Figas no Jornal de Notícias

Figas no Jornal de Notícias
Aquando da entrevista ao JN nos seus 120 anos.

Poder

Pensamento do Conde:
O poder não reside em quem pensa que manda mas sim em quem desobedece.

domingo, 12 de outubro de 2014

Digo eu



DIGO EU
Fazer poesia,
além da matéria, é difícil!

Olha-se o branco ; diz-se branco!
Olha-se o preto; diz-se preto!
Olha-se o rio; diz-se água!
Olha-se a tristeza; diz-se mágoa!
Olha-se o mar; diz-se mar!
Porém, fazer poesia, além da matéria,
é difícil!

A não ser
quando vejo os olhos do meu amor
e seu amoroso olhar,
então, fácil fazer poesia,
além da matéria,
digo eu,
porque quando vejo seus olhos,
seu amoroso olhar, vejo o céu,
que não é matéria,
só céu,
digo eu!

Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar


Qual a estação?





QUAL A ESTAÇÃO?
Qual a estação
onde param os perfumes,
os queixumes das sensações?

Qual a estação onde aceleram corações
e param
em sensações estranhas,
de cheiros a castanhas,
que evolam na atmosfera!

Qual a estação da poesia
onde possa ela respirar?

É o Outono,
onde tudo cai,
onde tudo se enterra,
e da terra volta a ressumar!

Autor:Silvino Figueiredo
Gondomar






sexta-feira, 19 de setembro de 2014

domingo, 1 de junho de 2014

Aurora



Aurora

Na noite,----
entre sonhos desempregados,
entre negras  esperanças,
falaram-me de ti; --
Aurora! Não te conheço,--
mas, disseram -me
quando te levantas,
 quando apareces,
o sol---
 logo se apressa a beijar teus lábios,--
frescos ---e –teus olhos irisados!
rodeados de orvalhos da madrugada,
que velam tua beleza!

Sim, --já me falaram de ti,---
mas,-- eu ainda não te conheço!
Disseram-me que eras meiga e doce,
mas,-- a aurora que eu vejo,
em que acordo ,-- tarde,
em cada manhã,-- deve ser tua irmã!
Não a que desejo,
a que quero conhecer
 e acordar nos seus braços,
olhar sua boca de lábios frescos,
de olhos  irisados;
olhos de luz, sem poente!--
Ficar no seu regaço,---
cheio de eternidade colorida!

Disseram-que és eterna!
Quero estar contigo.
Por ora, por agora,
durmo entre sonhos desempregados
e esperanças quase perdidas,
mas--- sei—
 que um dia vou acordar nos teus braços!

Disseram-me que és meiga!
Talvez me afagues. e, quem sabe?
 talvez dês emprego aos meus sonhos, ---e
 renoves esperanças –
de quando eu sair da noite
ficar ao lado do  teu olhar irisado!

Disseram-me que eras meiga!
Oxalá que assim seja.
Prometo não fazer birras!
………..xxxxxxxxx………….
Autor deste original e inédito:
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar