Figas no Jornal de Notícias

Figas no Jornal de Notícias
Aquando da entrevista ao JN nos seus 120 anos.

Poder

Pensamento do Conde:
O poder não reside em quem pensa que manda mas sim em quem desobedece.

segunda-feira, 19 de março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

Tetas do mundo

Enquanto eu tiver visão

O que me cerca eu analiso

Mas é tão grande a corrupção

Que de ver já nem preciso!


O Homem vive só para ter

E não vive só para ser,

Viver sem ser para ter

Tira a razão ao viver


O mal do ser humano

É nascer e logo mamar

Nos seios de sua mãe,


Depois é só continuar,

Se possível até ao tutano,

Nas tetas que o Mundo tem!


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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

(figas de saint Pierre de lá-buraque)

Gondomar

quinta-feira, 15 de março de 2012

"Dizer bem de Valentim"

Realmente, sou um nabo perante esta maravilha universitária.
Não como um doutor para "dizer bem" dum major!

Guardo está pérola, para mais tarde recordar e me lembrar de ver os carneirinhos na Quinta do Ambrósio a pastar!
PEDRAS


Pedras, que pedras são,

saídas do ventre da terra,

pedras; pedras de pão

para a fome que o mundo desespera!



Pedras, pedras,

ó rudes que vós sois,

convosco se fazem guerras,

e ídolos imortais!



Pedras, duras e frias!

pedras; robustez da natureza;

pedras em mesas dão alegrias,

tornam-se doces na rudeza!



Hoje, sentei-me em mesa de pedra,

numa mesa de pedra comi,

há uma pedra que me espera

para encerrar a vida que vivi!

................xxxxxxxxxxxxx.................

Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

figariano@sapo.pt

FIGAS DE SAINT PIERRE DE LÁ-BURAQUE

DR/SPA 15727

Gondomar-PORTUGAL

PEDRAS


Pedras, que pedras são,

saídas do ventre da terra,

pedras; pedras de pão

para a fome que o mundo desespera!



Pedras, pedras,

ó rudes que vós sois,

convosco se fazem guerras,

e ídolos imortais!



Pedras, duras e frias!

pedras; robustez da natureza;

pedras em mesas dão alegrias,

tornam-se doces na rudeza!



Hoje, sentei-me em mesa de pedra,

numa mesa de pedra comi,

há uma pedra que me espera

para encerrar a vida que vivi!

................xxxxxxxxxxxxx.................

Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

figariano@sapo.pt

FIGAS DE SAINT PIERRE DE LÁ-BURAQUE

DR/SPA 15727

Gondomar-PORTUGAL





Poesia enviada no dia 2007-09-30

Por Silvino Taveira Machado Figueiredo

Já foi lida 700 vezes.





Poesia enviada no dia 2007-09-30

Por Silvino Taveira Machado Figueiredo

Já foi lida 700 vezes.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Muro de lametações em Belém!

Cavaco Silva parece o Valentim; nunca tem culpa de nada!


Já não bastava termos um Primeiro-Ministro que nos chama de piegas. Agora temos um Presidente da República queixinhas! Aliás, tique que já vem de longe quando acusava Mário Soares e Sousa Franco; Presidente do Tribunal de Contas e demais oposição como "forças de bloqueio".



Como Presidente da República, no primeiro mandato, logo se queixou de que lhe estavam a retirar poderes na questão da autonomia dos Açores. Depois, queixou-se de que a reforma não chegava para as suas despesas! Agora, vem com a treta de que Sócrates andou a esconder o jogo! Não será altura de mandar fazer um muro de lamentações em Belém para este Presidente queixinhas?



Em tempo de resolver problemas do presente e preparar Portugal para o futuro anda a perder e a fazer perder tempo com histórias do passado. Teria alguma justificação se fosse possível ter um terceiro mandato e com estas queixinhas capitalizar simpatias dos eleitores, mas assim não. Mais parece uma criança a fazer queixinhas à mamã!



Podia escrever essas queixinhas nas suas memórias, não enquanto no exercício da função presidencial. Não é digno dum chefe de Estado! Portugal, embora pequeno, merece um Presidente com outra estatura mental e intelectual!



Pessoalmente, acho que o nosso Presidente da República devia ter melhor aconselhamento psicológico. Bem sabemos que se queixa de dificuldades, mas se falar com o Ministro da Saúde; o Dr. Paulo Macedo, este sempre arranjaria uma justificação de emergência nacional, para não termos de ouvir tantas queixinhas, que nada resolvem! Só complicam!



