Figas no Jornal de Notícias

Figas no Jornal de Notícias
Aquando da entrevista ao JN nos seus 120 anos.

Poder

Pensamento do Conde:
O poder não reside em quem pensa que manda mas sim em quem desobedece.

sábado, 6 de julho de 2013

Latidos poéticos.

LATIDOS POÉTICOS


Na escrita do deve e haver

Entre forte e fracos,

Os fortes têm a casa do Poder

Os fracos; criados de quartos!



Entre senhorios e inquilinos

Há sempre questões:

Os senhores: uns cretinos

A imporem as condições!



Quando os fracos vão à justiça

Buscando da moral o norte,

Depois de muita liça

Quem vence é o mais forte!



Quem senhores anda a servir

E algum poder deles toma,

Acaba por poder construir

E senhor também se torna!



Os fracos reivindicam direitos

Os fortes impõem-nos tortos,

Após guerras e pleitos

Milhões de fracos mortos!



E a poesia?

Que faz a poesia na vida?



A poesia nunca governou vida

Nem governos soube governar,

A poesia; canção de fracos, ” latida”

À caravana do Poder a passar!



Nunca se soube de governos de poetas!

Embora governos tenham alguns,

Mas, decretos publicados em poemas

Nunca se soube de nenhuns!



Como mera opinião,

De tudo o que na vida vi,

Tenho como conclusão:

Que quem anda a servir outros,

Deve aprender,

Rapidamente ou aos poucos,

A ser senhor de si!



Não adianta ao deus dos fracos rezar

Para ter sorte de se tornar forte,

Pois são os fortes que fazem o altar

Onde os fracos vão adorar!



O fraco esquece

Que o poder não está em quem manda,

Mas sim em quem obedece,

Se não obedecer a quem manda

A roda ao contrário desanda!



Depois, novamente,

Os fracos reivindicarão direitos,

Os fortes imporão tortos!

Assim sempre será

Enquanto houver gente;

Fracos a obedecer,

Fortes a mandar fazer altar

Para os fracos os adorar!



Eu era para falar de esperança,

Mas a esperança está em coma

E poesia não é coisa que se coma!



Por tudo que já vi,

Quem não quer ser doutros

Tem que ser senhor de si!



Quem anda sempre mandado

De mandado não é cansado!



Os fracos reivindicam direitos!

Os fortes impõem tortos!



Nunca se soube de governos de poetas!

Embora governos tenham alguns,

Mas, decretos publicados em poemas

Nunca se soube de nenhuns!



Por tudo que já vi,

Quem não quer ser doutros

Tem que ser senhor de si!

Ai este país!

Ai este país!




Há um povo,

Que quer ser feliz,

Mas não sabe como fazer,

Não se sabe governar,

Num país,

Onde cada um se quer governar,

E quem governa a todos,

A todos anda a roubar!



Ai este país,

P aís de poetas,

De escritores,

De engenheiros

De doutores,

Que ser feliz,

Que há muito empo tem universidade,

Mas, este pais,

Que quer ser feliz,

Quase sempre infeliz

A viver da caridade!



Pede aqui,

Pede acolá

E gasta sempre mais do que há?

Quem o Povo?

Não, engenheiros,

Doutores

E outros em relâmpagos doutorados,

Que governam quem quer ser feliz,

Quem se quer governar,

Que acabam por descobrir

Que quem manda

Num espetáculo circense,

Aa todos anda a roubar,

Com “palhaços” a comandar,

A fazer rir o povo,

Que quer ser feliz,

De novo.



Que ser quer governar

E que quem mande

Não ande a roubar!



Ai este país!

Para quando a felicidade,

De não viver da caridade

De não rezar em S. Bento

Nem comer pastéis de Belém?

Ai este país,

Este Povo de bem,

Quase sempre infeliz

Com os governos que tem,

Mas continua a rezar em S. Bento

E a comer pastéis de Belém!

Ámen

……….xxxxxxxxxxxx……………

*Sem ofensa aos palhaços,

Que sabemos quanto pagamos para nos fazerem rir!

Os outros “palhaços”, de que falo,

Fazem seus números

Depois apresentam-nos a conta

De camarote,

Como se tivéssemos visto o número do “calote”!

Governo em cavacos!

GOVERNO EM CAVACOS


O Governo do Povo,

Vestido de farrapos,

Feito em cavacos,

Quando mais roto

Põe-lhe mais um trapo,

E eis,

Novamente,

Um Governo novo,

Vestido de farrapos,

De trapos,

Cada vez mais em cavacos,

Do melhor que há,

Com fotos na OLÁ!

……….xxxxxxxxxxxx………

Autor:

Silvino Taveira Machado Figueiredo

Gondomar

quarta-feira, 3 de julho de 2013

VERTENTES

VERTENTES


Das vertentes das montanhas

Descem correntes d’água,

Que formam marés tamanhas,

Que pelos rios chegam à foz

E fazem largo mar!



Das vertentes dos nossos olhos

Descem rios de lágrimas;

Rios de mágoa do mar da tristeza

Que há em nós!



Se rios fazem mares,

Rios de lágrimas

Das nossas tristezas,

Das nossas ilusões,

Dos nossos desenganos,

Lágrimas não fazem só mares,

Mas sim oceanos,

Com grandes monções,

Onde se afogam amores

E corações!



Por que é que choramos?



Será que chorar é fazer mar

Para o barco da tristeza navegar?

……………xxxxxxxxxx……………..

