Poema do Poeta Gondomarense António Martins, natural de Atães, Jovim, Gondomar, que cirandou por França, Canadá e Algarve, de quem o Figas dá a conhecer um dos seus inúmeros poemas.
segunda-feira, 14 de março de 2011
DESEJO
Poema do Poeta Gondomarense António Martins, natural de Atães, Jovim, Gondomar, que cirandou por França, Canadá e Algarve, de quem o Figas dá a conhecer um dos seus inúmeros poemas.
sábado, 12 de março de 2011
Para mais tarde recordar
Para mais tarde recordar
Por vezes repetidas há quem, não se identificando, diz mentiras sobre factos que desconhece! Por que será? De qualquer modo, aparte o direito de não concordar com o que vê ou ouve, não é ético deturpar factos! É feio, muito feio e desclassifica o autor. No Portal de Gondomar, há quem afirme que eu nada fiz no Clube Gondomarense e que o deixei sem rumo, à deriva e quase a fechar!
Ora, tal não é verdade, pois após ter sido Presidente da Assembleia Geral em 2000/2001, Presidente de Direcção em 20002/2004, antes de sair, por motivos de saúde, tive o cuidado de arranjar nova Assembleia Geral e Direcção para o biénio 2005/2006, presidida pelo Sr Hernâni Neves.
Conclusão: não deixei o Clube à deriva, sem órgãos sociais. Aliás, logo que o anterior Presidente me convidou para Presidente da Assembleia Geral, preocupei-me em dotar o Clube com “bons recursos humanos” que ocorressem a algumas anomalias no futura. Assim, convidei para sócios, que aceitaram, pessoas como as que desde a fundação do Clube representavam a nata da sociedade Gondomarense, a saber: Presidente da Câmara de Gondomar; Major, Valentim Loureiro. Pelouro do Desporto e Cultura; Dr. Fernando Paulo, Associação Comercial e Industrial de Gondomar; Senhor Graciano Martinho, Presidente da Junta de Freguesia de Gondomar; Drº António Macedo, entre outros, perfazendo 32 novos associados só minha conta. Se cada associado metesse um associado!...
Quanto à minha acção no Clube Gondomarense;
-O MAIS ANTIGO DO CONCELHO.-
tentei dar-lhe um novo impulso, de acordo com o seu brilhante historial cultural e recreativo, através dos eventos:
Encontro de Associaçôes mais antigas do Concelho,
Encontro de Imigrantes no Clube,
Quatro, Torneios de Bilhar entre Associações, (pena que não tivessem dado seguimento)
Torneios de Damas, de Xadrês,
Conferências, (com Drª Manuela Aguiar e Helder Pacheco e outros)
Desfile Carros Antigos, (Clube de Aveiro)
Exposição de Estátuas Vivas,
Concurso de Fotografias sobre Gondomar Antigo
Concurso de Fotografia sobre as festas do Rosário,
Sessões de Poesia nas Quintas-Poéticas,
Concurso Nacional de Declamadores,
eventos estes promovidos pela Comissão Desportiva Cultural, por mim promovida para o efeito.
Claro que nada disto não teria sido feito se não tivesse tido a sorte de estar rodeado de bons associados que integraram a Mesa da Assembleia, Direcção e a Comissão Desportiva Cultural.
De salientar o excelente apoio dada pela Câmara de Gondomar através do seu Pelouro da Cultura, na pessoa do Dr. Fernando Paulo, cujo primeiro passo, numa primeira reunião comigo enquanto Presidente da Assembleia e o Presidente da Direção logo disponibilizou 800 contos para restauração da valiosa Biblioteca do Clube.
Outros subsídios se seguirem, que muito contribuiram para a realização dos eventos acima mencionados, não esquecendo o Governo Civil do Porto e o apoio da Federação das Colectividades de Gondomar, De tudo isto ressalta que, não sendo eu da mesma cor política, desde sempre recebi, respeitei e agradeci a presença no Club dos representantes da Câmara e doutras Entidades
(embora o Major, não tivesse a coragem de ter lá ido enquanto eu lá estive, mas depois já com a Direcção do Graciano Martinho e do Larentino Ramos), foi ele, foi o Vice e o Drº Fernando Paulo! Ena tantos!)
e toda a ajuda obtida, mas, claro, isso não evitava que, um vez fora das portas do Clube, eu não continuasse e continuo a ser crítico das (quanto a mim) políticas erradas, além de verberar o não comportamento ético no desempenho das funções políticas que são para servir o Povo e não o contrário, levando à vergonhosa situação de termos um Presidente de Câmara são factos) condenado, à frente da Câmara. A maioria pode achar bem, eu não.
