Não Há Natal sem natalidade
Durante séculos e séculos a Humanidade precisava de braços para trabalhar a terra que a sustentava. Hoje, o que precisa é só de algumas cabeças e muitas máquinas e robôs, não de braços! Os modernos meios tecnológicos permitem que apenas milhares façam o que milhões “precisam”.
A ânsia de se ter acesso aos bens matérias à disposição, leva ao aumento da actividade laboral para os conseguir , o que implica maior exigência de conhecimentos tecnológicos e disponibilidade de mobilidade. Aqui, a antiga estabilidade na fixação dos povos às terras foi alterada, passando da transumância pastoril para a transumância técnica! Já não faz sentido ter residência fixa, mas sim uma tenda social e percorrer os parques de campismo sociais perto do trabalho. Hoje, a garantia de trabalho não existe, e se antigamente os contratos eram feitos para um longo horizonte temporal.
Agora trabalha-se quase ao mês e não tarda que só à hora. Com a preocupação de competir, competir, produzir, produzir, perdeu-se o sentido de Estado no desenvolvimento do país como um todo e não só para alguns! Vive-se um problema existencial: Ser ou Ter? Ser Homem pelo que se tem ou pelo que se é!
Se antes a terra exigia braços para a trabalhar, hoje há o paradoxo de quererem que haja barrigas para consumir mas não para produzir futuros consumidores! Com a aquisição de mais conhecimentos e maior consciência social é natural que os casais pensem bem antes de deitarem um filho ao mundo para ser triturado pela máquina da competitividade. O Estado está a perder o seu papel de pai protector para com suas filhas, não as protegendo no seu papel de maternidade. Hoje, considerando o custo social da educação e transportes, como é possível um casal encarar a hipótese de ter três filhos. Só para ter um carro, ter três cadeiras (com 23% de IVA), mensalidade do colégio, qual a garantia da estabilidade dum emprego e residência fixa para uma progressão estável? Além do mais, o medo da SIDA, e outras, leva a que a concepção dum filho seja inserido na filosofia actual: programado e não o que Deus quiser. Infelizmente, Deus não paga estudos nem dá formação profissional contínua. Por isso, esta questão da redução da natalidade compara-se à expressão poética:
“Natal é quando Homem quiser”
É pura utopia esperar que os casais tenham a responsabilidade de ter filhos quando o Estado cada vez mais tem menos políticas sociais de apoio às famílias e ao incentivo da procriação, a Bem da Nação, a não ser que o futuro da Humanidade seja só de robôs e que não sejam necessários filhos, pais e avôs! Então, tudo bem. Não se precisará de ninguém! Teremos robôs agricultores, professores engenheiros robôs, doutores robôs, juízes robôs, restaurantes robotizados, comida robotizada, deuses e santos robôs, milagres robotizados. Finalmente o Ter reinará! Será chinês?
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
Soldados gay
Não é conveniente pôr soldados gay a defender a retaguarda, pois há o perigo do inimigo penetrar ...profundamente!
Autor: Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque
Autor: Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque
Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Escorrência poética
O poeta, sem emprego,
Come parca refeição
E come, quase a medo,
Restos d’inspiração!
Olhando secas batatas
Antes bem regadas de azeite
Agora de gorduras parcas
Que não fazem rimas fartas
Outrora d’outros deleite.
Olhando a garrafa
Sente impulso d’urgência
Abana-a, sem estafa,
Procurando escorrência.
Lá conseguiu uma gota
No final tentou fazer poesia
Mas eis que saiu torta
Ao poeta desempregado
Por não ter subsídio
Para as rimas do mercado!
E num ato de coerência
Chamou ao inspirado
Poesia d’ escorrência!
E como poeta português
Não sabe se uma por dia
Se uma por mês.
Não sabe se
Com barriga vazia
Fará farta poesia.
Era o que pensava
Enquanto comia seca batata
Não descascada!
………………xxxxxx………………….
Autor deste original:
Silvino Figueiredo
(figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
Come parca refeição
E come, quase a medo,
Restos d’inspiração!
Olhando secas batatas
Antes bem regadas de azeite
Agora de gorduras parcas
Que não fazem rimas fartas
Outrora d’outros deleite.
Olhando a garrafa
Sente impulso d’urgência
Abana-a, sem estafa,
Procurando escorrência.
Lá conseguiu uma gota
No final tentou fazer poesia
Mas eis que saiu torta
Ao poeta desempregado
Por não ter subsídio
Para as rimas do mercado!
