Erodidas ou feridas!
« em: Abril 02, 2012, 22:11:47 » Citar
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Palavras;
inertes,
que arrastadas por ventos,
erodem faces agrestes ou,
afiadas,
provocam ferimentos!
Palavras,
que aos montes em montes estão
de quem lá vai à disposição,
mas,
quem gasta dos montes
palavras, aos montes,
que obra faz com as palavras que traz?
Lavoisier já dizia
que na Natureza nada se cria,
nada se perde,
tudo se transforma"
Assim,
palavras tiradas dos montes,
como pedras de cascalho,
aos montes tornam!
Erodidas ou feridas!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
terça-feira, 3 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
Vida de gozo
Vida de gozo!
Eu gosto de gozar a vida
E em cada gozo vivido
A alegria nele sentida
A vida goza comigo!
Gosto de ver! Com meu olhar
As boas coisas eu vejo
E dá-me gozo gozar
O gozo que há num beijo!
Gozo maior que me dá
É na vida sempre achar
Do amor o melhor que há!
Eu hei de sempre gozar
Do bom que a vida tem
Até que de mim se fartar!
…………xxxxxxxx……………..
Autor deste original inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
Eu gosto de gozar a vida
E em cada gozo vivido
A alegria nele sentida
A vida goza comigo!
Gosto de ver! Com meu olhar
As boas coisas eu vejo
E dá-me gozo gozar
O gozo que há num beijo!
Gozo maior que me dá
É na vida sempre achar
Do amor o melhor que há!
Eu hei de sempre gozar
Do bom que a vida tem
Até que de mim se fartar!
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Autor deste original inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
sexta-feira, 30 de março de 2012
D. Duarte ajuda Gondomar
Esta foi uma, das muitas placas substituídas, para que Sua Alteza não se envergonhasse do seu ascendente ser tão mal tratado! A nova é em prata fina!
D. Duarte ajuda Gondomar!
Todos sabem que D. Duarte Nuno de Bragança, descendente de D. Miguel, é uma figura afável e dedicado a boas causas.
Sabendo que o Concelho de Gondomar, com os seus vinte arruamentos em honra de D. Miguel, é quem mais honra o seu ascendente, permitindo assim que Gondomar seja a Capital do Miguelismo, D. Duarte, sensibilizado com tanto amor monárquico, estará hoje de visita a Gondomar, passeando pelas zonas no cerco ao Porto, utilizadas pelos miguelistas, nomeadamente a Estrada de D. Miguel; uma das maiores vias de Gondomar, assim como subirá ao Monte Crasto.
Os preparativos, feitos pela Câmara de Gondomar para a receção de tão ilustre visitante já foram executados, nomeadamente a substituição das placas ferrugentas com o nome de D. Miguel até aqui existentes nos arruamentos a visitar. É intenção da Câmara solicitar ao representante monárquico a melhor colaboração na instalação dum museu em Gondomar, que lembre a história do Cerco ao Porto e estudar a hipótese de, para o próximo ano, fazer a reconstituição de algumas posições das baterias miguelistas, disparando sobre o Porto, assim como a reconstituição do ataque dos liberais, em 24 de Janeiro de 1833, aos miguelistas, instalados no Monte Crasto, tendo sido repelidos, para desgosto do General liberal francês Sollignac!
Rui Rio já foi sondado e não vê inconveniente nuns disparos de pólvora seca sobre o Porto, não se importando que Gondomar fique com a glória de ser o máximo baluarte do miguelismo em Portugal!
O Presidente da Câmara de Gondomar, um Major, na reserva, da República, está muito contente, pois que apesar de governar num regime democrata também tem uma costela absolutista e, sem dúvida, receberá, de abraços abertos, D. Duarte Nuno. Além do mais, há a possibilidade de Gondomar ser um polo de atração para os monárquicos. Quantos são? Quantos são? Nos tempos de crise há que recorrer a todas as armas para o desenvolvimento económico, social e cultural de Gondomar.
Por último, além da chegada de D. Duarte, às 11h30 aos Paços do Concelho, com entrada pela porta da frente, (não a de lado, usada por Valentim) toda a informação exaustiva da visita monárquica a Gondomar está disponível no site da Câmara! Consta que D. Duarte será distinguido com a medalha “Nabo de Ouro”, como gratidão pelos serviços prestado pelo miguelismo a Gondomar; não deixando cair o Monte Crasto nas mãos dos liberais. Daí o miguelismo ainda reinar em Gondomar, com os seus vinte arruamentos, o que justifica a visita do descendente miguelista, para gáudio dos seus apoiantes, que, sem dúvida, estarão em grande número à sua espera!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
segunda-feira, 26 de março de 2012
Coração no recreio da mente!
As pernas param, mas ele não,
Continua a andar!
Mãos descansam, mas ele não,
Continua a trabalhar!
