sábado, 13 de julho de 2013
FERNANDA VIEIRA PARA UMA VILA INTEIRA
FANPERDRO
PARA UMA VILA INTEIRA VOTA FERNANDA VIEIRA
Até que enfim que no século XXI mexeu-se numa anacrónica e desajustada organização territorial, vinda do século XIX, a nível da redução de juntas de freguesias no território nacional. É normal, em qualquer mudança, haver sempre quem resista, especialmente se lhes mexerem nos interesses instalados que defendem, em detrimento dum interesse mais geral. Foi o que aconteceu com a recente redução do número de freguesias, que provocou o aqui d’El-Rei, que era um crime de lesa pátria!
Afinal, quem era irrevogavelmente contra agora até aparece como candidato ao território das freguesias fundidas! Enfim, malhas que o Império tece, como diria o Fernando Pessoa.
Hodiernamente, com as novas e desafogadas vias de comunicação, com todas as tecnologias ao dispor dos cidadãos, cada vez mais há menos necessidade da presença física nos organismos oficiais de administração territorial.
Se tivesse poder para tal, eu acabaria com todas as juntas de freguesia, criando só uma Câmara para a área metropolitana do Porto e Lisboa, ficando as antigas Câmaras a fazerem o papel de Juntas e os antigos edifícios de juntas (não todos, só os necessários,) transformados em lojas do cidadão.
As competências atuais de cada executiva de Junta de Freguesia pouco mais são que gerir cemitérios e passar atestados de residência! Nem autonomia têm para substituir uma simples placa toponímica, tendo de pedir à Câmara. Ridículo!
Com a redução de Juntas, em Gondomar, Fânzeres e S. Pedro da Cova formaram um novo território, que será gerido por uma só Junta, nela juntando-se os 17.815 eleitores de Fânzeres e os 14.928 de S. Pedro, perfazendo 32.743. Assim sim, já é uma dimensão que necessita duma visão administrativa mais global em todas as aérea económicas, sociais e culturais. Se as juntas não têm autonomia para fazerem obra, pelo menos têm que ganhar peso reivindicativo. Isso depende da força da razão, que a falta de progresso social e cultural no território proporciona. No caso de Fânzeres e de São Pedro, como explicar: que sendo duas Vilas nem uma nem outra tem um Parque Urbano ou um desafogado jardim público para usufruição dos vilões! Onde pais e avós passearam seus filhos e netos?
Candidatos à administração do novo território de “Fanpedro” (Fânzeres e S. Pedro) não faltam!
Os eleitores terão de fazer esforços para perceberem que já não estão a votar para a sua antiga freguesia, mas sim para uma união de duas. Talvez tendam a esquecer-se desse facto, mas há que analisar, racionalmente, quem são os candidatos, donde vêm e o que pretendem. Alguns já têm provas dadas: Fernanda Vieira (atual Presidente de Fânzeres), eleita pelo PS e que agora concorre como Independente, e Daniel Vieira (atual presidente de S. Pedro da Cova), eleito pela CDU.
A candidata do PS; Rosa Linda, é oriunda da CDU, ressaltando aqui que o PS não foi capaz de apresentar um ou uma militante socialista! Assim, estas duas candidaturas a “FANPERDRO” representam a CDU, uma disfarçada e outra, a do Daniel, assumida.
Já a Fernanda Vieira, que inicialmente aparecia como candidata pelo PS, em virtude de não ter concordado com procedimentos, que ela considerou incorretos, (acredito que sim) achou por bem apresentar-se ao eleitorado como Independente. Todavia, sabe-se bem da sua matriz ideológica: socialista e republicana
Por mim, que também sou independente, voto em quem me parece mais limpa de pressões! Não tenho nada de pessoal contra os outros candidatos, mas como representam ideais totalitários ou a continuação do que rejeito, voto com nos ideais com que mais me identifico: republicano, socialismo e laicidade! Apoio Fernanda Vieira.
Fernanda Vieira, socialista, que concorre como independente, tem boas hipóteses de ganhar, senão vejamos: O total de votantes nos candidatos socialistas em Fânzeres e em S. Pedro, totalizaram, em 2009, 7.466 votos, contra 5121 do PSD e os 4.275 da CDU ou do PCP, como quiserem.
O PCP em Fânzeres só teve 870 votos!
