Finalmente que começa a aparecer quem pensa em grande.
O mesmo pode-se aplicar às metrópoles de média e grande dimensão. Não tarda caminharmos para uma Câmara por Distrito. Os modernos meios de telecomunicações e de trasnportes permitem maior dimensão territorial e em população sob uma mesma unidade administrativa. Já é tempo de acabar com o fingimento de que se trabalha sem produzir!
D e qualquer modo, tenho de agradecer que na febre de criar mais Concelhos em Portugal, a minha rua ter escapado de ser promovida a Freguesia!
Fonte: JN, dia 19 de Janeiro de 2012.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
NO DEVE E HAVER
NO DEVE E HAVER
Na escrita do deve e haver
Entre forte e fracos,
Os fortes têm casa de poder
Os fracos são criados de quartos!
Entre senhorios e inquilinos
Há sempre as questões:
Serem os senhores uns cretinos
A imporem as condições!
Quando os fracos vão à justiça,
Buscando da moral o norte,
Depois de muita liça
Quem vence é o mais forte!
Quem senhores anda a servir
E algum poder deles toma,
Acaba por casa de poder construir
E senhor também se torna!
Os fracos reivindicam direitos
Mas os fortes impõem tortos,
Após guerras e pleitos
Milhões de fracos são mortos!
E a poesia?
Que faz a poesia na vida?
A poesia nunca governou vida
Nem governos soube governar,
A poesia é só canção de fracos, ” latida”
À caravana do poder a passar!
Nunca se soube de governos de poetas!
Embora governos tenham alguns,
Mas, decretos publicados em poemas
Nunca se soube de nenhuns!
Como mera opinião,
De tudo o que na vida vi,
Tenho como conclusão:
Que quem anda a servir outros,
Deve aprender,
Rapidamente ou aos poucos,
A ser senhor de si!
Não adianta ao deus dos fracos rezar
Para ter sorte de se tornar mais forte,
Pois são os fortes que fazem o altar
Onde os fracos os vão adorar!
O fraco esquece
Que o poder não está em quem manda,
Mas sim em quem obedece,
E se não obedecer a quem manda
A roda ao contrário desanda!
Depois, novamente,
Os fracos reivindicarão direitos,
Os fortes imporão tortos!
Assim sempre será
Enquanto houver gente;
Fracos a obedecer,
Fortes a mandar
A mandarem fazer grande altar
Para os fracos os adorar!
Eu era para falar de esperança,
Mas a esperança está em coma
E poesia não é coisa que se coma!
Por tudo que já vi,
Quem não quer ser doutros
Tem que ser senhor de si!
Quem anda sempre mandado
De mandado não é cansado!
Os fracos reivindicam direitos!
Os fortes impõem tortos!
Nunca se soube de governos de poetas!
Embora governos tenham alguns,
Mas, decretos publicados em poemas
Nunca se soube de nenhuns!
Por tudo que já vi,
Quem não quer ser doutros
Tem que ser senhor de si!
………………..xxxxxxxxxxxxx………………..
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar
Na escrita do deve e haver
Entre forte e fracos,
Os fortes têm casa de poder
Os fracos são criados de quartos!
Entre senhorios e inquilinos
Há sempre as questões:
Serem os senhores uns cretinos
A imporem as condições!
Quando os fracos vão à justiça,
Buscando da moral o norte,
Depois de muita liça
Quem vence é o mais forte!
Quem senhores anda a servir
E algum poder deles toma,
Acaba por casa de poder construir
E senhor também se torna!
Os fracos reivindicam direitos
Mas os fortes impõem tortos,
Após guerras e pleitos
Milhões de fracos são mortos!
E a poesia?
Que faz a poesia na vida?
A poesia nunca governou vida
Nem governos soube governar,
A poesia é só canção de fracos, ” latida”
À caravana do poder a passar!
Nunca se soube de governos de poetas!
Embora governos tenham alguns,
Mas, decretos publicados em poemas
Nunca se soube de nenhuns!
Como mera opinião,
De tudo o que na vida vi,
Tenho como conclusão:
Que quem anda a servir outros,
Deve aprender,
Rapidamente ou aos poucos,
A ser senhor de si!
Não adianta ao deus dos fracos rezar
Para ter sorte de se tornar mais forte,
Pois são os fortes que fazem o altar
Onde os fracos os vão adorar!
