Acordei
Olha, acordei! Que vou fazer?;
O que quero ou o que me mandam?
E se os que me mandam fossem mandados,
De vez quando?
E o que me acontece se não faço como querem,
Mas sim como me apetece?
Quem para outros trabalha não enriquece
Nem recebe o que merece,
Mas o patrão é sempre bom,
Porque dá trabalho!
Se lhe pedem aumentos,
É gente canalha. E se fazem greve,
Ai que pecado, ficar parado
E fazer o que não deve.
Se alguém tem razão é sempre o patrão,
Que fica dever sem nada querer saber!
Acordei!
E se ficasse na cama,
Lugar onde se ama?!
Para quê dela sair?
Mais vale nela ficar
Continuar a amar,
Ou então pensar em Darwin
E na sua teoria da evolução!
Se ele agora cá viesse,
Veria que no Mundo
Há muitos mais aldrabões!
Mais vale da cama não sair
E continuar a amar,
Porque pensar em trabalhar
Até dá vontade de rir!
Mas ao patrão dá tristeza,
Porque ficar parado
Não se lhe dá riqueza!
Meu patrão está doente!
Acha que lhe faço falta!
Mas, quando o vir atrabalhar
Logo lhe darei alta!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Capitalismo descapitalizado!
Capitalismo descapitalizado!
A maioria rejeita o comunismo, porque tira a liberdade da iniciativa privada, mas por este andar, e a procissão ainda vai no adro, o Capitalismo, que diz dar toda “a liberdade” usa-a para descapitalizar os pobres dos seus cobres!
As entidades do sistema, como as famosas auditoras americanas, e outras, criadas e reconhecidas com idôneas, que deviam controlar e fiscalizar, nada fiscalizaram e entraram em convenientes omissões ou em convenientes conveniências, adulterando resultados, para proveitos próprios dos seus executivos! Em Portugal, viu-se a triste figura do Banco de Portugal no caso do BPN e outros!
Resultado final: quem acreditou nos lindos relatórios dos resultados e logo investiu em mais acções agora olha para papéis sem valor, enquanto criminosos, porque poderosos, pouco ou nada sofrem!
Conclusão: Pobres que se metem em negócios de ricos perdem até os penicos!
Quem pode acreditar em quê e em quem?
Quando se compra um medicamento, podemos consultar na sua bula a sua composição, que diz a percentagem dos vários elementos que o compôe e que pode ser comprovado ou não por análise laboratorial! A literatura de qualquer medicamento é coisa séria, porque está em jogo a saúde e a vida duma pessoa! Também a informação sobre os resultados das empresas, cotadas na Bolsa, deveria ser séria, mas não é. Vai daí, as pessoas acreditam nos lucros, devidamente asseguradas por auditores, mas afinal, exemplos mostram que é tudo treta, e no final os investidores ficam quase sem cheta! Assim, como a má informação sobre um medicamento pode arruinar a vida duma pessoa, a má informação económica descapitaliza quem tem meia dúzia de tostôes, engrossando quem já tem milhões!
A continuar assim, a breve trecho será o descalabro do sistema capitalista, porque perderá todo o capital de confiança! O mundo do capital está a ficar uma selva, com poucos macacos a quererem todas as bananas!
Coitados dos funcionários bancários, transformados em marionetas; “especialistas no aconselhamento de investimentos!” Agora, enchem os consultórios de psiquiatras, porque não passaram de simples isco para guiarem inocentes peixinhos outros a entrarem nas bocas dos tubarões!
Se o Comunismo não serve e o Capitalismo descapitaliza, então, em que ficamos!?
Se o dinheiro não serve, voltamos às trocas diretas? Uma dúzia de ovos por um litro de vinho? Qual será o caminho? Só sei que o Homem é um ser gregário, mas sempre aspira ao individualismo, porém está condenado a precisar sempre de terceiros! Para quando os políticos aprendem a investir na Humanidade do Homem e não no seu egoísmo?
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
O céu no centro!
O CÉU NO CENTRO
Eu ando sempre por cima das
Coisas de mim por baixo,
E cada passo me anima
Enquanto por cima me acho,
Mas, andando sempre por cima
Muitas coisas são pisadas,
E ficam na minha retina,
As boas e más calcadas!
Nascemos, sem saber porquê,
Gatinhamos, pomo-nos de pé
E pisamos o que de nós por baixo,
Depois, pelo que se ouve e lê,
Muitos chegam a ter fé de que
O céu está lá em cima,
Não cá em baixo,
Mas tal não é o que penso,
Pois deixando de andar por cima
Encontrarei o céu no centro.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint piere de lá-buraque)
Gondomar
Eu ando sempre por cima das
Coisas de mim por baixo,
E cada passo me anima
Enquanto por cima me acho,
Mas, andando sempre por cima
Muitas coisas são pisadas,
E ficam na minha retina,
As boas e más calcadas!