Ora, atendendo que o eleitorado do PSD vai ser disputado por dois candidatos, um do próprio PSD e o outro pelo MI, e que o candidato do PS é uma CDU disfarçada, os socialistas tenderão a votar no seu natural candidato natural; uma socialista, agora independente, que demonstrou ter coragem, tanto mais que não tem máquina partidária, por trás, a apoiá-la, ao contrário do Partido Socialista, que não tem candidato da sua matriz ideológica e apoia uma candidata “comunista”.
PARA UMA VILA INTEIRA VOTA FERNANDA VIEIRA
quinta-feira, 11 de julho de 2013
As coisas são como são antes de deixarem de ser!
Filhos de abastados lavradores, que já não queriam só agradar ao senhor Abade mas sim à mais alta sociedade, (alguém lhes tinha fala num coisa de High Life) puseram seus filhos a estudar. Tanto mais que já tinham muitos tratores para lavrar as terras!
A construção civil estava a todo o vapor. Osa pais influenciaram seus filhos, não para doutores mas sim para engenharia e arquitetura.
Os dois irmãos, com diferença de um ano, ficaram formados, um em engenharia, outro em arquitetura. Trabalho não lhes faltou, graças aos proveitos de muitos São Migueis paternais. O primeiro trabalho, da parceria dos manos, foi a construção da residência paroquial da freguesia, quase que oferecida pelos pais ao senhor Abade, que ficou muito contente com o arrojo modernista do projeto e da perfeição da construção, embora tivesse havido uns acertos a fazer, fruto da primeira vez!
O Sr. Bispo foi informado, pelo senhor Abade, que caso precisasse de fazer obras na diocese ele recomendava os manos! Certo é que capelas, igrejas, residências paroquiais foram o ponto forte, enquanto as coisas foram como foram antes de serem diferentes. Realmente, a par da queda da diminuição da construção civil, também nas Igrejas, em vez de notas começaram a cair cêntimos nas bandejas, que não davam para reconstruir almas, quanto mais corpos!
Os irmãos, de repente, ficaram sem quase trabalho, o que afetou, sobremaneira o senhor Arquiteto, que tinha alto sentido estético, como tal tinha casado com uma psiquiatra, que além de eventualmente lhe tratar da cabeça, era muito bonita, gostava de vestir bem; só roupa de marca ou de autor, joias, peles, Ferraris, Porches, Iates e similares. Não havia problema, porque, da fonte de seu marido, como que milagre da Nossa Senhora, jorrava suporte financeiro, para que seu marido justificasse o chavão: “um homem só é verdadeiramente rico se ganhar mais do que a sua mulher consegue gastar”.
As consultas de psiquiatria não eram muitas, mas fazia um vistão quando chegava com seu Porsche, para justificar os cem euros por consulta. A pouco a pouco, após a morte dos sogros, do património herdado o total das rendas dava para manter o nível das despesas criado, mas as coisas são o que são até deixarem de ser! Foi o que começou a acontecer!
Caseiro após caseiro, devido à crise, por falta de trabalho, começaram a sair e as rendas para os senhorios a cair!
Uma ocasião, numa consulta, apareceu um caseiro, que não sabia que a psiquiatra era esposa do arquiteto seu senhorio, pedindo conselhos para tomar um caminho, que o livrasse da quase demência pela insolvência. Ao saber que, à sua frente estava um caseiro do marido, que não podia pagar rendas, não soube o que lhe aconselhar. O primeiro pensamento foi do género: “pague as rendas e fica aliviado. Fica melhor. Vai ver”. Contudo, refreou o pensamento e aconselhou a escrever uma carta ao senhorio, a explicar a sua situação financeira. Podia ser que o senhorio fosse um bom homem. Foi mesmo! Atrasou em dois meses a ordem de despejo!
Seu marido, andava deprimido.
Então não acontecera ter sido o autor do último e grandioso seminário da diocese, mas afinal, faltaram as vocações para as inscrições sacerdotais?! Assim, o futuro de mais capelas, igrejas e catedrais imaginava que nunca mais. As coisas são com são até que deixam de ser!
Cada vez mais menos rendas e cada vez mais vendas de joias, carros, iates, peles, casa de praia, para fazer face à falta de recebimento das rendas, que tinham caído em mais de cinquenta por cento! A vida estava a andar para trás! Cada vez mais caseiros a abandonar casas alugadas e a não serem alugadas de novo.