O fraco esquece
Que o poder não está em quem manda,
Mas sim em quem obedece,
E se não obedecer a quem manda
A roda ao contrário desanda!
Depois, novamente,
Os fracos reivindicarão direitos,
Os fortes imporão tortos!
Assim sempre será
Enquanto houver gente;
Fracos a obedecer,
Fortes a mandar
A mandarem fazer grande altar
Para os fracos os adorar!
Eu era para falar de esperança,
Mas a esperança está em coma
E poesia não é coisa que se coma!
Por tudo que já vi,
Quem não quer ser doutros
Tem que ser senhor de si!
Quem anda sempre mandado
De mandado não é cansado!
Os fracos reivindicam direitos!
Os fortes impõem tortos!
Nunca se soube de governos de poetas!
Embora governos tenham alguns,
Mas, decretos publicados em poemas
Nunca se soube de nenhuns!
Por tudo que já vi,
Quem não quer ser doutros
Tem que ser senhor de si!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Não Há Natal sem natalidade
Durante séculos e séculos a Humanidade precisava de braços para trabalhar a terra que a sustentava. Hoje, o que precisa é só de algumas cabeças e muitas máquinas e robôs, não de braços! Os modernos meios tecnológicos permitem que apenas milhares façam o que milhões “precisam”.
A ânsia de se ter acesso aos bens matérias à disposição, leva ao aumento da actividade laboral para os conseguir , o que implica maior exigência de conhecimentos tecnológicos e disponibilidade de mobilidade. Aqui, a antiga estabilidade na fixação dos povos às terras foi alterada, passando da transumância pastoril para a transumância técnica! Já não faz sentido ter residência fixa, mas sim uma tenda social e percorrer os parques de campismo sociais perto do trabalho. Hoje, a garantia de trabalho não existe, e se antigamente os contratos eram feitos para um longo horizonte temporal.
Agora trabalha-se quase ao mês e não tarda que só à hora. Com a preocupação de competir, competir, produzir, produzir, perdeu-se o sentido de Estado no desenvolvimento do país como um todo e não só para alguns! Vive-se um problema existencial: Ser ou Ter? Ser Homem pelo que se tem ou pelo que se é!
Se antes a terra exigia braços para a trabalhar, hoje há o paradoxo de quererem que haja barrigas para consumir mas não para produzir futuros consumidores! Com a aquisição de mais conhecimentos e maior consciência social é natural que os casais pensem bem antes de deitarem um filho ao mundo para ser triturado pela máquina da competitividade. O Estado está a perder o seu papel de pai protector para com suas filhas, não as protegendo no seu papel de maternidade. Hoje, considerando o custo social da educação e transportes, como é possível um casal encarar a hipótese de ter três filhos. Só para ter um carro, ter três cadeiras (com 23% de IVA), mensalidade do colégio, qual a garantia da estabilidade dum emprego e residência fixa para uma progressão estável? Além do mais, o medo da SIDA, e outras, leva a que a concepção dum filho seja inserido na filosofia actual: programado e não o que Deus quiser. Infelizmente, Deus não paga estudos nem dá formação profissional contínua. Por isso, esta questão da redução da natalidade compara-se à expressão poética:
“Natal é quando Homem quiser”
É pura utopia esperar que os casais tenham a responsabilidade de ter filhos quando o Estado cada vez mais tem menos políticas sociais de apoio às famílias e ao incentivo da procriação, a Bem da Nação, a não ser que o futuro da Humanidade seja só de robôs e que não sejam necessários filhos, pais e avôs! Então, tudo bem. Não se precisará de ninguém! Teremos robôs agricultores, professores engenheiros robôs, doutores robôs, juízes robôs, restaurantes robotizados, comida robotizada, deuses e santos robôs, milagres robotizados. Finalmente o Ter reinará! Será chinês?
……………………xxxxxxxxxxxxxxxx………………..
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
Durante séculos e séculos a Humanidade precisava de braços para trabalhar a terra que a sustentava. Hoje, o que precisa é só de algumas cabeças e muitas máquinas e robôs, não de braços! Os modernos meios tecnológicos permitem que apenas milhares façam o que milhões “precisam”.
