segunda-feira, 6 de julho de 2009
A caça às cerejas.
À caça às cerejas!
Era o terceiro domingo namoro, num tempo em que também era permitido às quintas. Na década de sessenta era assim, namoros recatados e vigiados pelas mães, não fosse o Diabo tecê-las. As saídas eram devidamente autorizadas, com prévia requisição e com horas marcada de regresso! Mesmo assim havia barrigas que inchavam, milagrosamente!
Idas ao cinema eram só para filmes decentes. Bailes? Nada daqueles beatlianos , que começavam a aparecer e que eram muito mexidos para o conservadorismo da época!
O namorado desta história era de tendência modernista e atleta saltador de barreiras! Naquele terceiro domingo de namoro, atendendo que era bom rapaz e filho de boa família, já tinha permissão de ultrapassar o limiar da porta e entrar numa pequen sala, com clássica mobília de cerejeira, florida aqui e ali com jarrões de rosas e gladíolos Enquadradas no cenário, duas cadeiras, lado a lado, desviadas da mesa de jantar e que serviam de suporte para o par enamorado se alapar iniciar mútuas e esotéricas actividades sedutoras. Talvez, porque a mobília fosse de cerejeira, o rapaz via o que parecia duas cerejas entalhadas naquele protubernte peito e foi tentado a um raid de caça aos caroços. Não resistiu e.... zás, investiu!
A rapariga, rez ainda de primeira lide, não contava com tal apalpanço e desviou-se.
Foi então que a pega teve de ser de cernelha! Porém, pegada e pegador, desequilibrados, estatelaram-se na alcatifa e porque a mamã, que estava espreitando a lide, rompeu pela sala e:
-“ Que é que aconteceu?” Perguntou desolada, olhando o rapaz saindo de cima de sua filha! Além do mais, viu, estarrecida, uma cadeira , de cerejeira, com uma perna partida!
-“E agora? Quem é que vai pagar o arranjo da cadeira?”
O rapaz, empertigado no seu elegante fato, arranjando o nó da gravata, explicou que apenas tinha feito um gesto para fazer umas doces cócegas à filha e que...prontos. Aconteceu.
E acrescentou que se casasse com a filha, a sogra podia descontar a cadeira no dote!
Naquele domingo o namoro ficou por ali. A namorada, um pouco descomposta e mal disposta, pediu para se retirar.
No Domingo seguinte, o castigo foi que o namoro fosse no átrio de entrada, com vistas públicas para a rua. O par namorava, o povo passava e olhava! As cerejas lá estavam. Intactas!
Naquele Domingo de Maio a tarde estava fria, ele não se atreveu a tirar as mãos dos bolsos. Para ele confortável, para ela a segurança das cerejas, no peito bem blindadas, a coberto do assalto aos caroços!
Infelizmente, nesse Domingo, de namoro a descoberto, o rapaz apanhou uma pneumonia. Teve que ficar internado umas semanas. A mãe da rapariga, cheia de remorsos, desistiu, até hoje, de pedir indemnização da cadeira, mas também ninguém mais mexeu nas cerejas da sua menina, que ficou solteira, com as cerejas a apodrecer!
Durante uns tempos, a mamã da menina ainda mandou umas embaixadas de fruta à mãe do rapaz, uns cestos de pêssegos, mas o moço, além de cerejas gostava de pêssegas para les passar a mão! Casou com uma dona dum pomar. Nunca lhe faltou fruta, e até a come na cama! Pêssegas, de preferência!
...................................................xxxxxxxx.......................................
Áutor: Silvino Tavira Machado Figueiredo
Era o terceiro domingo namoro, num tempo em que também era permitido às quintas. Na década de sessenta era assim, namoros recatados e vigiados pelas mães, não fosse o Diabo tecê-las. As saídas eram devidamente autorizadas, com prévia requisição e com horas marcada de regresso! Mesmo assim havia barrigas que inchavam, milagrosamente!
Idas ao cinema eram só para filmes decentes. Bailes? Nada daqueles beatlianos , que começavam a aparecer e que eram muito mexidos para o conservadorismo da época!