Uma tarde, ao regressar do consultório, mais cedo, por falta de clientes, agora no seu Renault Clio, encontrou seu marido e seu cunhado a jogaram aos legos!
Seu marido fazia o projeto, o cunhado construía!
Ela, tomou consciência de que as coisas são como são até que deixam de ser e, vai daí tomou a resolução de participar nos Cursos de Novas Oportunidades, matriculando-se num curso de rendas….de bilros, numa escola, em Vila do Conde.
Agora, enquanto marido e cunhado brincam aos legos ela vai bilrando.
Não sabe até quando. As coisas são até deixarem de ser!
………………………xxxxxxxxxxxxxx…………………..
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
As coisas são como são antes de deixarem de ser!
Filhos de abastados lavradores, que já não queriam só agradar ao senhor Abade mas sim à mais alta sociedade, (alguém lhes tinha falado numa coisa: The High Life) puseram seus filhos a estudar. Tanto mais que já tinham muitos tratores para lavrar as terras!
A construção civil estava a todo o vapor. Osa pais influenciaram seus filhos, não para doutores mas sim para a engenharia e arquitetura.
Os dois irmãos, com diferença de um ano, ficaram formados, um em engenharia, outro em arquitetura. Trabalho não lhes faltou, graças aos proveitos de muitos São Migueis paternais. O primeiro trabalho, da parceria dos manos, foi a construção da residência paroquial da freguesia, quase que oferecida pelos pais ao senhor Abade, que ficou muito contente com o arrojo modernista do projeto e da perfeição da construção, embora tivesse havido uns acertos a fazer, fruto da primeira vez!
O Sr. Bispo foi informado, pelo senhor Abade, que caso precisasse de fazer obras na diocese ele recomendava os manos! Certo é que capelas, igrejas, residências paroquiais foram o ponto forte, enquanto as coisas foram como foram antes de serem diferentes. Realmente, a par da queda da diminuição da construção civil, também nas igrejas, em vez de notas começaram a cair cêntimos nas bandejas, que não davam para reconstruir almas, quanto mais corpos!
Os irmãos, de repente, ficaram sem quase trabalho, o que afetou, sobremaneira o senhor Arquiteto, que tinha alto sentido estético, como tal tinha casado com uma psiquiatra, que além de eventualmente lhe tratar da cabeça, era muito bonita, gostava de vestir bem; só roupa de marca ou de autor, joias, peles, Ferraris, Porches, Iates e similares. Não havia problema, porque, da fonte de seu marido, como que milagre da Nossa Senhora, jorrava suporte financeiro, para que seu marido justificasse o chavão: “um homem só é verdadeiramente rico se ganhar mais do que a sua mulher consegue gastar”.
As consultas de psiquiatria não eram muitas, mas fazia um vistão quando chegava com seu Porsche, para justificar os cem euros por consulta. A pouco a pouco, após a morte dos sogros, do património herdado o total das rendas dava para manter o nível das despesas criado, mas as coisas são o que são até deixarem de ser! Foi o que começou a acontecer!
Caseiro após caseiro, devido à crise, por falta de trabalho, começaram a sair e as rendas para os senhorios a cair!
Uma ocasião, numa consulta, apareceu um caseiro, que não sabia que a psiquiatra era esposa do arquiteto seu senhorio, pedindo conselhos para tomar um caminho, que o livrasse da quase demência pela insolvência. Ao saber que, à sua frente estava um caseiro do marido, que não podia pagar rendas, não soube o que lhe aconselhar. O primeiro pensamento foi do género: “pague as rendas e fica aliviado. Fica melhor. Vai ver”. Contudo, refreou o pensamento e aconselhou a escrever uma carta ao senhorio, a explicar a sua situação financeira. Podia ser que o senhorio fosse um bom homem. Foi mesmo! Atrasou em dois meses a ordem de despejo!
Seu marido, andava deprimido.
Então não é que acontecera ter sido o autor do último e grandioso seminário da diocese, mas afinal, faltaram as vocações para as inscrições sacerdotais?!
Assim, o futuro de mais capelas, igrejas e catedrais imaginava que nunca mais.