A boca come, mas para na digestão.
Ele não!
Continua, até com mais aceleração!
O corpo acaba por adormecer, mas ele não,
Continua a bater!
Outros membros têm descanso,
Férias, feriados
Ou tratamentos de beleza,
Mas eles não,
Nunca estão parados!
Desde que na empresa nados
Têm trabalho continuados,
Sendo os de maior competência
E os mais explorados em toda a urgência!
Mas os sócios da empresa sabem
Que se não forem bem acarinhados,
Se não tiverem atenção devida,
Lá vai à falência a empresa da vida!
Membros do corpo podem descansar,
Mas ele; o coração, não!
No amor até trabalha mais acelerado
E nem sempre com beijos é remunerado.
Coitados dos corações de vidas oprimidas,
De quem se exige sempre batidas!
Libertem os corações.
Deixem-nos recrear no recreio da mente,
Escorregar até à boca,
Brilharem às janelas dos olhos.
Levem os corações a passear
Pela avenida da alegria da vida,
Mostrem corações à gente!
Deixem os corações falar francamente.
Verão que trabalham melhor,
De forma continuada,
Quase ininterruptamente
Para alegria da mente.
Andem com os corações
Nas palminhas das mãos.
…………..xxxxxxxxxxx…………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
Continua a andar!
Mãos descansam, mas ele não,
Continua a trabalhar!
A boca come, mas para na digestão.
Ele não!
Continua, até com mais aceleração!
O corpo acaba por adormecer, mas ele não,
Continua a bater!
Outros membros têm descanso,
Férias, feriados
Ou tratamentos de beleza,
Mas eles não,
Nunca estão parados!
Desde que na empresa nados
Têm trabalho continuados,
Sendo os de maior competência
E os mais explorados em toda a urgência!
Mas os sócios da empresa sabem
Que se não forem bem acarinhados,
Se não tiverem atenção devida,
Lá vai à falência a empresa da vida!
Membros do corpo podem descansar,
Mas ele; o coração, não!
No amor até trabalha mais acelerado
E nem sempre com beijos é remunerado.
Coitados dos corações de vidas oprimidas,
De quem se exige sempre batidas!
Libertem os corações.
Deixem-nos recrear no recreio da mente,
Escorregar até à boca,
Brilharem às janelas dos olhos.
Levem os corações a passear
Pela avenida da alegria da vida,
Mostrem corações à gente!
Deixem os corações falar francamente.
Verão que trabalham melhor,
De forma continuada,
Quase ininterruptamente
Para alegria da mente.
Andem com os corações
Nas palminhas das mãos.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
quarta-feira, 21 de março de 2012
Primavera
PRIMAVERA
Hoje, eis a Primavera;
A Natureza em jardim!
Num canteiro de quimera
Espero uma flor em mim.
Belas flores nos jardins
Exalam perfumes nos ares,
E amores, como querubins,
Passeiam sonhos, aos pares.
Em nós sempre uma Primavera,
Nem sempre a que queremos
Desde que ao mundo viemos.
Mas, na Primavera florida,
Com ela nos alegremos
E sejamos flores na vida!
……………..xxxxxxxxxxx………..
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
Hoje, eis a Primavera;
A Natureza em jardim!
Num canteiro de quimera
Espero uma flor em mim.
Belas flores nos jardins
Exalam perfumes nos ares,
E amores, como querubins,
Passeiam sonhos, aos pares.
Em nós sempre uma Primavera,
Nem sempre a que queremos
Desde que ao mundo viemos.
Mas, na Primavera florida,
Com ela nos alegremos
E sejamos flores na vida!
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Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
segunda-feira, 19 de março de 2012
Vem este calor
que tudo abafa
vem o desejo da frescura
e o querer segurar a brisa que passa
para refrescar o suor
que em nós perdura
Há o calor da paixão,
vibrante,
ofegante,
dum amor ou amante.
Todo o calor passa.
O que aquece também arrefece.
A felicidade é irmã da desgraça.
Desgraça é todo este calor
e ninguém segurar
a brisa do mar
que por nós passa!
Só não se deseja
que não arrefeça o amor
e que seja d'amor o suor
de quem nos deseja!
..........xxxxxxxx.............
Ui! Que calor!
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
e que d'amor seja o suor!
que tudo abafa
vem o desejo da frescura
e o querer segurar a brisa que passa
para refrescar o suor
que em nós perdura
Há o calor da paixão,
vibrante,
ofegante,
dum amor ou amante.
Todo o calor passa.
O que aquece também arrefece.
A felicidade é irmã da desgraça.
Desgraça é todo este calor
e ninguém segurar
a brisa do mar
que por nós passa!
Só não se deseja
que não arrefeça o amor
e que seja d'amor o suor
de quem nos deseja!
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Ui! Que calor!
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
e que d'amor seja o suor!
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