O namorado desta história era de tendência modernista e atleta saltador de barreiras! Naquele terceiro domingo de namoro, atendendo que era bom rapaz e filho de boa família, já tinha permissão de ultrapassar o limiar da porta e entrar numa pequen sala, com clássica mobília de cerejeira, florida aqui e ali com jarrões de rosas e gladíolos Enquadradas no cenário, duas cadeiras, lado a lado, desviadas da mesa de jantar e que serviam de suporte para o par enamorado se alapar iniciar mútuas e esotéricas actividades sedutoras. Talvez, porque a mobília fosse de cerejeira, o rapaz via o que parecia duas cerejas entalhadas naquele protubernte peito e foi tentado a um raid de caça aos caroços. Não resistiu e.... zás, investiu!
A rapariga, rez ainda de primeira lide, não contava com tal apalpanço e desviou-se.
Foi então que a pega teve de ser de cernelha! Porém, pegada e pegador, desequilibrados, estatelaram-se na alcatifa e porque a mamã, que estava espreitando a lide, rompeu pela sala e:
-“ Que é que aconteceu?” Perguntou desolada, olhando o rapaz saindo de cima de sua filha! Além do mais, viu, estarrecida, uma cadeira , de cerejeira, com uma perna partida!
-“E agora? Quem é que vai pagar o arranjo da cadeira?”
O rapaz, empertigado no seu elegante fato, arranjando o nó da gravata, explicou que apenas tinha feito um gesto para fazer umas doces cócegas à filha e que...prontos. Aconteceu.
E acrescentou que se casasse com a filha, a sogra podia descontar a cadeira no dote!
Naquele domingo o namoro ficou por ali. A namorada, um pouco descomposta e mal disposta, pediu para se retirar.
No Domingo seguinte, o castigo foi que o namoro fosse no átrio de entrada, com vistas públicas para a rua. O par namorava, o povo passava e olhava! As cerejas lá estavam. Intactas!
Naquele Domingo de Maio a tarde estava fria, ele não se atreveu a tirar as mãos dos bolsos. Para ele confortável, para ela a segurança das cerejas, no peito bem blindadas, a coberto do assalto aos caroços!
Infelizmente, nesse Domingo, de namoro a descoberto, o rapaz apanhou uma pneumonia. Teve que ficar internado umas semanas. A mãe da rapariga, cheia de remorsos, desistiu, até hoje, de pedir indemnização da cadeira, mas também ninguém mais mexeu nas cerejas da sua menina, que ficou solteira, com as cerejas a apodrecer!
Durante uns tempos, a mamã da menina ainda mandou umas embaixadas de fruta à mãe do rapaz, uns cestos de pêssegos, mas o moço, além de cerejas gostava de pêssegas para les passar a mão! Casou com uma dona dum pomar. Nunca lhe faltou fruta, e até a come na cama! Pêssegas, de preferência!
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Áutor: Silvino Tavira Machado Figueiredo
A fé e seus acotos comerciais
A FÉ E SEUS ACTOS COMERCIAIS (printed)
Este assunto é melindroso. Leitores deste texto, após algumas linhas, vão-me chamar hereje, comuna, ateu e quejandos, mas eu ralado. São uns santos!
Então é assim: o Homem é um ser sem Fé. O que chama de Fé é não passa dum mero acto comercial. O que faz, à semelhança do que tenta fazer com o ambiente, é moldar os deuses aos seus desejos. Inventar rituais para mitigar sua má consciência!
Um deus não nasce, faz-se!
Relações entre homens e deuses são relações comerciais, não de Fé. Todo o folclore à volta dos rituais, além dos dogmas, vão mudando por vontade dos homens, mais não são que demonstração de obediência colectiva perante teólogos e teocratas, que de religiosos nada têm, mas sim apenas “pastores”, que tentam perpétuar a obediência das ovelhinhas e determinar tempos da tosquia da sua lã financeira! Um deus não nasce, faz-se! Fazem-no!
