Que País este!
Que peste!
Deposita-se dinheiro num banco,
dizem que rende e é seguro,
que até pode render outro tanto
se com algum risco, no escuro!
A Administração!
Ah! A Administração!
todos uns engenheiros e doutores
que encenam grande encenação
de que são bons administradores!
Depois, levam o banco à falência,
mas, coitados! Nunca são culpados!
Embora mantenham opulência,
só os clientes são depenados!
Que País este! Que peste!
No meio deste grande "estória",
toda ela muito mal contada,
os administradores não vão à glória,
mas só os clientes levam porrada!
Que País este!
Que peste!
Onde já não há palavra honrada;
nem escrita nem falada!
onde a Justiça é proscrita!
Nem Governo
nem administradores são culpados!
São todos uns engenheiros,
uns doutores,
uns estupores! *
*=Uns espantos!
Que País este!
Que peste!
Clientes entram num banco
e depositam seu dinheirinho,
depois, entram no banco e
só levam no focinho!
Na BPP (Banca Portuguesa Perigosa)
não usam armas para roubar!,
basta atrair os clientes
e depois... é só gamar!
que foi o que o Gama fez
e é ainda o que faz muito português,
vestido de engenheiro
ou de doutor!
Portugal é um espanto;
um estupor!
..........xxxxxxxxx...........
Autor; Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
sábado, 26 de dezembro de 2009
Sociedade de lamentos!
SOCIEDADE DE LAMENTOS!
Nesta quadra natalícia, naturalmente ligada à natalidade, ouvi o cidadão Presidente da República lamentar o decréscimo da natalidade em Portugal. Dizia ele que abaixo de 100 mil nascimentos por ano, Portugal corre perigo da sua vitalidade.
Acho que não é grave, pois que quando éramos pouco mais que um milhão fomos uma das nações mais poderosas do Mundo! O que conta é a qualidade, não a quantidade. Aliás, a China está caminho de ser a potência mais desenvolvida do Planeta, reduzindo a natalidade para metade, e com 600 ou 700 milhões será uma timoneira da Terra!
Na economia globalizada, em que em tudo se trabalha para atingir sempre resultados superiores aos dos anos anteriores, verifica-se o paradoxo das políticas dos países industrializados não se preocuparem em apoiar políticas sociais, que permitam e estimulem maior produção familiar! Como é possível compatibilizar estímulo à natalidade se não há emprego ou é instável?
Como é que querem mais crianças se em vez de reduzirem o horário de trabalho ainda o querem aumentar para 60 horas? Como é que com tanto stress um casal relaxa para procriar? Como é que um casal (heterosexual) pode perspectivar ter três filhos? Onde garantir rendimentos para a educação? Para o transporte já não se pode ter um utilitário, mas sim um “carrão”por causa das cadeiras para crianças implicarem maior dispêndio!
O Povo diz que: “quem tem filhos tem cadilhos, quem não tem cadilhos tem.”.
Outro provérbio diz: “filhos criados trabalhos dobrados”.
Ter três filhos é ter três grandes problemas! Dar uns trocados no abono de família e mais um ou dois meses de licença de parto nada resolve. O trabalho na agricultura ocupou, durante milénios, a maioria da população mundial. Era bom ter muitos filhos para trabalhar porque a terra deles precisava!
Após a revolução industrial a riqueza passou para o tecido industrial, comércio, distribuição e assistência aos produtos vendidos. Actualmente, a maior indústria geradora de riqueza é o turismo para produzir descanso!
Passou-se da filosofia de enriquecer vendo os outros trabalhar para se enriquecer vendo outros a descansar!
Porque quase já ninguém quer ser lavrador e na ânsia de muito produzir, a mulher começou a ser vista como mais dois braços disponíveis; mais um simples número na máquina da produção, não como elemento matriz da sociedade e humanidade a preservar! Ora, se ao casal não são dadas possibilidades de criar três filhos, pelo menos, então não há sociedade, dita desenvolvida, que resista ao decréscimo da sua população! Como é possível produzir e querer vender a juzante, ou seja a consumidores, se não tratam de os produzir a montante?
Enquanto não apoiarem, verdadeiramente, políticas de estímulo à natalidade, não vale a pena lamentar que cada vez nascem menos crianças!
Não se esqueçam que ter filhos é ter sarilhos! Querem a solução chinesa?
Deixem-se de lamentações. Procurem matemáticos que resolvam a equação de pôr todo o mundo a trabalhar e a consumir! Quero ver.
Num sistema capitalista tudo se vende, tudo se compra, nada se dá.
Mas, uma criança não tem preço!
.........................................xxxxxxxxxxxxxxxxx...........................................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880
4510-204- S. Pedro da Cova
Nesta quadra natalícia, naturalmente ligada à natalidade, ouvi o cidadão Presidente da República lamentar o decréscimo da natalidade em Portugal. Dizia ele que abaixo de 100 mil nascimentos por ano, Portugal corre perigo da sua vitalidade.
Acho que não é grave, pois que quando éramos pouco mais que um milhão fomos uma das nações mais poderosas do Mundo! O que conta é a qualidade, não a quantidade. Aliás, a China está caminho de ser a potência mais desenvolvida do Planeta, reduzindo a natalidade para metade, e com 600 ou 700 milhões será uma timoneira da Terra!
Na economia globalizada, em que em tudo se trabalha para atingir sempre resultados superiores aos dos anos anteriores, verifica-se o paradoxo das políticas dos países industrializados não se preocuparem em apoiar políticas sociais, que permitam e estimulem maior produção familiar! Como é possível compatibilizar estímulo à natalidade se não há emprego ou é instável?