As coisas são com são até que deixam de ser!
Cada vez mais menos rendas e cada vez mais vendas de joias, carros, iates, peles, casa de praia, para fazer face à falta de recebimento das rendas, que tinham caído em mais de cinquenta por cento! A vida estava a andar para trás! Cada vez mais caseiros a abandonar casas alugadas e a não serem alugadas de novo.
Uma tarde, ao regressar do consultório, mais cedo, por falta de clientes, agora no seu Renault Clio, encontrou seu marido e seu cunhado a jogaram aos legos!
Seu marido fazia o projeto, o cunhado construía!
Ela, tomou consciência de que as coisas são como são até que deixam de ser e, vai daí tomou a resolução de participar nos Cursos de Novas Oportunidades, matriculando-se num curso de rendas….de bilros, numa escola, em Vila do Conde.
Agora, enquanto marido e cunhado brincam aos legos ela vai bilrando.
Não sabe até quando. As coisas são até deixarem de ser!
O que ela, agora o que mais deseja é, quando admosteia seu marido, este logo logo lhe manda com "lá estás tu a bilrrar comigo!"
Ela, embora psiquiatra, está a pensar em mandá-lo para as consultas de psicologia. Os legos andam a fazer muito mal!
………………………xxxxxxxxxxxxxx…………………..
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Filhos de abastados lavradores, que já não queriam só agradar ao senhor Abade mas sim à mais alta sociedade, (alguém lhes tinha fala num coisa de High Life) puseram seus filhos a estudar. Tanto mais que já tinham muitos tratores para lavrar as terras!
A construção civil estava a todo o vapor. Osa pais influenciaram seus filhos, não para doutores mas sim para engenharia e arquitetura.
Os dois irmãos, com diferença de um ano, ficaram formados, um em engenharia, outro em arquitetura. Trabalho não lhes faltou, graças aos proveitos de muitos São Migueis paternais. O primeiro trabalho, da parceria dos manos, foi a construção da residência paroquial da freguesia, quase que oferecida pelos pais ao senhor Abade, que ficou muito contente com o arrojo modernista do projeto e da perfeição da construção, embora tivesse havido uns acertos a fazer, fruto da primeira vez!
O Sr. Bispo foi informado, pelo senhor Abade, que caso precisasse de fazer obras na diocese ele recomendava os manos! Certo é que capelas, igrejas, residências paroquiais foram o ponto forte, enquanto as coisas foram como foram antes de serem diferentes. Realmente, a par da queda da diminuição da construção civil, também nas Igrejas, em vez de notas começaram a cair cêntimos nas bandejas, que não davam para reconstruir almas, quanto mais corpos!
Os irmãos, de repente, ficaram sem quase trabalho, o que afetou, sobremaneira o senhor Arquiteto, que tinha alto sentido estético, como tal tinha casado com uma psiquiatra, que além de eventualmente lhe tratar da cabeça, era muito bonita, gostava de vestir bem; só roupa de marca ou de autor, joias, peles, Ferraris, Porches, Iates e similares. Não havia problema, porque, da fonte de seu marido, como que milagre da Nossa Senhora, jorrava suporte financeiro, para que seu marido justificasse o chavão: “um homem só é verdadeiramente rico se ganhar mais do que a sua mulher consegue gastar”.
As consultas de psiquiatria não eram muitas, mas fazia um vistão quando chegava com seu Porsche, para justificar os cem euros por consulta. A pouco a pouco, após a morte dos sogros, do património herdado o total das rendas dava para manter o nível das despesas criado, mas as coisas são o que são até deixarem de ser! Foi o que começou a acontecer!
Caseiro após caseiro, devido à crise, por falta de trabalho, começaram a sair e as rendas para os senhorios a cair!
Uma ocasião, numa consulta, apareceu um caseiro, que não sabia que a psiquiatra era esposa do arquiteto seu senhorio, pedindo conselhos para tomar um caminho, que o livrasse da quase demência pela insolvência. Ao saber que, à sua frente estava um caseiro do marido, que não podia pagar rendas, não soube o que lhe aconselhar. O primeiro pensamento foi do género: “pague as rendas e fica aliviado. Fica melhor. Vai ver”. Contudo, refreou o pensamento e aconselhou a escrever uma carta ao senhorio, a explicar a sua situação financeira. Podia ser que o senhorio fosse um bom homem. Foi mesmo! Atrasou em dois meses a ordem de despejo!