A ânsia de se ter acesso aos bens matérias à disposição, leva ao aumento da actividade laboral para os conseguir , o que implica maior exigência de conhecimentos tecnológicos e disponibilidade de mobilidade. Aqui, a antiga estabilidade na fixação dos povos às terras foi alterada, passando da transumância pastoril para a transumância técnica! Já não faz sentido ter residência fixa, mas sim uma tenda social e percorrer os parques de campismo sociais perto do trabalho. Hoje, a garantia de trabalho não existe, e se antigamente os contratos eram feitos para um longo horizonte temporal.
Agora trabalha-se quase ao mês e não tarda que só à hora. Com a preocupação de competir, competir, produzir, produzir, perdeu-se o sentido de Estado no desenvolvimento do país como um todo e não só para alguns! Vive-se um problema existencial: Ser ou Ter? Ser Homem pelo que se tem ou pelo que se é!
Se antes a terra exigia braços para a trabalhar, hoje há o paradoxo de quererem que haja barrigas para consumir mas não para produzir futuros consumidores! Com a aquisição de mais conhecimentos e maior consciência social é natural que os casais pensem bem antes de deitarem um filho ao mundo para ser triturado pela máquina da competitividade. O Estado está a perder o seu papel de pai protector para com suas filhas, não as protegendo no seu papel de maternidade. Hoje, considerando o custo social da educação e transportes, como é possível um casal encarar a hipótese de ter três filhos. Só para ter um carro, ter três cadeiras (com 23% de IVA), mensalidade do colégio, qual a garantia da estabilidade dum emprego e residência fixa para uma progressão estável? Além do mais, o medo da SIDA, e outras, leva a que a concepção dum filho seja inserido na filosofia actual: programado e não o que Deus quiser. Infelizmente, Deus não paga estudos nem dá formação profissional contínua. Por isso, esta questão da redução da natalidade compara-se à expressão poética:
“Natal é quando Homem quiser”
É pura utopia esperar que os casais tenham a responsabilidade de ter filhos quando o Estado cada vez mais tem menos políticas sociais de apoio às famílias e ao incentivo da procriação, a Bem da Nação, a não ser que o futuro da Humanidade seja só de robôs e que não sejam necessários filhos, pais e avôs! Então, tudo bem. Não se precisará de ninguém! Teremos robôs agricultores, professores engenheiros robôs, doutores robôs, juízes robôs, restaurantes robotizados, comida robotizada, deuses e santos robôs, milagres robotizados. Finalmente o Ter reinará! Será chinês?
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Soldados gay
Não é conveniente pôr soldados gay a defender a retaguarda, pois há o perigo do inimigo penetrar ...profundamente!
Autor: Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque
Autor: Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Escorrência poética
O poeta, sem emprego,
Come parca refeição
E come, quase a medo,
Restos d’inspiração!
Olhando secas batatas
Antes bem regadas de azeite
Agora de gorduras parcas
Que não fazem rimas fartas
Outrora d’outros deleite.
Olhando a garrafa
Sente impulso d’urgência
Abana-a, sem estafa,
Procurando escorrência.
Lá conseguiu uma gota
No final tentou fazer poesia
Mas eis que saiu torta
Ao poeta desempregado
Por não ter subsídio
Para as rimas do mercado!
E num ato de coerência
Chamou ao inspirado
Poesia d’ escorrência!
E como poeta português
Não sabe se uma por dia
Se uma por mês.
Não sabe se
Com barriga vazia
Fará farta poesia.
Era o que pensava
Enquanto comia seca batata
Não descascada!
………………xxxxxx………………….
Autor deste original:
Silvino Figueiredo
(figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
Come parca refeição
E come, quase a medo,
Restos d’inspiração!
Olhando secas batatas
Antes bem regadas de azeite
Agora de gorduras parcas
Que não fazem rimas fartas
Outrora d’outros deleite.
Olhando a garrafa
Sente impulso d’urgência
Abana-a, sem estafa,
Procurando escorrência.
Lá conseguiu uma gota
No final tentou fazer poesia
Mas eis que saiu torta
Ao poeta desempregado
Por não ter subsídio
Para as rimas do mercado!
E num ato de coerência
Chamou ao inspirado
Poesia d’ escorrência!
E como poeta português
Não sabe se uma por dia
Se uma por mês.
Não sabe se
Com barriga vazia
Fará farta poesia.
Era o que pensava
Enquanto comia seca batata
Não descascada!
………………xxxxxx………………….