Como é que querem mais crianças se em vez de reduzirem o horário de trabalho ainda o querem aumentar para 60 horas? Como é que com tanto stress um casal relaxa para procriar? Como é que um casal (heterosexual) pode perspectivar ter três filhos? Onde garantir rendimentos para a educação? Para o transporte já não se pode ter um utilitário, mas sim um “carrão”por causa das cadeiras para crianças implicarem maior dispêndio!
O Povo diz que: “quem tem filhos tem cadilhos, quem não tem cadilhos tem.”.
Outro provérbio diz: “filhos criados trabalhos dobrados”.
Ter três filhos é ter três grandes problemas! Dar uns trocados no abono de família e mais um ou dois meses de licença de parto nada resolve. O trabalho na agricultura ocupou, durante milénios, a maioria da população mundial. Era bom ter muitos filhos para trabalhar porque a terra deles precisava!
Após a revolução industrial a riqueza passou para o tecido industrial, comércio, distribuição e assistência aos produtos vendidos. Actualmente, a maior indústria geradora de riqueza é o turismo para produzir descanso!
Passou-se da filosofia de enriquecer vendo os outros trabalhar para se enriquecer vendo outros a descansar!
Porque quase já ninguém quer ser lavrador e na ânsia de muito produzir, a mulher começou a ser vista como mais dois braços disponíveis; mais um simples número na máquina da produção, não como elemento matriz da sociedade e humanidade a preservar! Ora, se ao casal não são dadas possibilidades de criar três filhos, pelo menos, então não há sociedade, dita desenvolvida, que resista ao decréscimo da sua população! Como é possível produzir e querer vender a juzante, ou seja a consumidores, se não tratam de os produzir a montante?
Enquanto não apoiarem, verdadeiramente, políticas de estímulo à natalidade, não vale a pena lamentar que cada vez nascem menos crianças!
Não se esqueçam que ter filhos é ter sarilhos! Querem a solução chinesa?
Deixem-se de lamentações. Procurem matemáticos que resolvam a equação de pôr todo o mundo a trabalhar e a consumir! Quero ver.
Num sistema capitalista tudo se vende, tudo se compra, nada se dá.
Mas, uma criança não tem preço!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880
4510-204- S. Pedro da Cova
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Natal; energia da alegria!
É energia acumulada,
à espera de rebentar
na época mais desejada
para alegria manifestar.
Vive-se tanto em competição,
querendo tudo e sempre mais,
mas a humana maior ambição é
que todos os dias fossem natais!
O Homem nunca pode esconder
todo o bem que dentro de si tem,
que todos podem ver,
que é no Natal que mais sorri
para dar e receber muito
do que tem dentro de si!
..........xxxxxxxxx.............
Autor deste original e inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
Sócio da SPA, nº 15727
à espera de rebentar
na época mais desejada
para alegria manifestar.
Vive-se tanto em competição,
querendo tudo e sempre mais,
mas a humana maior ambição é
que todos os dias fossem natais!
O Homem nunca pode esconder
todo o bem que dentro de si tem,
que todos podem ver,
que é no Natal que mais sorri
para dar e receber muito
do que tem dentro de si!
..........xxxxxxxxx.............
Autor deste original e inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
Sócio da SPA, nº 15727
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Um clic
Um clic!
Era uma casa muito rica!
Tinha muitos candeeiros,
mas muita falta de luz!
Era tudo muito chic!
Infelizmente,
Não tinha um Menino Jesus
nem um clic para acender a divina Luz!
......dos candeeiros!
..............xxxxxxxxxxxx..............
Autor: Silvino Taveira Macaho Figueiredo
Gondomar
Era uma casa muito rica!
Tinha muitos candeeiros,
mas muita falta de luz!
Era tudo muito chic!
Infelizmente,
Não tinha um Menino Jesus
nem um clic para acender a divina Luz!
......dos candeeiros!
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Autor: Silvino Taveira Macaho Figueiredo
Gondomar
domingo, 20 de dezembro de 2009
Poetando eròticamente
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Gosto de poetar,
até eròticamente!..
Sim,
um poema erótico tem
algo de positivo,
algo de hipnótico,
faz crescer algo;
uns centímetros abaixo do umbigo!..
É o que acontece,
amor, comigo,
quando contigo sonho
e em ti me ponho,
em três dimensões,
ao cubo em éne posições!..
Aí, eu fico baralhado,
porque és boa de frente,
por trás e
até de lado!..
És toda maçã,
que como toda,
amorosamente!..
De manhã,
ao raiar do sol,
o que resta sobre o lençol
é líquda semente!..
..........xxxxxxxx............
Autor, erotizado, deste poema:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
Gosto de poetar,
até eròticamente!..
Sim,
um poema erótico tem
algo de positivo,
algo de hipnótico,
faz crescer algo;
uns centímetros abaixo do umbigo!..
É o que acontece,
amor, comigo,
quando contigo sonho
e em ti me ponho,
em três dimensões,
ao cubo em éne posições!..
Aí, eu fico baralhado,
porque és boa de frente,
por trás e
até de lado!..
És toda maçã,
que como toda,
amorosamente!..
De manhã,
ao raiar do sol,
o que resta sobre o lençol
é líquda semente!..
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Autor, erotizado, deste poema:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Lareira
Junto a uma lareira,
onde o fogo sobe,
mas em nós preso fica
e arde em fogueira,
por outros ateada,
que em cinza se torna,
como se torna toda a acha,
toda a fogueira,
por maior que se ache,
por maior que dentro de si tenha!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
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