Seu marido, andava deprimido.
Então não acontecera ter sido o autor do último e grandioso seminário da diocese, mas afinal, faltaram as vocações para as inscrições sacerdotais?! Assim, o futuro de mais capelas, igrejas e catedrais imaginava que nunca mais. As coisas são com são até que deixam de ser!
Cada vez mais menos rendas e cada vez mais vendas de joias, carros, iates, peles, casa de praia, para fazer face à falta de recebimento das rendas, que tinham caído em mais de cinquenta por cento! A vida estava a andar para trás! Cada vez mais caseiros a abandonar casas alugadas e a não serem alugadas de novo.
Uma tarde, ao regressar do consultório, mais cedo, por falta de clientes, agora no seu Renault Clio, encontrou seu marido e seu cunhado a jogaram aos legos!
Seu marido fazia o projeto, o cunhado construía!
Ela, tomou consciência de que as coisas são como são até que deixam de ser e, vai daí tomou a resolução de participar nos Cursos de Novas Oportunidades, matriculando-se num curso de rendas….de bilros, numa escola, em Vila do Conde.
Agora, enquanto marido e cunhado brincam aos legos ela vai bilrando.
Não sabe até quando. As coisas são até deixarem de ser!
………………………xxxxxxxxxxxxxx…………………..
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
As coisas são como são antes de deixarem de ser!
Filhos de abastados lavradores, que já não queriam só agradar ao senhor Abade mas sim à mais alta sociedade, (alguém lhes tinha falado numa coisa: The High Life) puseram seus filhos a estudar. Tanto mais que já tinham muitos tratores para lavrar as terras!
A construção civil estava a todo o vapor. Osa pais influenciaram seus filhos, não para doutores mas sim para a engenharia e arquitetura.
Os dois irmãos, com diferença de um ano, ficaram formados, um em engenharia, outro em arquitetura. Trabalho não lhes faltou, graças aos proveitos de muitos São Migueis paternais. O primeiro trabalho, da parceria dos manos, foi a construção da residência paroquial da freguesia, quase que oferecida pelos pais ao senhor Abade, que ficou muito contente com o arrojo modernista do projeto e da perfeição da construção, embora tivesse havido uns acertos a fazer, fruto da primeira vez!
O Sr. Bispo foi informado, pelo senhor Abade, que caso precisasse de fazer obras na diocese ele recomendava os manos! Certo é que capelas, igrejas, residências paroquiais foram o ponto forte, enquanto as coisas foram como foram antes de serem diferentes. Realmente, a par da queda da diminuição da construção civil, também nas igrejas, em vez de notas começaram a cair cêntimos nas bandejas, que não davam para reconstruir almas, quanto mais corpos!
Os irmãos, de repente, ficaram sem quase trabalho, o que afetou, sobremaneira o senhor Arquiteto, que tinha alto sentido estético, como tal tinha casado com uma psiquiatra, que além de eventualmente lhe tratar da cabeça, era muito bonita, gostava de vestir bem; só roupa de marca ou de autor, joias, peles, Ferraris, Porches, Iates e similares. Não havia problema, porque, da fonte de seu marido, como que milagre da Nossa Senhora, jorrava suporte financeiro, para que seu marido justificasse o chavão: “um homem só é verdadeiramente rico se ganhar mais do que a sua mulher consegue gastar”.
As consultas de psiquiatria não eram muitas, mas fazia um vistão quando chegava com seu Porsche, para justificar os cem euros por consulta. A pouco a pouco, após a morte dos sogros, do património herdado o total das rendas dava para manter o nível das despesas criado, mas as coisas são o que são até deixarem de ser! Foi o que começou a acontecer!
Caseiro após caseiro, devido à crise, por falta de trabalho, começaram a sair e as rendas para os senhorios a cair!
Uma ocasião, numa consulta, apareceu um caseiro, que não sabia que a psiquiatra era esposa do arquiteto seu senhorio, pedindo conselhos para tomar um caminho, que o livrasse da quase demência pela insolvência. Ao saber que, à sua frente estava um caseiro do marido, que não podia pagar rendas, não soube o que lhe aconselhar. O primeiro pensamento foi do género: “pague as rendas e fica aliviado. Fica melhor. Vai ver”. Contudo, refreou o pensamento e aconselhou a escrever uma carta ao senhorio, a explicar a sua situação financeira. Podia ser que o senhorio fosse um bom homem. Foi mesmo! Atrasou em dois meses a ordem de despejo!