Autor deste original e inédito:

Silvino Taveira Machado Figueiredo

(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)

Gondomar

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Nova Câmara de Gondomar na Foz da Sousa

Nova Câmara de Gondomar na Foz da Sousa.
“Brasília foi construída (as obras começaram em novembro de 1956, depois de Juscelino sancionar a lei nº 2.874) a fim de ser a nova capital do Brasil. A idéia era transferir a capital do Rio de Janeiro para o interior do país. Ao transladar a capital para o interior, o governo pretendia povoar aquela região.” (da net)
Há muito que defendo que o novo e há muito necessário edifício da Câmara Municipal de Gondomar devia ser na freguesia denominada Foz do Sousa, na área onde está a atual junta. Que ficaria mais equidistante a todos os Gondomarenses.
 Acontece que os nossos políticos tendem a governar para o imediato e não querem assumir o combate contra interesses instalados, com o chavão de governar é para as pessoas e como tal onde há muitas pessoas, não se preocupando num desenvolvimento mais homogêneo do território que administrado, prejudicando o desenvolvimento homogêneo do todo e só beneficiando uma parte. O governar para o imediato é satisfazer áreas da concentração eleitoral, central, gerando maior caos urbanístico e viário! Claro que candidato à Câmara, que diga que fará o novo edifício da Câmara na freguesia da Foz do Sousa arrisca-se a não ter o apoio dos 41.364 eleitores de Rio-Tinto, porque o egoísmo de cada um é querer Esquadra, Tribunal, Posto de Saúde, Finanças, a Câmara, tudo à porta, borrifando-se para outros Gondomarenses, os de Melres, por exemplo, que tenham de percorrer 30km para vir à sua Câmara, enquanto que,  um dos argumentos dos separatistas rio-tintenses, (antes da construção da Via da Conduta) para puxarem a sardinha à sua brasa de Rio-Tinto a Concelho, alegavam que percorrer 4km até à Câmara era muito longe! Imaginem.
Devem considerar-me um louco, por pugnar pela construção da nova Câmara de Gondomar na Sousa. Não admira, porque também a resistência foi grande quando, o Presidente Juscelino Kubitschek, decretou, de acordo com a Constituição Brasil, que a capital fosse no interior, visando interior do mesmo. Foi em Brasília, a duas horas do Rio. Quando visitei Brasília, nos anos 80, ainda apanhei muita polémica de descontentamento por tal ousadia! No Rio de Janeiro, de onde se transferiram, a partir da década de 60, serviços governamentais e embaixadas, é que era o bem bom!
Porém, passados poucos anos, deu logo para perceber a mais valia que foi a nova capital ser novo centro de desenvolvimento a partir do interior, visando o desejado maior desenvolvimento do todo e não só do litoral! Salvaguardando as devidas diferenças, acontece caso o mesmo em Gondomar, como o desenvolvimento concentrado nas freguesias urbanas encostadas, ou quase, ao Porto;  Valbom, S.Cosme, Rio-Tinto e Baguim, sendo o resto quase só paisagem! O total dos eleitores das quatro freguesias (das doze que compõem Gondomar), totalizam 88.019 eleitores, representado 62% do total dos 14.0599 eleitores Gondomarense, inscritos em 2009.
A Câmara, sedeada na Foz de Sousa, seria um novo polo dinamizador do Concelho, com rápido e desafogado acesso ao Porto, completando a o tráfego da D. Miguel! Assim, a marginal do Douro, com curvas e mais curvas, não serve o desenvolvimento Gondomarense. Ainda me lembro, no início da década de, 50 do século passado, da inauguração, pelo General Craveiro Lopes, da ponte sobre o Rio Sousa. Desde então, a marginal parou no tempo, com os barcos-hotel rio acima no Douro e Gondomar a vê-los passar!
Até hoje, nunca li nem ouvi nenhum executivo camarário exigir ou a reivindicar a transformação da marginal do Douro, ao longo dos 30kms de margem gondomarense, numa boa via rápida, de molde a proporcionar melhor e mais rápido acesso às freguesias do Alto- Concelho; Covelo, Medas e Melres. É mais que tempo de avançar com essa premente necessidade, pois que não é só por barco que se pode aproveitar a âncora do turismo que é o Rio Douro, pois urgente se torna criar pontos de suporte, via terrestre, ao longo das margens Gondomarenses, que para se possa de usufruir de várias valências ao dispor dos futuros e cada vez mais turistas do Douro, nacionais ou internacionais.
Câmara na Sousa, já.
Via Rápida, já!
Abaixo as curvas, já!
………………………..xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx……………….
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

sábado, 29 de junho de 2013

Com saudades me cubro.

COM SAUDADES ME CUBRO


Silêncio

Que quero que este poema seja veludo

Sobre o qual estendo palavras macias

como afagos, como carícias

amor

ternuras

meiguices e doces lembranças

de quem daqui já partiu

e nos deixou partidos

separados

como o pedaço desde poema

da peça e da poesia separado

para cofre de alegrias vividas.



Silêncio

Que estou a laçar o veludo

Fitas azúis e verdes

Como asas de mariposa

Sopradas pelo vento do pensamento

Céu acima a voar

Enquanto cá em baixo

Com o resto da peça de veludo

Com doces saudades me cubro.

……………….xxxxxxxxxx………………….

Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

(figas de Saint Pierre de Lá-Buaraque)



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Esperanças

ESPERANÇAS!


No dia em que nascemos

Não sabemos o tempo

Que em nós há,

Somente quando crescemos

É que sabemos

Que há amanhã!

Vivemos sempre no presente,

E depois de caminho andado

Constatamos, de repente,

Termos feito tempo passado!

Paramos sempre num horizonte,

Que para outro dá,

Que está sempre defronte!

Na nossa vida, de andanças,

Para trás o tempo de ontem

Para amanhã o de esperanças!

…………XXXXXXXXXXX…………….

Autor deste original inédito:

Silvino Taveira Machado Figueiredo

(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)

Gondomar