O acto de fazer oferendas aos deuses não é mais que uma tentativa de suborno;
ora para que faça chuva, para que faça sol, para livrar um filho da tropa, da doença, para que o clube fique campeão, para que saia o euromilhões, a lotaria, não perder nas acções, sair da crise, arranjar amores, desfazer maus olhados, etc, etc. Enfim, crendices!
Um deus não nasce, faz-se
Depois de muito oferecer, de muito rezar, de pedir a todos os deuses e santos, se o que pede é realizado acontece logo é considerado milagre e os representantes dos deuses recebem o prometido, caso contrário nickles! Surge a descrença e o rogar de pragas aos deuses, que não atendem os pedidos dos suplicantes. Há ainda a parte comercial de comprar bulas e indulgências para acesso facilitado ao Paraíso! Há ainda quem, fazendo promessas, paga a terceiros para as cumprir em seu lugar. Há os que, tendo dinheiro, morrendo um familiar encomendam muitas missas (mau sinal) para que o defunto tenha as boas graças divinas, não vá Deus (a julgar pelas conhecidas barbas, já um pouco velhote) pode esquecer-se!
A discriminação também reina na entrada do Paraíso. Quem mais tem mais cunhas mete! Acho que, também neste caso, o Governo devia dar um subsídio social mínimo para missas a cada morto dos lares sociais. Seriam as missas mínimas! Tipo vacinas contra o Inferno! Pelo menos quatro por ano, como as estações!
Sou do tempo em que, em Gondomar, quando morria alguém, com posses financeiras para impressionar sua dor pela partida do querido defunto, ( nem que fosse um estupor) a família contratava um grupo de mulheres; as carpideiras, que se ponham, momentos antes do levantamento do corpo, em altos gritos de pesar! Ai meu meu Deus, era mais um “santo” que partia! Tudo isto, muitas vezes, acompanhado dum numeroso grupo de meninos órfãos, vindos dos orfanatos do Porto, de capa negra e cabeça rapada. A troco duns trocados, serviam para dar um ar de grandiosidade à alma que partia!
Conclusão: Se houver dinheiro criam-se lobbies para corromper S. Pedro!
Por isso, digo que a Fé e seus actos folclóricos são meros actos comerciais.
Um deus não nasce, faz-se!
O pessoal confessa-se, recebe a extrema unção e finge que vai lavado de alma e perodoado dos pecados. É como firma que pede auditoria às contas, em que auditor diz estar tudo certo, mas depois verifica-se trafulhice e os seus gestores vão presos, embora, como o Dias Loureiro, digam que não se lembram de nada. Talvez nem se lembrem de term vivido!
Quantos não irão daqui, com certificados de garantia de vida santa, direitinhos para o Inferno, se é que o há!? As suas pseudo boas acções não têm qualquer valor na bolsa celestial!
Só para efeitos exteriores, e como acto de subimssão, os homens gostam de dizer, em relação ao divino, “Seja feita a vossa vontade”, porém o que gostam é seja feita a vontade humana, porque pensam que os deuses devem servir os homens, não o contrário. Um deus não nasce, faz-se
Ao longo da história, o Homem tem criado milhares de deuses e de religiões, do tipo usa e deita fora, para correcção de comportamentos imorais e não éticos .
Na impossiblidade das ameaças dos castigos humanos susteram bestialidades humanas criaram imaginárias penas eternas, decretadas por imaginários deuses!
Um deus não nasce, faz-se!
O caso ainda ficou mais agravado com a vinda de Cristo, dizem que deus feito homem, que ensinou o venha a nós e o perdoai-nos senhor. Ou seja, o pessoal pode fazer todo o tipo de asneiras, porque há sempre um deus que perdoa!
Um deus não nasce, faz-se!
Além do mais, se realmente teolólogos e teocratas acreditassem no que pregam, e passasem da teoria à prática, seriam os mais humildes de todos nós, sem o capitalismo e ostentação evidenciados e sempre encostados ao poder!
Um deus não nasce, faz-se!
Esta é a minha opinião. Só concorda quem quiser.