A carta que recebi após ter informado o Dr Fernando Paulo da minha saída do Clube e pedindo a continuação da melhor ajuda possível para a nova Direcção, na primeira leitura causou-me surpresa, mas logo a seguir reconheci a idoneidade intelectual do Dr. Fernando Paulo, (merecia er melhor Presidente) que, como eu, não confunde divergências políticas, deixando-as interferir no reconhecimento de acções que valorizam qualquer Associação e, por arrastamento, o Concelho.
O que fiz no Clube Gondomarense foi na sequência de quando entrei ao serviço nos TAP, onde passado pouco tempo já estava a organizar, entre os trabalhadoes, convívios turísticos,e foram muitos pelo país. Mais tarde,pela minha accção, fui nomeado o melhor seccionista do Club Tap-Air-Portugal. Na TAP, fui várias vezes, Coordenador da Sub-Comissão de Trabalhores no Norte, na altura com 500 trabalhadores. Simultaneamete, tendo as minhas filhas na ESG, a convite do Dr. Nuno Ferreira, formei a APESG, de que fui primeiro Presidente, e pelo trabalho desenvolvido na APESG transitei para a Associação Regional de Pias do Norte, onde tive o cargo de promotor na criação de Associções de Pais nas escolas, isto em meados dos anos 80, culminado na integração da Mesa da Assembleia Geral da CONFAP, no tempo presidida por Maria João Boléo, sendo na altura Roberto Carneiro o ministro da educação!
A única coisa que me deixou pena de não ter conseguido foi, após ter pedido e obtido apoio da Junta de Freguesia de S. Cosme, não ter conseguido que à aquele pequeno espaço fronteiro ao Clube não lhe fosse dado o nome de Praceta do Clube Gondomarense. Outras Colectividades, mais novas, tem um arruamento com seu nome, mas o Clube, com os seus 102 anos ainda não. Por que será? Onde está a sensibilidade intectual de quem nos governa?
C´os diabos! Eu até já não sou o Presidente nem dar aquele spaço ao Clube Gondomarense tem assim grandes custos!
Em anexo a carta que envei à Câmara e a que recebi, mas ainda não encaixilhada.mas fica aqui, para aqueles que que fala de mim e do que fiz saber mais um pouco, mas não tudo!
quinta-feira, 10 de março de 2011
Um cavaco armado em pau duro!
Um cavaco armado em pau duro!
O Presidente da República, não de todos os portugueses, no primeiro mandato estava disfarçado de cordeirinho, um simples cavaco que queria cooperar e servir de alavanca para a prosperidade de Portugal, mas, como no nosso sistema quem governa é o Governo e não o Presidente, a pouco e pouco começou a ficar descontente por não ligarem aos seus recados. Agora, no segundo mandato engrossou a voz, e em vez de cavaco que é parece querer armar-se em pau duro, para dar bordoada e incitar ao sobressalto civil! Uma novidade europeia!
Pergunto: Ele estará bom da cabeça? Tem acompanhamento médico?
Foi um discuso indigno dum Presidente, pois seu discurso devia procurar a concórdia entre os portugueses e estimular os partidos numa convergêrcia pragmática na resolução dos problemas vindos do estrangeiro e de antigas asneiras necionais de que ele também foi culpado. Isto de ter um presidente que incita ao sobressalto civil, com mais um esforçozinho temos aí uma revolução, com um cavacao armado em pau duro!
Mas, atenção, quem vai guerra dá e leva! É isso que quer ou serámelhor ir ao psicólogo?
...........................xxxxxxxxxxxxxxxxxxx............................................
Autor: Silvio Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
O Presidente da República, não de todos os portugueses, no primeiro mandato estava disfarçado de cordeirinho, um simples cavaco que queria cooperar e servir de alavanca para a prosperidade de Portugal, mas, como no nosso sistema quem governa é o Governo e não o Presidente, a pouco e pouco começou a ficar descontente por não ligarem aos seus recados. Agora, no segundo mandato engrossou a voz, e em vez de cavaco que é parece querer armar-se em pau duro, para dar bordoada e incitar ao sobressalto civil! Uma novidade europeia!
Pergunto: Ele estará bom da cabeça? Tem acompanhamento médico?
Foi um discuso indigno dum Presidente, pois seu discurso devia procurar a concórdia entre os portugueses e estimular os partidos numa convergêrcia pragmática na resolução dos problemas vindos do estrangeiro e de antigas asneiras necionais de que ele também foi culpado. Isto de ter um presidente que incita ao sobressalto civil, com mais um esforçozinho temos aí uma revolução, com um cavacao armado em pau duro!
Mas, atenção, quem vai guerra dá e leva! É isso que quer ou serámelhor ir ao psicólogo?
...........................xxxxxxxxxxxxxxxxxxx............................................
Autor: Silvio Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
terça-feira, 8 de março de 2011
My land
My Land
My land,
leaned over the river,
Mirror of beauty
That reflects the gold
And silver arts,
And the forests shades,
And the spirit of people
Working land;
Experts in fine handicrafts,
Hearts and souls shaking hands!
Its river,
With curves like filigree,
Roots of Port Wine,
Under a Dom of shines!
My land is a treasure!
Its river a wonder,
Not far,
Come to visit my land,
Come to Gondomar.
Let your dreams to fly.
When you say goodbye
Perhaps regrets stay in your heart,
Then, the solution is: Come back.
Come to my land,
Leaned over the river;
Of beauty a fever!
…………xxxxxxx…………….
Author: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
My land,
leaned over the river,
Mirror of beauty
That reflects the gold
And silver arts,
And the forests shades,
And the spirit of people
Working land;
Experts in fine handicrafts,
Hearts and souls shaking hands!
Its river,
With curves like filigree,
Roots of Port Wine,
Under a Dom of shines!
My land is a treasure!
Its river a wonder,
Not far,
Come to visit my land,
Come to Gondomar.
Let your dreams to fly.
When you say goodbye
Perhaps regrets stay in your heart,
Then, the solution is: Come back.
Come to my land,
Leaned over the river;
Of beauty a fever!
…………xxxxxxx…………….
Author: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
segunda-feira, 7 de março de 2011
Crise: tempo de comendadores
Crise; tempo de comendadores!
« em: Hoje às 23:24:02 » Citar
--------------------------------------------------------------------------------
Não há emprego, vem o medo!
Não há pão, vem a aflição!
Não há dinheiro, vem o desespero!
Vem a doença, não há remédios!
Vem Domingo, não há missa!
O que há é crise de poucos muito ter
e muitos nem para comer,
mas, oh, que felicidade,
é tempo duns senhores;
comendadores fazerem caridade,
que em palácios recebem comendas,
depois fazem caridade de alguns cobres,
algumas patacas aos pobres,
como prendas para tendas ou barracas!
graças à crise,
boa para senhores,
transformados em "bons" comendadores,
em estupores!
.................xxxxxxxxxxxx.................... .
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar
« em: Hoje às 23:24:02 » Citar
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Não há emprego, vem o medo!
Não há pão, vem a aflição!
Não há dinheiro, vem o desespero!
Vem a doença, não há remédios!
Vem Domingo, não há missa!
O que há é crise de poucos muito ter
e muitos nem para comer,
mas, oh, que felicidade,
é tempo duns senhores;
comendadores fazerem caridade,
que em palácios recebem comendas,
depois fazem caridade de alguns cobres,
algumas patacas aos pobres,
como prendas para tendas ou barracas!
graças à crise,
boa para senhores,
transformados em "bons" comendadores,
em estupores!
.................xxxxxxxxxxxx.................... .
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar
domingo, 6 de março de 2011
Nem Deus o fez perfeito nem o Homem o acaba"
(Só para ateus) "Nem Deus o fez perfeito nem o Homem o acaba!"
« em: Março 04, 2011, 18:56:36 » Citar
--------------------------------------------------------------------------------
Deus
Já um pouco velho,
De ser Deus único já cansado,
Decidiu,
Para se entreter,
Arranjar um biscate de reformado para
Aumentar seu ordenado!
Foi às Finanças,
Para ser inscrito
E, com a devida autorização,
Investir e iniciar a exploração
em qualquer ponto do Infinito!
Deus,
Chegado a um ponto,
.....pronto,
criou o Mundo,
com um jardim,
onde cultivou flores de esperanças para
abastecer o mercado,
enfim,
para se entreter do ócio de reformado!
Todavia,
Como ao Paraíso fazer manutenção era preciso,
Deus colocou na imprensa sideral
Um anúncio num jornal,
Onde,
Para cuidar do jardim precisava dum casal
Para tratar do quintal
Onde havia muita fruta,
Mas com cuidado,
Com muita atenção,
Porque havia uma condição astuta!
Porém,
Deus, como “bom patrão”,
Não deu formação profissional!
Não desperdiçou capital!
Adão e Eva,
Único casal candidato,
Em busca do primeiro emprego,
Amandaram-se sem medo,
De nada sabiam,
E do que viam tudo comiam,
Achavam coisa natural,
Não conheciam regras de dieta
Nem da divinas tretas!
Mas foi um caso chato!
Por Deus castigados,
Expulsos,
...odidos e mal pagos
e sem direito a subsídio de desemprego!
Deus não era cego,
Mas, afinal,
Não tinha feito um mundo perfeito,
Obrigou Adão e Eva,
E seus descendentes,
A trabalharem nos “acabamentos”,
Mas, a cada erro cometido,
Deus obrigou-os a pagar por cada pecado
E a mostrarem-se arrependidos!
Não havia Democracia,
Deus tudo decidia,
Perdoava ou castigava
Mas sempre se divertia!
Os filhos de Adão e Eva
Têm pensado em organizarem-se num grande
E universal sindicato,
Mas logo Deus só permite o poder do
Omnipotente Poder da
Mundial Confederação do Patronato!
Quando os filhos de Adão e Eva,
Pensam em fazer manifestações
E reivindicações,
Logo aparece alguém,
Que em nome de Deus,
Que a todos só quer bem,
Diz: (com voz doce)
-“Meus Filhos.
Vá lá. Acalmem-se.
Nada de manifestações.
Nada de reivindicações.
Rezem.
Rezem muitas orações,
Ide a Fátima, com fé.
Se não tiverdes dinheiro para bom vinho,
Tende paciência,
Bebei água-pé.
Valha-vos Deus”
Os filhos de Adão e Eva então perguntam:
-“ Porque é que Deus não fez um mundo só para ele e para os seus e não deixa em paz os ateus?”
O que não está certo,
Moralmente incorrecto,
É Deus fazer um mundo imperfeito,
Inacabado,
Pôr nele os homens a trabalhar
E viver de cada pecado cobrado!
E o Mundo,
Por Deus orientado,
Está neste estado!:
Como Ele quer!
Se algo está mal,
O Homem é que é, sempre,
Por Deus culpado!
Embora Deus
Não tenha acabado do Mundo sua construção,
Exige que o Homem o faça
E nele viva com perfeição!
Felizmente,
Que o Homem já percebeu que,
Com um Deus arquitecto,
Já um pouco velho,
De ser Deus único já um pouco cansado,
Por mais que faça,
O Mundo nunca estará acabado
E haverá sempre alguém;
Deus e outros a viverem do Pecado!
.................xxxxxxxxxxxxxxx................. ..............
Autor deste inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar-PORTUGAL
(feito em 22/04/2001 e lido num dos armazéns da marginal, em Gaia,
num sessão de poesia, organizada pelo saudoso Dr. Fernando Peixoto, a quem dei uma cópia) Tags: Poesia ateísta
« em: Março 04, 2011, 18:56:36 » Citar
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Deus
Já um pouco velho,
De ser Deus único já cansado,
Decidiu,
Para se entreter,
Arranjar um biscate de reformado para
Aumentar seu ordenado!
Foi às Finanças,
Para ser inscrito
E, com a devida autorização,
Investir e iniciar a exploração
em qualquer ponto do Infinito!
Deus,
Chegado a um ponto,
.....pronto,
criou o Mundo,
com um jardim,
onde cultivou flores de esperanças para
abastecer o mercado,
enfim,
para se entreter do ócio de reformado!
Todavia,
Como ao Paraíso fazer manutenção era preciso,
Deus colocou na imprensa sideral
Um anúncio num jornal,
Onde,
Para cuidar do jardim precisava dum casal
Para tratar do quintal
Onde havia muita fruta,
Mas com cuidado,
Com muita atenção,
Porque havia uma condição astuta!