Seu marido, andava deprimido.
Então não é que acontecera ter sido o autor do último e grandioso seminário da diocese, mas afinal, faltaram as vocações para as inscrições sacerdotais?!
Assim, o futuro de mais capelas, igrejas e catedrais imaginava que nunca mais.
As coisas são com são até que deixam de ser!
Cada vez mais menos rendas e cada vez mais vendas de joias, carros, iates, peles, casa de praia, para fazer face à falta de recebimento das rendas, que tinham caído em mais de cinquenta por cento! A vida estava a andar para trás! Cada vez mais caseiros a abandonar casas alugadas e a não serem alugadas de novo.
Uma tarde, ao regressar do consultório, mais cedo, por falta de clientes, agora no seu Renault Clio, encontrou seu marido e seu cunhado a jogaram aos legos!
Seu marido fazia o projeto, o cunhado construía!
Ela, tomou consciência de que as coisas são como são até que deixam de ser e, vai daí tomou a resolução de participar nos Cursos de Novas Oportunidades, matriculando-se num curso de rendas….de bilros, numa escola, em Vila do Conde.
Agora, enquanto marido e cunhado brincam aos legos ela vai bilrando.
Não sabe até quando. As coisas são até deixarem de ser!
O que ela, agora o que mais deseja é, quando admosteia seu marido, este logo logo lhe manda com "lá estás tu a bilrrar comigo!"
Ela, embora psiquiatra, está a pensar em mandá-lo para as consultas de psicologia. Os legos andam a fazer muito mal!
………………………xxxxxxxxxxxxxx…………………..
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
quarta-feira, 10 de julho de 2013
sábado, 6 de julho de 2013
A esta hora
A ESTA HORA
A esta hora milhões morrem de fome!
A esta hora milhões morrem de sede!
A esta hora a miséria milhões consome!
A esta hora está tudo...como não deve!
A esta hora ricos estão mais ricos!
A esta hora todos pedem felicidade!
A esta hora ouve-se milhões de gritos!
A esta hora milhões pedem caridade!
Mas,
A esta hora,
Onde estão os bons governos?
A esta hora,
Onde estão as boas pessoas?
A esta hora,
Onde está o que merecemos?
A esta hora,
Vindo de muitas lisboas:
Pedidos para parecermos felizes
E boas pessoas...
Mesmo que sendo pequenos!
A esta hora;
Hora nunca no tempo acertada
Sempre para a felicidade atrasada!
A esta hora,
-Há sempre uma maldita hora!-
Fora de todo o tempo,
Sem tempo para uma bela aurora!
A esta hora milhões morrem de fome!
A esta hora milhões morrem de sede!
A esta hora a miséria milhões consome!
A esta hora está tudo...como não deve!
A esta hora ricos estão mais ricos!
A esta hora todos pedem felicidade!
A esta hora ouve-se milhões de gritos!
A esta hora milhões pedem caridade!
Mas,
A esta hora,
Onde estão os bons governos?
A esta hora,
Onde estão as boas pessoas?
A esta hora,
Onde está o que merecemos?
A esta hora,
Vindo de muitas lisboas:
Pedidos para parecermos felizes
E boas pessoas...
Mesmo que sendo pequenos!
A esta hora;
Hora nunca no tempo acertada
Sempre para a felicidade atrasada!
A esta hora,
-Há sempre uma maldita hora!-
Fora de todo o tempo,
Sem tempo para uma bela aurora!
Porto; alma, barra aberta ao mar!
PORTO; ALMA BARRA ABERTA AO MAR!
Ouvem falar de ti,
Provam teu vinho,
Leem teu nome;
Vinho do Porto;
Parte maior do nome duma nação;
Portugal;
De futebol campeão
E património mundial!
Trazem nos seus corpos
Olhos fotográficos
Nos presépios de pedra focados,
Por escarpas alcantilados,
E tu ficas contente, feliz,
Por veres tão feliz gente em ti
E por ti se encantar!