Não me importo que acreditem em deuses, mas não me obriguem a acreditar.
Um deus não nasce, faz-se! Eu faço o meu.
Aliás, em caso de aperto, dizem:-“Ai meu Deus”.
Por isso, embora dizendo que só há um Deus, mas cada um tem o seu!
Um Deus não nasce, faz-se! Cada um tem o seu!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Este assunto é melindroso. Leitores deste texto, após algumas linhas, vão-me chamar hereje, comuna, ateu e quejandos, mas eu ralado. São uns santos!
Então é assim: o Homem é um ser sem Fé. O que chama de Fé é não passa dum mero acto comercial. O que faz, à semelhança do que tenta fazer com o ambiente, é moldar os deuses aos seus desejos. Inventar rituais para mitigar sua má consciência!
Um deus não nasce, faz-se!
Relações entre homens e deuses são relações comerciais, não de Fé. Todo o folclore à volta dos rituais, além dos dogmas, vão mudando por vontade dos homens, mais não são que demonstração de obediência colectiva perante teólogos e teocratas, que de religiosos nada têm, mas sim apenas “pastores”, que tentam perpétuar a obediência das ovelhinhas e determinar tempos da tosquia da sua lã financeira! Um deus não nasce, faz-se! Fazem-no!
O acto de fazer oferendas aos deuses não é mais que uma tentativa de suborno;
ora para que faça chuva, para que faça sol, para livrar um filho da tropa, da doença, para que o clube fique campeão, para que saia o euromilhões, a lotaria, não perder nas acções, sair da crise, arranjar amores, desfazer maus olhados, etc, etc. Enfim, crendices!
Um deus não nasce, faz-se
Depois de muito oferecer, de muito rezar, de pedir a todos os deuses e santos, se o que pede é realizado acontece logo é considerado milagre e os representantes dos deuses recebem o prometido, caso contrário nickles! Surge a descrença e o rogar de pragas aos deuses, que não atendem os pedidos dos suplicantes. Há ainda a parte comercial de comprar bulas e indulgências para acesso facilitado ao Paraíso! Há ainda quem, fazendo promessas, paga a terceiros para as cumprir em seu lugar. Há os que, tendo dinheiro, morrendo um familiar encomendam muitas missas (mau sinal) para que o defunto tenha as boas graças divinas, não vá Deus (a julgar pelas conhecidas barbas, já um pouco velhote) pode esquecer-se!
A discriminação também reina na entrada do Paraíso. Quem mais tem mais cunhas mete! Acho que, também neste caso, o Governo devia dar um subsídio social mínimo para missas a cada morto dos lares sociais. Seriam as missas mínimas! Tipo vacinas contra o Inferno! Pelo menos quatro por ano, como as estações!
Sou do tempo em que, em Gondomar, quando morria alguém, com posses financeiras para impressionar sua dor pela partida do querido defunto, ( nem que fosse um estupor) a família contratava um grupo de mulheres; as carpideiras, que se ponham, momentos antes do levantamento do corpo, em altos gritos de pesar! Ai meu meu Deus, era mais um “santo” que partia! Tudo isto, muitas vezes, acompanhado dum numeroso grupo de meninos órfãos, vindos dos orfanatos do Porto, de capa negra e cabeça rapada. A troco duns trocados, serviam para dar um ar de grandiosidade à alma que partia!
Conclusão: Se houver dinheiro criam-se lobbies para corromper S. Pedro!
Por isso, digo que a Fé e seus actos folclóricos são meros actos comerciais.
Um deus não nasce, faz-se!
O pessoal confessa-se, recebe a extrema unção e finge que vai lavado de alma e perodoado dos pecados. É como firma que pede auditoria às contas, em que auditor diz estar tudo certo, mas depois verifica-se trafulhice e os seus gestores vão presos, embora, como o Dias Loureiro, digam que não se lembram de nada. Talvez nem se lembrem de term vivido!
Quantos não irão daqui, com certificados de garantia de vida santa, direitinhos para o Inferno, se é que o há!? As suas pseudo boas acções não têm qualquer valor na bolsa celestial!