Porém,
Deus, como “bom patrão”,
Não deu formação profissional!
Não desperdiçou capital!
Adão e Eva,
Único casal candidato,
Em busca do primeiro emprego,
Amandaram-se sem medo,
De nada sabiam,
E do que viam tudo comiam,
Achavam coisa natural,
Não conheciam regras de dieta
Nem da divinas tretas!
Mas foi um caso chato!
Por Deus castigados,
Expulsos,
...odidos e mal pagos
e sem direito a subsídio de desemprego!
Deus não era cego,
Mas, afinal,
Não tinha feito um mundo perfeito,
Obrigou Adão e Eva,
E seus descendentes,
A trabalharem nos “acabamentos”,
Mas, a cada erro cometido,
Deus obrigou-os a pagar por cada pecado
E a mostrarem-se arrependidos!
Não havia Democracia,
Deus tudo decidia,
Perdoava ou castigava
Mas sempre se divertia!
Os filhos de Adão e Eva
Têm pensado em organizarem-se num grande
E universal sindicato,
Mas logo Deus só permite o poder do
Omnipotente Poder da
Mundial Confederação do Patronato!
Quando os filhos de Adão e Eva,
Pensam em fazer manifestações
E reivindicações,
Logo aparece alguém,
Que em nome de Deus,
Que a todos só quer bem,
Diz: (com voz doce)
-“Meus Filhos.
Vá lá. Acalmem-se.
Nada de manifestações.
Nada de reivindicações.
Rezem.
Rezem muitas orações,
Ide a Fátima, com fé.
Se não tiverdes dinheiro para bom vinho,
Tende paciência,
Bebei água-pé.
Valha-vos Deus”
Os filhos de Adão e Eva então perguntam:
-“ Porque é que Deus não fez um mundo só para ele e para os seus e não deixa em paz os ateus?”
O que não está certo,
Moralmente incorrecto,
É Deus fazer um mundo imperfeito,
Inacabado,
Pôr nele os homens a trabalhar
E viver de cada pecado cobrado!
E o Mundo,
Por Deus orientado,
Está neste estado!:
Como Ele quer!
Se algo está mal,
O Homem é que é, sempre,
Por Deus culpado!
Embora Deus
Não tenha acabado do Mundo sua construção,
Exige que o Homem o faça
E nele viva com perfeição!
Felizmente,
Que o Homem já percebeu que,
Com um Deus arquitecto,
Já um pouco velho,
De ser Deus único já um pouco cansado,
Por mais que faça,
O Mundo nunca estará acabado
E haverá sempre alguém;
Deus e outros a viverem do Pecado!
.................xxxxxxxxxxxxxxx................. ..............
Autor deste inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar-PORTUGAL
(feito em 22/04/2001 e lido num dos armazéns da marginal, em Gaia,
num sessão de poesia, organizada pelo saudoso Dr. Fernando Peixoto, a quem dei uma cópia) Tags: Poesia ateísta
sexta-feira, 4 de março de 2011
Desejo alongado
Desejo alongado
Há um desejo alongado,
Que alongando encurta,
Que vai pelo oceano molhado
Até chegar a terra enxuta,
Onde mangas caem ao chão,
Onde se sobe a coqueiros,
Onde se afogam corações
Nos peitos dos marinheiros,
Que vão daqui para lá,
E de lá para cá vem,
Uns dos outros saudades têm,
Uns chamam-se portugueses,
Outros brasileiros,
Que num desejo alongado,
Por mar molhado, até terra enxuta,
A distância encurta,
Em passos de samba
Ou em letra de fado.
..............xxxxxxxxxxx................
Autor:Silvino T. Figueiredo
(o Figas de Saint Pierre)
Há um desejo alongado,
Que alongando encurta,
Que vai pelo oceano molhado
Até chegar a terra enxuta,
Onde mangas caem ao chão,
Onde se sobe a coqueiros,
Onde se afogam corações
Nos peitos dos marinheiros,
Que vão daqui para lá,
E de lá para cá vem,
Uns dos outros saudades têm,
Uns chamam-se portugueses,
Outros brasileiros,
Que num desejo alongado,
Por mar molhado, até terra enxuta,
A distância encurta,
Em passos de samba
Ou em letra de fado.
..............xxxxxxxxxxx................
Autor:Silvino T. Figueiredo
(o Figas de Saint Pierre)
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