Autor deste original:
Silvino Figueiredo
(figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Felino poema
Sou um invejoso! Invejo os gatos!
O meu, “Marracas”,
Roça-me as pernas,
Ronrona em sua sorna!
Passo-lhe a mão pelo pêlo,
Dou-lhe comida,
Apanha sol no quintal,
Dorme boas sonecas,
Sonha com paraísos de ratos,
Enfim, leva boa vida
E parece que gosta de mim,
Mas não, pura ilusão,
A sua liberdade
Não admite corrupção!
Parece dizer
Que dispensa meu subsídio alimentar
Quando me aparece com rato na boca
E com ele a brincar. Muitas vezes,
Quando me apetece passar-lhe a mão pelo pêlo
Vou até ao quintal, mas, cadê meu gato?
Cadê meu animal? Nem vê-lo!
Fica dias e dias, andando por aí,
Como vagabundo pelo mundo!
Mas quando me reaparece,
Roça-me nas pernas, a dobrar!
Como que a pedir: Esquece.
Prendê-lo em casa? Não,
Porque um gato,
Neste caso o meu “Marracas”,
É a liberdade,
Com asas às quatro patas
E anda por aí, a voar,
Em longa viagem!
Eu aguardo pelo seu regresso
Pelo seu ronronar a dobrar,
E que faça da sua ausência reportangem
Se da minha Liberdade não estou certo
Quando vejo o meu “Marracas”
Vejo liberdade total por perto!
…………..xxxxxxxxxxx……………..
Autor:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
( o figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
Sou um invejoso! Invejo os gatos!
O meu, “Marracas”,
Roça-me as pernas,
Ronrona em sua sorna!
Passo-lhe a mão pelo pêlo,
Dou-lhe comida,
Apanha sol no quintal,
Dorme boas sonecas,
Sonha com paraísos de ratos,
Enfim, leva boa vida
E parece que gosta de mim,
Mas não, pura ilusão,
A sua liberdade
Não admite corrupção!
Parece dizer
Que dispensa meu subsídio alimentar
Quando me aparece com rato na boca
E com ele a brincar. Muitas vezes,
Quando me apetece passar-lhe a mão pelo pêlo
Vou até ao quintal, mas, cadê meu gato?
Cadê meu animal? Nem vê-lo!
Fica dias e dias, andando por aí,
Como vagabundo pelo mundo!
Mas quando me reaparece,
Roça-me nas pernas, a dobrar!
Como que a pedir: Esquece.
Prendê-lo em casa? Não,
Porque um gato,
Neste caso o meu “Marracas”,
É a liberdade,
Com asas às quatro patas
E anda por aí, a voar,
Em longa viagem!
Eu aguardo pelo seu regresso
Pelo seu ronronar a dobrar,
E que faça da sua ausência reportangem
Se da minha Liberdade não estou certo
Quando vejo o meu “Marracas”
Vejo liberdade total por perto!
…………..xxxxxxxxxxx……………..
Autor:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
( o figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
domingo, 22 de janeiro de 2012
A a serra e a neve
Na serra,
depois do fogo vem a neve
vem o lobo que presas persegue,
todavia, no nascer de cada dia,
nosso olhar embosca raios de sol,
que feitos versos fazem ski
no manto branco do nosso encanto;
na neve gelada,
cuja beleza se derrete
no calor do nosso espantado olhar
que não pára na beleza da serra escorregar!
A serra, o fogo e o lobo
são diferentes versos,
que num poema fazem um todo,
seja a serra verde,
seja careca,
seja com fogo,
seja com neve,
seja com lobo que presas persegue,
nosso olhar embosca a beleza
e poesia sempre consegue.
……………xxxxxxx………………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
depois do fogo vem a neve
vem o lobo que presas persegue,
todavia, no nascer de cada dia,
nosso olhar embosca raios de sol,
que feitos versos fazem ski
no manto branco do nosso encanto;
na neve gelada,
cuja beleza se derrete
no calor do nosso espantado olhar
que não pára na beleza da serra escorregar!
A serra, o fogo e o lobo
são diferentes versos,
que num poema fazem um todo,
seja a serra verde,
seja careca,
seja com fogo,
seja com neve,
seja com lobo que presas persegue,
nosso olhar embosca a beleza
e poesia sempre consegue.
……………xxxxxxx………………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
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