O poeta, sem emprego,
Come parca refeição
E come, quase a medo,
Restos d’inspiração!
Olhando secas batatas
Antes bem regadas de azeite
Agora de gorduras parcas
Que não fazem rimas fartas
Outrora d’outros deleite.
Olhando a garrafa
Sente impulso d’urgência
Abana-a, sem estafa,
Procurando escorrência.
Lá conseguiu uma gota
No final tentou fazer poesia
Mas eis que saiu torta
Ao poeta desempregado
Por não ter subsídio
Para as rimas do mercado!
E num ato de coerência
Chamou ao inspirado
Poesia d’ escorrência!
E como poeta português
Não sabe se uma por dia
Se uma por mês.
Não sabe se
Com barriga vazia
Fará farta poesia.
Era o que pensava
Enquanto comia seca batata
Não descascada!
………………xxxxxx………………….
Autor deste original:
Silvino Figueiredo
(figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Felino poema
Sou um invejoso! Invejo os gatos!
O meu, “Marracas”,
Roça-me as pernas,
Ronrona em sua sorna!
Passo-lhe a mão pelo pêlo,
Dou-lhe comida,
Apanha sol no quintal,
Dorme boas sonecas,
Sonha com paraísos de ratos,
Enfim, leva boa vida
E parece que gosta de mim,
Mas não, pura ilusão,
A sua liberdade
Não admite corrupção!
Parece dizer
Que dispensa meu subsídio alimentar
Quando me aparece com rato na boca
E com ele a brincar. Muitas vezes,
Quando me apetece passar-lhe a mão pelo pêlo
Vou até ao quintal, mas, cadê meu gato?
Cadê meu animal? Nem vê-lo!
Fica dias e dias, andando por aí,
Como vagabundo pelo mundo!
Mas quando me reaparece,
Roça-me nas pernas, a dobrar!
Como que a pedir: Esquece.
Prendê-lo em casa? Não,
Porque um gato,
Neste caso o meu “Marracas”,
É a liberdade,
Com asas às quatro patas
E anda por aí, a voar,
Em longa viagem!
Eu aguardo pelo seu regresso
Pelo seu ronronar a dobrar,
E que faça da sua ausência reportangem
Se da minha Liberdade não estou certo
Quando vejo o meu “Marracas”
Vejo liberdade total por perto!
…………..xxxxxxxxxxx……………..
Autor:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
( o figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
Sou um invejoso! Invejo os gatos!
O meu, “Marracas”,
Roça-me as pernas,
Ronrona em sua sorna!
Passo-lhe a mão pelo pêlo,
Dou-lhe comida,
Apanha sol no quintal,
Dorme boas sonecas,
Sonha com paraísos de ratos,
Enfim, leva boa vida
E parece que gosta de mim,
Mas não, pura ilusão,
A sua liberdade
Não admite corrupção!
Parece dizer
Que dispensa meu subsídio alimentar
Quando me aparece com rato na boca
E com ele a brincar. Muitas vezes,
Quando me apetece passar-lhe a mão pelo pêlo
Vou até ao quintal, mas, cadê meu gato?
Cadê meu animal? Nem vê-lo!
Fica dias e dias, andando por aí,
Como vagabundo pelo mundo!
Mas quando me reaparece,
Roça-me nas pernas, a dobrar!
Como que a pedir: Esquece.
Prendê-lo em casa? Não,
Porque um gato,
Neste caso o meu “Marracas”,
É a liberdade,
Com asas às quatro patas
E anda por aí, a voar,
Em longa viagem!
Eu aguardo pelo seu regresso
Pelo seu ronronar a dobrar,
E que faça da sua ausência reportangem
Se da minha Liberdade não estou certo
Quando vejo o meu “Marracas”
Vejo liberdade total por perto!
…………..xxxxxxxxxxx……………..
Autor:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
( o figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
Domingo, 22 de Janeiro de 2012
A a serra e a neve
Na serra,
depois do fogo vem a neve
vem o lobo que presas persegue,
todavia, no nascer de cada dia,
nosso olhar embosca raios de sol,
que feitos versos fazem ski
no manto branco do nosso encanto;
na neve gelada,
cuja beleza se derrete
no calor do nosso espantado olhar
que não pára na beleza da serra escorregar!
A serra, o fogo e o lobo
são diferentes versos,
que num poema fazem um todo,
seja a serra verde,
seja careca,
seja com fogo,
seja com neve,
seja com lobo que presas persegue,
nosso olhar embosca a beleza
e poesia sempre consegue.
……………xxxxxxx………………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
depois do fogo vem a neve
vem o lobo que presas persegue,
todavia, no nascer de cada dia,
nosso olhar embosca raios de sol,
que feitos versos fazem ski
no manto branco do nosso encanto;
na neve gelada,
cuja beleza se derrete
no calor do nosso espantado olhar
que não pára na beleza da serra escorregar!