Ainda faltam quatro anos para Cavaco terminar o mandato. Ó valha-nos Deus.

O melhor é mandar construir o muro de lamentações em Belém. No final do mandato manda-se lavar as nódoas das queixinhas.



Se o regime fosse monárquico e Cavaco o Rei, este ficaria na história como Cavaco 1º, "O Queixinhas"

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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

(o figas de saint Pierre de lá-buraque)

domingo, 11 de março de 2012

Estava no chão, mas não segura!

Estava no chão, mas não segura!..

Na altura, como era um pouco distraído, não ligou muito ao caso! Ela devia estar em qualquer lado. Já estava habituado, quando não sabia duma coisa encontrá-la onde menos esperava e exclamar: - Ah. Estás aqui!

À sua volta, campos abandonados por netos de avôs lavradores, agora engenheiros ou doutores. Por vezes, cogitava que a terra, com tanta ciência adquirida, devia estar mais desenvolvida, mas não, a terra estava desaproveitada e havia muita falta de pão em muita mesa de gente, que apenas o sabia comer mas não como o fazer! De sua casa, situada num ponto elevado, avistava uma casa, cujo quintal, outrora bem cuidado e produtivo, estava ao deus dará, sem nele, há anos, cair maná! Que pena!

Naquele dia, como precisava de semear feijões, favas, abóboras, batatas, ervilhas, além de rabanetes, foi mais afoito nas buscas. Ela tinha que aparecer. Mas não, não apareceu mesmo. Chegou à conclusão que, devido ao preço dos metais, talvez tivesse sido vítima de roubo. Ainda pensou avisar o sucateiro vizinho, porque ela tinha uma marca especial adquirida ao longo dos anos na sua companhia, mas pensou que não valia a pena! Talvez fosse útil a alguém.Não teve outro remédio senão comprar outra.

De vez em quando tornava a procurar a antiga, porque lhe parecia que com a nova os regos não ficavam lá muito bem, além de suar mais do que o costume e gastar mais tempo e mais água nos banhos!

Que saudades tinha da antiga. Era mais leve, mais maneirinha! Para sua surpresa, duma janela viu que o tal quintal abandonado estava a ser trabalhado! Soube que era por um jovem formado, mas desempregado.Conhecia-o de vista. Um dia, porque não resistiu à curiosidade, fez um desvio no seu caminho de rotina e fez zoom à visão para tentar perceber o que estava a ser semeado no terreno recuperado.

Pousada no chão, algo lhe despertou a atenção. Com o zoom ao máximo conseguiu detetar que era ela! Ah ah! Com que então estava ali, sequestrada ao serviço doutro?! Depois, viu o jovem licenciado, mas desempregado e já sem subsídio, pegar no cabo, erguê-la e mergulhá-la fundo na terra. Ficou rendido ao esforço do jovem. Tinha pensado em ir fazer queixa à polícia pelo roubo da sua querida sachola! Ficou um pouco mais a observar. Por fim, tomou a decisão de não fazer queixa e deixar o jovem produzir, produzir e, quem sabe se um dia até exportar, para o défice da balança comercial de Portugal reduzir!? Ficou tão impressionado que resolveu deixar mais uma sachola, abandonada no seu terreno, esperando que desaparecesse e que alguém dela faça lavra poética camoniana:

“Descalça vai para a fonte

Leonor, pela verdura;

vai formosa e não segura”

                                                     Estava no chão, mas não segura,
                                                     alguém a pegou do chão
                                                     para a poesia da agricultura!
Autor:Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque

sexta-feira, 9 de março de 2012

O dia corria na sua alvura


Até que na tarde, esmaecido

Ficasse o castanho da secura

E nele, deitado, o verde perdido!



Deuses, reunidos em assembleia,

Discutiam o problema da seca,

Buscando divinal panaceia

Sem a crentes aumentar a coleta!



-“Uma ministra, (disse deus presidente)

Que é a Cristas, está quase sem fé

E em nós deixar de ser crente!



-“Pois é, (disse outro)

São já tantas sequelas

Que já não rezam a nossos pés

E pedem milagres a Bruxelas!”





Os deuses começaram a chorar,

Suas lágrimas foram tão abundantes,

Que davam para a terra regar!

Emitiram um comunicado,

Para todo o mundo saber,

Que após o tempo seco acabado,

Um dia destes vai chover!

Só resta esperar.

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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

Gondomar