Só para efeitos exteriores, e como acto de subimssão, os homens gostam de dizer, em relação ao divino, “Seja feita a vossa vontade”, porém o que gostam é seja feita a vontade humana, porque pensam que os deuses devem servir os homens, não o contrário. Um deus não nasce, faz-se
Ao longo da história, o Homem tem criado milhares de deuses e de religiões, do tipo usa e deita fora, para correcção de comportamentos imorais e não éticos .
Na impossiblidade das ameaças dos castigos humanos susteram bestialidades humanas criaram imaginárias penas eternas, decretadas por imaginários deuses!
Um deus não nasce, faz-se!
O caso ainda ficou mais agravado com a vinda de Cristo, dizem que deus feito homem, que ensinou o venha a nós e o perdoai-nos senhor. Ou seja, o pessoal pode fazer todo o tipo de asneiras, porque há sempre um deus que perdoa!
Um deus não nasce, faz-se!
Além do mais, se realmente teolólogos e teocratas acreditassem no que pregam, e passasem da teoria à prática, seriam os mais humildes de todos nós, sem o capitalismo e ostentação evidenciados e sempre encostados ao poder!
Um deus não nasce, faz-se!
Esta é a minha opinião. Só concorda quem quiser.
Não me importo que acreditem em deuses, mas não me obriguem a acreditar.
Um deus não nasce, faz-se! Eu faço o meu.
Aliás, em caso de aperto, dizem:-“Ai meu Deus”.
Por isso, embora dizendo que só há um Deus, mas cada um tem o seu!
Um Deus não nasce, faz-se! Cada um tem o seu!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
quarta-feira, 1 de julho de 2009
POIS €......CONDOMAR NO CORAÇÃO.... E NA CART€IRA!
POIS €......
CONDOMAR NO CORAÇÃO.... E NA CART€IRA!
Dizer que tem Gondomar no coração
É psico jogada muito cert€ira
Pois tão é grande sua paixão
Que até o traz na cart€ira.
Quem de tal amor desconfiar
Pode fazer-lhe uma revista,
Pois nunca lhe irá encontrar
Seu antigo amor ao Boavista.
Gondomar é o que está a dar,
Dá-lhe o seu grande ganha-pão,
Por isso, não devemos duvidar
Que tem Gondomar no coração.
Agora, nas próximas eleições,
Os gondomarenses benfeitores
Vão abrir seus doces corações
E escrever-lhe votos de amor
Só eu é que não sou crente,
Pois que tão assolapada paixão
Soa que tal apaixonada gente
Só vê Gondomar como cifrão.
........xxxxxxxxxxx...........
Autor:
Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque
Pseudónimo de Silvino Taveira Machado Figueiredo
S. Pedro da Cova –Gondomar
quinta-feira, 18 de junho de 2009
PORTO NOVO
Porto,
que já foste mar,
que foste vida,
que foste do trabalho a capital,
agora,
alegria em ti não pode passear,
só a tristeza sentida!
Porto,
tens tristeza por companhia,
solidão nas tuas ruas.
Perdeste luares há muitas luas!
Triste, andas de rasto,
precisas de boas bengalas
ou até de canadianas!
Teu rio perdeu lastro!
Tens Sé Catedral,
muitas igrejas, capelas,
mas em ti faltam devotos
para nelas acender velas!
És quase cidade museu,
não sei que mais te dizer,
preferia que fosses para o céu
do que assim te ver sofrer!
Há quem prometa tratar de ti,
como Colombo tratou o ovo,
muitas promessas já vi,
só me falta ver um Porto novo,
.... com mais povo.
..............XXXX..........
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar-PORTUGAL
Porto,
que já foste mar,
que foste vida,
que foste do trabalho a capital,
agora,
alegria em ti não pode passear,
só a tristeza sentida!
Porto,
tens tristeza por companhia,
solidão nas tuas ruas.
Perdeste luares há muitas luas!
Triste, andas de rasto,
precisas de boas bengalas
ou até de canadianas!
Teu rio perdeu lastro!
