Mas até quando a este mando?
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Autpr: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Há um rio

HÁ UM RIO

Há um rio,
Esse rio tem margens,
De boas aragens,
E tem flores
Nas belas paisagens das suas margens.
Brisas que no rio ondeiam flores penteiam
E encantam amores
Que nas margens se passeiam!

Esse rio é o Douro,
Desde Gramido ao Freixo
Que dá gosto a quem gosta de passear,
E abrir o peito
Para a Poesia entrar!

Eis a sugestão que vos deixo:
Não é preciso correr,
Mas sim devagar, e abrir o peito,
Estender o olhar e deixar-se encantar
De Gramido até ao Freixo,
Do lado de Gondomar!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Poeta baralhado

POETA BARALHADO

Cair de tarde
Fim de dia
Quantos mortos na estrada
Quanta gente soterrada
Quantas greves
Quantas manifestações para as diárias precisões?

E eu
Armado em poeta
Com alguma hipocrisia
Num final de tarde
Num entardecer
Poesia a querer fazer!

Mas as acções não sobem ao céu do Capitalismo
E há o perigo da extinção dos mecenas
E aumento de penas!
Neste quadro
O poeta fica baralhado
O poema estragado

O poeta vai protestar
Por num fim de tarde
Num entardecer
Por poesia não poder fazer
Quando em Portugal muitas casas estão arder!

A solução?
Um milagre,
Mas bem cedo
Não esperar pelo fim de tarde
É que depois vem a noite!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar