segunda-feira, 18 de abril de 2011
É o dia
É o dia É o dia que passa por mim Ou eu que por ele passo? Eu nele nada faço Mas ele em mim algo faz, O dia chega ao fim Dá lugar à noite E pôe-me a olhar para traz! Hoje, Não sei porquê, Apeteceu-me cantar o amor E a beleza que há Quando o doutor casa com a criada, Que lhe traz o chá, E depois a ensina a servi-lo deitada! Ou no mundo moderno; Global aldeia O Principe herdeiro Casa com uma plebeia Para gáudio da plateia Que paga a cera da candeia! Que lindo é o amor! Que não é o que se quer, Mas sim o que se arranja, Por vezes espera-se sopa qualquer Mas sai um real canja! Que lindo é o amor! Vejam lá, que até aqui; Em Portugal, Este até já casou três vezes co o FMI! Que apaixonados que eles são! Portugal tem-no sempre no coração! Basta chamá-lo e ele logo vem... De avião, com o cheque na mão! Que lindo é o amor! ..................xxxxxxx................................ Autor:Silvino Taveira Machado Figueiredo (figas de saint oierre de láburaque)Gondomar
sábado, 16 de abril de 2011
O FMI NÃO QUER SER CRAVADO Quem ajudou a combater mouros Um condado herdou, Seu filho, para conquistar Lisboa, Teve ajuda de cruzados, Foi tudo à espadeirada Para a monarquia ser alargada, mais para sul E ter mais céu azul! Mas, para manter a independência, Já em Aljubarrota, Vieram ingleses, em sua frota, Ajudar-nos a ser portugueses, Não espanhóis, E os mesmos ingleses, No tempo de Napoleão Tornaram a segurar a nação, Ficou reino mais seguro E eles garantiram bebedeiras do maduro Deste país , que já por mares se tinha estendido E enriquecido, Não com trigo nem indústria, Mas com a riqueza das especiarias, Do açucar, do café, do cacau! Com o ouro da mina, Os reis não desenvolveram o o País, Mas fizeram Batalhas, Jerónimos e Mafras em cada esquina! Nossos reis foram sempre gastadores, Da pompa imitadores, E mesmo após a República Continuou a mesma farra, Sem ninguém saber tocar guitarra! Quem o sabia era um ditador, Mas com 40 anos no poder sentado, Dizendo que Angola era nossa, Deu com as costas no sobrado! Veio o 25 de Abril, Portugal pensou que era do baril, Mais tarde até bué de fixe, nos jardins havia cravos Que foram as balas dos soldados E houve alegria e farra à grande e à francesa, As couves vinham de Bruxelas O trabalho que se lixasse! Havia sempre quem pagasse Ou subsidiasse! Foi então que, um dia, Portugal descobriu Que havia um senhor; o FMI, Que foi chamado aqui, Para dar uma mãozinha, Para nos endireitar as costelas, Mas teve que vir outra vez, Porque os Portugueses Estavam outra vez nas lonas E outra vez com mazelas, Que não passavam só com azeitonas! Agora novamente, pela terceira vez, O FMI está aqui! Desta vez nem se festeja o 25 de Abril, Porque, haver cravos há, Mas o FMI, dinheiro para cravos não dá, Não querem ser cravados! Mas para uma Revolução já nem há soldados, A maioria está na reserva Com recibos verdes, na mão, Que com eles fazem balas de papel, Porque para balas a sério não ganham, Nem para pão! Mas, para princípio de guerra, Para começar, Pode-se mandar o FMI à merda. O que é preciso é inventar novas palavras, Novos gritos, novas atitudes, Para defender a nossa terra, O nosso mar! Sim, nós somos os heróis do mar, Heróis do dever! Heróis no pagar! Heróis de andar de pé! Mas não no rastejar! Se preciso for, Todos, mas mesmo todos, Desta vez cada português divide uma sardinha por três! Depois que se lixe! Fechem todos os ginásios E ficaremos todos na linha! Desde que haja sardinha. Portugal voltará a ser bué de fixe! ..................xxxxxxxxxx........................... Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo (o figas de saint piere de lá-buraque)16/04/2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Estendo o meu cansaço
Venho aqui--
estender o meu cansaço--
e o esforço de cada passo--
que logo se cansa no que faço!--
estendido no chão--
olho o céu e nele vejo aves a voar-- quase que sem se cansar!--
de repente,-- ò gente,--
caiu-me merda num olho!-- Fiquei zarolho!--
deixei de olhar para o ceú!-- Para onde devo olhar sem ser alvo para acertar?--
nunca mais me esqueço daquele dia--
que,--estando eu,-- Deitado na terra,--
constatei que do céu também cai merda!--
seria do FMI?--
seria de Santo, Para me cumprimentar?--
im, porque todos somos irmãos!