Tens Sé Catedral,
muitas igrejas, capelas,
mas em ti faltam devotos
para nelas acender velas!
És quase cidade museu,
não sei que mais te dizer,
preferia que fosses para o céu
do que assim te ver sofrer!
Há quem prometa tratar de ti,
como Colombo tratou o ovo,
muitas promessas já vi,
só me falta ver um Porto novo,
.... com mais povo.
..............XXXX..........
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar-PORTUGAL
quarta-feira, 17 de junho de 2009
PORTO DESALMADO
Quem, como eu, viu o Porto muito movimentado, do Porto fabril, do Porto comercial, cheio de trabalhadores e compradores, porque dos arredores ia-se ao Porto tudo buscar, fica com um nó na garganta e no peito, e consternado, por ver ver, agora, um Porto desalmado!
Custa a acreditar que, às 15h20, do dia 17 de Junho de 2009, a Rua do Almada fosse uma rua fantasma, apenas nela se sentindo a saudade do intenso movimento, até à década de 80, de cargas e descargas de ferro, aço, ferragens, e ferramentas, das casas que faziam da Rua do Almada a rua especializada do ferro, aço, ferragens e afins!
É do conhecimento geral que o burgo do Porto tem vindo a perder burgueses, (citadinos, se quizerem) que escolheram os arredores para viver e porque já não é no Porto que está o seu posto de trabalho.
O Porto, muito bonito para a fotografia, para a pintura, já não responde em espaço do seu velho casario, decrépito e abandonado, à exigênca moderna duma sociedade motorizada, com espaço para as pessoas e carros. Onde é que os moradores modernos, com com automóvel, metem o dito? Na rua?
Não me compete resolver a questão, mas o que me parece é que os políticos do Porto têm que ser criativos em atrair habitantes para o Porto e não deixar que os seus habitantes sejam atraídos pela concorrência dos concelhos limítrofes!
Foram-se as ilhas do Porto, foi-se a indústria fabril, foi-se o povo das ilhas, o pequeno comércio está a ir! até o próprio Vinho do Porto já não é embarcado nos cais tradicionais! Que é que fica para, durante o dia, segurar o interesse de viver no Porto. Será que o futuro do Porto será escuro de dia e brilhante à noite! O Porto da noite?
Os políticos têm a palavra, porque basta do Porto ter perdido 50 habitantes em 10 anos? Não dêem casas. Criem condições geradoras de riqueza.
..............................xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx..........................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar-PORTUGAL
domingo, 14 de junho de 2009
Vastidão dos sentimentos
Vastidão dos sentidos
Sei que virás,
Estou aqui,
Aqui não estive antes,
Mas é aqui que te espero.
Não me tragas prendas,
Vem só,
Tu és a plenitude,
Só tu és a vastidão da planíce dos sentidos,
Eu apenas grão,
Muitos como eu fazem chão,
Onde te deitas.
Espero ser teu amante perfeito
Para me deitar no teu leito.
Espero-te,
Podes entrar, sem bater,
E levar-me contigo,
Mas não te preocupes em levar pelos ares
E subir a não sei onde,
Tenho tonturas,
Basta-me a planície e a sua vastidão.
Basta-me o chão.
Dele sou um grão!
............xxxxxxxxxx......................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
S. Pedro da Cova, 14/06/2009
Sei que virás,
Estou aqui,
Aqui não estive antes,
Mas é aqui que te espero.
Não me tragas prendas,
Vem só,
Tu és a plenitude,
Só tu és a vastidão da planíce dos sentidos,
Eu apenas grão,
Muitos como eu fazem chão,
Onde te deitas.
Espero ser teu amante perfeito
Para me deitar no teu leito.
Espero-te,
Podes entrar, sem bater,
E levar-me contigo,
Mas não te preocupes em levar pelos ares
E subir a não sei onde,
Tenho tonturas,
Basta-me a planície e a sua vastidão.
Basta-me o chão.
Dele sou um grão!
............xxxxxxxxxx......................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
S. Pedro da Cova, 14/06/2009
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