Nascemos, sem saber porquê,
Gatinhamos, pomo-nos de pé
E pisamos o que de nós por baixo,
Depois, pelo que se ouve e lê,
Muitos chegam a ter fé de que
O céu está lá em cima,
Não cá em baixo,
Mas tal não é o que penso,
Pois deixando de andar por cima
Encontrarei o céu no centro.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint piere de lá-buraque)
Gondomar
sábado, 3 de setembro de 2011
Um funcionário camarário em cada associação, mas nem mais um tostão!
Excerto da reportagem, feita pelo Comércio de Gondomar, publicada em 11/Setembro/de 2003. Tudo isto foi dito na presença do então Governador Civil do Porto, Manuel Moreira. Que ouviu e aplaudiu! Com estas e outras mais é que Portugal está como está! Táva-se bem! O problema, agora, é a Troika, que a isto quer dar a voilta!
Curioso que, ainda o Vai-Avante não era IPSS (só foi a partir de 2002) e já Valentim
tinha resolvido dispensar um funcionário camarário, (presidente do Vai-Avante) mas continuando a ser pago pela Câmara!
Que tal a Câmara, não dando subsídios, colocar um funcionário em cada associação gondomarense?
Nem que fosse para ser presidente, estar no bar ou limpar as instalações! Ficaria mais barato do que a Câmara dar o tradicional milhão de euros às associações!
As associações devem viver do contributo dos seus associados ou da riqueza acumalada por serviços prestados! Uma associação nunca deve ser uma filial do Estado ou duma Câmara!
Onda
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Sou onda vertical,
em mim surfam sentimentos,
ando por oceanos,
afogo mares d'enganos,
espraio-me por praias tropicais,
não sou o que pareço,
bato, furiosamente,
em rochas resistentes,,
entro em grutas de luzes
e sombras, de vários matizes,
onde vivem neptunos felizes!
Muitas vezes,
desfaço-me em horizontes macios,
deixo de ser onda, por mares ondulando
e sou ancoradouro de navios,
versátil, mas nem sempre navegável!
A terra é minoria,
mas maioria de toda a mágoa,
felizmente, sou onda
com 70% d'água,
onde boiam,
surfam destroços d'um navio,
com 30% d'ossos,
que, embora só destroços,
são lastro do meu corpo,
que vogam na crista da onda!
Por vezes,
levanto nas asas duma gaivota,
nas asas duma pomba,
faço a vontade ao vento,
vou pelos pontos cardeais
e colaterais,
desço na maré vaza,
na maré cheia junto-me às demais,
mas, quando fico macia,
de barriga para baixo,
vem muito pescador até mim,
fazem-se cócegas com seus anzóis,
apanham peixes,
do céu, dos sóis apanho raios e feixes,
à noite apanho luares!
Por sois e luas apanhado,
fico sem saber se montar
em gaivotas ou em pombas!
Compreendam,
sou onda...
e faço ondas!
..................xxxxxxxxxx..................... ...
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Sou onda vertical,
em mim surfam sentimentos,
ando por oceanos,
afogo mares d'enganos,
espraio-me por praias tropicais,
não sou o que pareço,
bato, furiosamente,
em rochas resistentes,,
entro em grutas de luzes
e sombras, de vários matizes,
onde vivem neptunos felizes!
Muitas vezes,
desfaço-me em horizontes macios,
deixo de ser onda, por mares ondulando
e sou ancoradouro de navios,
versátil, mas nem sempre navegável!
A terra é minoria,
mas maioria de toda a mágoa,
felizmente, sou onda
com 70% d'água,
onde boiam,
surfam destroços d'um navio,
com 30% d'ossos,
que, embora só destroços,
são lastro do meu corpo,
que vogam na crista da onda!
Por vezes,
levanto nas asas duma gaivota,
nas asas duma pomba,
faço a vontade ao vento,
vou pelos pontos cardeais
e colaterais,
desço na maré vaza,
na maré cheia junto-me às demais,
mas, quando fico macia,
de barriga para baixo,
vem muito pescador até mim,
fazem-se cócegas com seus anzóis,
apanham peixes,
do céu, dos sóis apanho raios e feixes,
à noite apanho luares!
Por sois e luas apanhado,
fico sem saber se montar
em gaivotas ou em pombas!
Compreendam,
sou onda...
e faço ondas!
..................xxxxxxxxxx..................... ...
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
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