por isso, ou cai merda do FMI do céu ou na terra faço-a eu! ........xxxxxxxxxxxxx......FigasAbraço
estender o meu cansaço--
e o esforço de cada passo--
que logo se cansa no que faço!--
estendido no chão--
olho o céu e nele vejo aves a voar-- quase que sem se cansar!--
de repente,-- ò gente,--
caiu-me merda num olho!-- Fiquei zarolho!--
deixei de olhar para o ceú!-- Para onde devo olhar sem ser alvo para acertar?--
nunca mais me esqueço daquele dia--
que,--estando eu,-- Deitado na terra,--
constatei que do céu também cai merda!--
seria do FMI?--
seria de Santo, Para me cumprimentar?--
im, porque todos somos irmãos!
por isso, ou cai merda do FMI do céu ou na terra faço-a eu! ........xxxxxxxxxxxxx......FigasAbraço
domingo, 10 de abril de 2011
Desunhem-se-- Não sei porque a bala acerta e mata-- Mas sei que pistola é uma arma,-- Metralhadora também é-- E há quem as venda pelo correio, até-- À cobrança e não desarma!-- Estranho é-- Que depois entre numa escola-- E dê um aula de matança!-- Pode parecer pecado, mas não,-- É só um professor ou aluno que faz-- Ou sofre do processo da avaliação,-- Ou de avaliado!-- Para que haja paz-- Todo o mundo mete cunhas,-- Pois eu sugiro que a paz se faz-- Sem armas,-- Basta deixar crescer as unhas,-- Depois, em caso de guerra,-- O Mundo que se desunhe-- E só faça cócegas! Autor: Silvino Figueiredo (silvino taveira Machado figueiredo) Gondomar
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Poema com conteúdo « em: Hoje às 11:50:22 » Citar Meu amor,que é da geração à rasca,pediu-me para lhe fazer um poema,mas com conteúdo,porém,não meu deu um contentor para nele meter um pouco de tudo!Foi então que arranjei uma folha de jornal,com artigos de boa educação,com ele fiz um cartucho,comprei castanhas dei-lhas à mão e ela de cada castanha que comia a beijo meu lhe sabia,mas era eu que lhes tirava va casca!até porque ela até o castanheiro desconhecia,então eu,doutra geração,com outra educação,levei-a até à sombra dum souto,e entramos em encantatórios derriços!Só não sei como foi,que no meio dos reboliços, ela foi picada por ouriços, na barriga,ficando inchada e nós os dois à rasca!Pensamos, pensamos,e aí descobrimos, no nosso pensamento,que a melhor clínica seria o FMI,e nós prontos para o sofrimento!...........XXXXXXXXXXX.................Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo(o figas de saint pierre de lá buraque)Gondomar
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Missão
Missão MissãoDizem que Deus nos dá uma missão.Levantei-me,Estava um dia de sol,Um céu azul,Olhei para ele e perguntei: Então Deus, que temos hoje?Estava um pouco de vento,Virei-me a favor e contra. Com muita atençãoOlhava o céu, mas não ouvia nada,Talvez Deus ainda não se tivesse levantado ou andava entretido a ver as estrelas. que se tinham fundido ou estava, com a boca cheia, a comer flocos ou no barbeiro, a cortar aquelas eternas barbas! Bem, hoje é dia de folga, pensei. Lavei-me, vesti-me, perfumei-me, sim porque Deus quer um Homem de corpo e cara lavada! E que cheire a