A serra, o fogo e o lobo
são diferentes versos,
que num poema fazem um todo,
seja a serra verde,
seja careca,
seja com fogo,
seja com neve,
seja com lobo que presas persegue,
nosso olhar embosca a beleza
e poesia sempre consegue.
……………xxxxxxx………………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Não há tantos olhares como tantas coisas!
Não há tantos olhares
Como tantas coisas;
Grãos de areia nos desertos,
Ondas nos oceanos,
Árvores nas florestas
Aves nos ares,
Arcos-íris nos céus,
Fulgores de auroras boreais
E da fauna seus animais!
Não há tantos olhares
Como tantas coisas;
Serras e montes,
Rios e fontes,
Constelações, estrelas,
Planetas e cometas!
Como, pois,
Ousamos nós saber de tudo
Se em tudo nosso olhar não pousamos?!
A verdade, por chegar,
Está sempre além do nosso olhar!
……………xxxxxxx………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Como tantas coisas;
Grãos de areia nos desertos,
Ondas nos oceanos,
Árvores nas florestas
Aves nos ares,
Arcos-íris nos céus,
Fulgores de auroras boreais
E da fauna seus animais!
Não há tantos olhares
Como tantas coisas;
Serras e montes,
Rios e fontes,
Constelações, estrelas,
Planetas e cometas!
Como, pois,
Ousamos nós saber de tudo
Se em tudo nosso olhar não pousamos?!
A verdade, por chegar,
Está sempre além do nosso olhar!
……………xxxxxxx………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Chinês? Depende
Nas ruas,
quando cheias,
vê-se gente que se passeia,
quem compra,
quem vende,
e quem se vende!
Por quanto?
Depende!
As ruas são para baixo,
são para cima,
mas se ruas não houvesse
como seria uma aldeia,
uma cidade,
uma povoação de população cheia
até que fiquem sem ninguém,
a solidão vem
e ninguém nas ruas se passeia,
ninguém vende,
ninguém se vende,
a azáfama dá lugar ao silêncio e seu ócio,
até que apareça um chinês
para reanimar o negócio!
Tudo compra,
tudo vende,
....e se vende?
Depende!
................xxxxxxxxxx...........
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
quando cheias,
vê-se gente que se passeia,
quem compra,
quem vende,
e quem se vende!
Por quanto?
Depende!
As ruas são para baixo,
são para cima,
mas se ruas não houvesse
como seria uma aldeia,
uma cidade,
uma povoação de população cheia
até que fiquem sem ninguém,
a solidão vem
e ninguém nas ruas se passeia,
ninguém vende,
ninguém se vende,
a azáfama dá lugar ao silêncio e seu ócio,
até que apareça um chinês
para reanimar o negócio!
Tudo compra,
tudo vende,
....e se vende?
Depende!
................xxxxxxxxxx...........
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Ao invés
Ao invés
O mundo está ao invés;
Diz-me o que tens
E eu digo-te quem és.
Se quem é nada tem
É apenas um “Zé”;
Um Zé-ninguém!
O mundo está ao invés
Não conta o que se é
Mas sim no que se tem!
O mundo está ao invés;
Diz-me o que tens
E eu digo-te quem és.
Se quem é nada tem
É apenas um “Zé”;
Um Zé-ninguém!
O mundo está ao invés
Não conta o que se é
Mas sim no que se tem!
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
Voo de fantasia
Nota prévia: Poema,
que levantou voo enquanto esperava pelas minhas netas
duma aula de dança.
Uma sala
para aulas de dança
para crianças
é um pista de voo
e a professora uma torre de control
as crianças
na pista dão passos
ganham asas
e saltam como que sobre brasas
abrem os braços
e ganham espaços
a música no ar
vinda da torre de control
dá ordens para levantar
aí vão elas
na rota da fantasia
voando bem alto
levando a bordo a alegria
de serem crianças
e aprenderem a voar
numa sala de dança.
Que bom sonhar
estar a voar
até a torre de control mandar aterrar.
Que bom dançar
voar a sonhar!
............ssssssss..............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Godomar
que levantou voo enquanto esperava pelas minhas netas
duma aula de dança.
Uma sala
para aulas de dança
para crianças
é um pista de voo
e a professora uma torre de control
as crianças
na pista dão passos
ganham asas
e saltam como que sobre brasas
abrem os braços
e ganham espaços
a música no ar
vinda da torre de control
dá ordens para levantar
aí vão elas
na rota da fantasia
voando bem alto
levando a bordo a alegria
de serem crianças
e aprenderem a voar
numa sala de dança.
Que bom sonhar
estar a voar
até a torre de control mandar aterrar.
Que bom dançar
voar a sonhar!
............ssssssss..............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Godomar
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