Porto,
Tu gostas sempre de te dar,
Teu coração,
Tua alma sempre barra aberta ao mar
Para quem, por bem,
Em ti queira entrar.
Queres que pelo teu rio acima naveguem
E descubram no Douro
Tesouros das suas vinhas;
O vinho que bebem!
Queres que sua paisagem inebrie
Coração e alma aos que a ti vem!
Depois,
Cada corpo, ao ir-se embora,
Torna-se num torna viagem,
Com saudade de tudo o que viu
No melhor destino europeu;
PORTO.
Com tua beleza,
Com teu Douro,
Com tuas boas e francas gentes
Sabes sempre bem receber
E tens sempre um Porto para dar,
Para beber!
Ninguém, que a ti vem,
Jamais te pode esquecer;
Porto, parte maior do nome de Portugal.
Tua alma sempre barra aberta ao mar,
Para quem, por bem, queira entrar
E em ti estar!
PORTO
Ouvem falar de ti,
Provam teu vinho,
Leem teu nome;
Vinho do Porto;
Parte maior do nome duma nação;
Portugal;
De futebol campeão
E património mundial!
Trazem nos seus corpos
Olhos fotográficos
Nos presépios de pedra focados,
Por escarpas alcantilados,
E tu ficas contente, feliz,
Por veres tão feliz gente em ti
E por ti se encantar!
Porto,
Tu gostas sempre de te dar,
Teu coração,
Tua alma sempre barra aberta ao mar
Para quem, por bem,
Em ti queira entrar.
Queres que pelo teu rio acima naveguem
E descubram no Douro
Tesouros das suas vinhas;
O vinho que bebem!
Queres que sua paisagem inebrie
Coração e alma aos que a ti vem!
Depois,
Cada corpo, ao ir-se embora,
Torna-se num torna viagem,
Com saudade de tudo o que viu
No melhor destino europeu;
PORTO.
Com tua beleza,
Com teu Douro,
Com tuas boas e francas gentes
Sabes sempre bem receber
E tens sempre um Porto para dar,
Para beber!
Ninguém, que a ti vem,
Jamais te pode esquecer;
Porto, parte maior do nome de Portugal.
Tua alma sempre barra aberta ao mar,
Para quem, por bem, queira entrar
E em ti estar!
PORTO
Oração
ORAÇÃO
Senhor,.
aqui estou à Vossa mercê.
Sabeis que não me atrevo a pedir-Vos algo.
Sei apenas que me destes ironia
para descobrir minha própria hipocrisia!
Senhor,
mas que tal não descobrir,
também, a dos outros,
(que não são poucos)
que se armam em anjinhos
e na vida vão pecando,
pecando,
e hipocritamente rezando,
rezando para que o mal,
que a outros vão fazendo,
outros não o vendo
e Vós perdoando?!
Mas, Vós sabeis bem como é;
porque sois autores da criação!
Nesta vida, vamos andando
sendo sempre o que fomos,
pecando, rezando,
pedindo-Vos perdão e salvação!
Que nos achais? Uns cromos?
Senhor, aqui à Vossa mercê,
nada peço para mim,
porque, não me esqueço,
que desde que nasci
Vós só me dais o que mereço!
Senhor,
obrigado por vossa paciência;
é que ler-me ou ouvir-me
é grande penitência
Senhor,.
aqui estou à Vossa mercê.
Sabeis que não me atrevo a pedir-Vos algo.
Sei apenas que me destes ironia
para descobrir minha própria hipocrisia!
Senhor,
mas que tal não descobrir,
também, a dos outros,
(que não são poucos)
que se armam em anjinhos
e na vida vão pecando,
pecando,
e hipocritamente rezando,
rezando para que o mal,
que a outros vão fazendo,
outros não o vendo
e Vós perdoando?!
Mas, Vós sabeis bem como é;
porque sois autores da criação!
Nesta vida, vamos andando
sendo sempre o que fomos,
pecando, rezando,
pedindo-Vos perdão e salvação!
Que nos achais? Uns cromos?
Senhor, aqui à Vossa mercê,
nada peço para mim,
porque, não me esqueço,
que desde que nasci
Vós só me dais o que mereço!
Senhor,
obrigado por vossa paciência;
é que ler-me ou ouvir-me
é grande penitência
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