alma santificada! Tomei o pequeno-almoço; leitinho com café, que é o que nos salva, pelo menos é o que diz o Sr. Abade, depois pus-me de pé, peguei na chave e fui à caixa do correio,Ena pá, tantas cartas! Pagar a água, Saneamento, Resíduos sólidos, Lixo, Pagar a luz e pagar o IMI. Meu Deus, até que enfim que tenho uma missão a cumprir, estou mais aliviado, Deus seja louvado. A última carta dizia que a minha reforma diminuia! Ai meu Deus, na próxima missa não levais nada! A crise também tem de chegar à sacristia! Acendei as estrelas fundidasPara melhor alumiar o caminho e fugir do FMI, que nâo me paga o IMI! Fico por aqui.............xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxx...................... Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo (figas de saint pierre de lá-buraque)Gondomar
quarta-feira, 6 de abril de 2011
“Vem or aqui”- Diz-me o FMI, com olhos doces, Estendendo-me maquia, Achando que neste país de poetas Uns milhões seria boa poesia Quando me dizem:”Vem por aqui, Nós somos o FMI. Sócrates olha-os com olhos lassos. Há neles vestígios de bafos de bagaços E cruza os braços E nunca quer o FMI. A sua glória é criar humanidade, Não precisar de ninguém. Porque ele vive com o mesmo à vontade, E sem vintem, Com que nasceu de sua mãe! Não, não vai pelo FMI, Só vai por onde o levam os passos do Passos, E se ao que ele quer (dinheiro) Ninguém responde, Porque lhe repetem vai ao FMI? Prefere escorregar Nos corredores lamacentos de S. Bento, Redemoinhar nas eleições dos intentos, Arrastar seus discursos sangrentos A ir pelo FMI! Se veio ao mundo, Foi só para desflorar os BNP virgens E desenhar seus pés em freeports inexplorados, O mais que dizem não vale nada! Como pois, seremos nós Que lhe daremos machados, ferramentas e coragem Para derrubar seus obstáculos?... Corre nos Passos sangue velho dos avós, E eleama o que é fácil, O Sócrates ama o Longe e a Miragem, Ama os abismos, as torrentes, os deserto... Ide... Tendes auto.estradas., Jardins, canteiros em rotundas. Tendes pátrias, tendes tectos, E tendes regras, e tratados de Roma e de Lisboa, Eu tenho a minha loucura; coisa boa, Mas que ninguém me compreende nem atura. Mas levanto-a como um facho, a arder na noite escura, E sinto raiva como nunca senti quando me falam no FMI,~ E espuma nois lábios quando oiço esses “sábios” Eu e eu é que me guiam, mais ninguém, Trodos tiveram pai, todos tiveram mãe. Mas eu, que nunca principio nem acabo, Nasci do amor entre o Governador e o governado! Ah, que ninguém, me dê piedosas intenções, Ninguém me obrigue a ir ao FMI pedir milhões, Ninguém me diga “vai ao FMI”. A minha vida é uma onda que alevantou, É um átomo a mais que se animou, Não sei por onde vou Não sei para vou, Mas nem que Passos me empurrem Não vou pelo FMI! .....................xxxxxxxxxxx....................................... Com a minha homenagem ao José Régio (que muito admiro e respeito). Também acho qu ele não iria por ali. Autor desta adaptação: Silvino Taveira Machado FiguiredoGondomar
Subscrever:
Mensagens (Atom)