E num ato de coerência
Chamou ao inspirado
Poesia d’ escorrência!
E como poeta português
Não sabe se uma por dia
Se uma por mês.
Não sabe se
Com barriga vazia
Fará farta poesia.
Era o que pensava
Enquanto comia seca batata
Não descascada!
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Autor deste original:
Silvino Figueiredo
(figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Felino poema
Sou um invejoso! Invejo os gatos!
O meu, “Marracas”,
Roça-me as pernas,
Ronrona em sua sorna!
Passo-lhe a mão pelo pêlo,
Dou-lhe comida,
Apanha sol no quintal,
Dorme boas sonecas,
Sonha com paraísos de ratos,
Enfim, leva boa vida
E parece que gosta de mim,
Mas não, pura ilusão,
A sua liberdade
Não admite corrupção!
Parece dizer
Que dispensa meu subsídio alimentar
Quando me aparece com rato na boca
E com ele a brincar. Muitas vezes,
Quando me apetece passar-lhe a mão pelo pêlo
Vou até ao quintal, mas, cadê meu gato?
Cadê meu animal? Nem vê-lo!
Fica dias e dias, andando por aí,
Como vagabundo pelo mundo!
Mas quando me reaparece,
Roça-me nas pernas, a dobrar!
Como que a pedir: Esquece.
Prendê-lo em casa? Não,
Porque um gato,
Neste caso o meu “Marracas”,
É a liberdade,
Com asas às quatro patas
E anda por aí, a voar,
Em longa viagem!
Eu aguardo pelo seu regresso
Pelo seu ronronar a dobrar,
E que faça da sua ausência reportangem
Se da minha Liberdade não estou certo
Quando vejo o meu “Marracas”
Vejo liberdade total por perto!
…………..xxxxxxxxxxx……………..
Autor:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
( o figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
Sou um invejoso! Invejo os gatos!
O meu, “Marracas”,
Roça-me as pernas,
Ronrona em sua sorna!
Passo-lhe a mão pelo pêlo,
Dou-lhe comida,
Apanha sol no quintal,
Dorme boas sonecas,
Sonha com paraísos de ratos,
Enfim, leva boa vida
E parece que gosta de mim,
Mas não, pura ilusão,
A sua liberdade
Não admite corrupção!
Parece dizer
Que dispensa meu subsídio alimentar
Quando me aparece com rato na boca
E com ele a brincar. Muitas vezes,
Quando me apetece passar-lhe a mão pelo pêlo
Vou até ao quintal, mas, cadê meu gato?
Cadê meu animal? Nem vê-lo!
Fica dias e dias, andando por aí,
Como vagabundo pelo mundo!
Mas quando me reaparece,
Roça-me nas pernas, a dobrar!
Como que a pedir: Esquece.
Prendê-lo em casa? Não,
Porque um gato,
Neste caso o meu “Marracas”,
É a liberdade,
Com asas às quatro patas
E anda por aí, a voar,
Em longa viagem!
Eu aguardo pelo seu regresso
Pelo seu ronronar a dobrar,
E que faça da sua ausência reportangem
Se da minha Liberdade não estou certo
Quando vejo o meu “Marracas”
Vejo liberdade total por perto!
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Autor:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
( o figas de saint Pierre de lá-buraque)
Gondomar
Domingo, 22 de Janeiro de 2012
A a serra e a neve
Na serra,
depois do fogo vem a neve
vem o lobo que presas persegue,
todavia, no nascer de cada dia,
nosso olhar embosca raios de sol,
que feitos versos fazem ski
no manto branco do nosso encanto;
na neve gelada,
cuja beleza se derrete
no calor do nosso espantado olhar
que não pára na beleza da serra escorregar!
A serra, o fogo e o lobo
são diferentes versos,
que num poema fazem um todo,
seja a serra verde,
seja careca,
seja com fogo,
seja com neve,
seja com lobo que presas persegue,
nosso olhar embosca a beleza
e poesia sempre consegue.
……………xxxxxxx………………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
depois do fogo vem a neve
vem o lobo que presas persegue,
todavia, no nascer de cada dia,
nosso olhar embosca raios de sol,
que feitos versos fazem ski
no manto branco do nosso encanto;
na neve gelada,
cuja beleza se derrete
no calor do nosso espantado olhar
que não pára na beleza da serra escorregar!
A serra, o fogo e o lobo
são diferentes versos,
que num poema fazem um todo,
seja a serra verde,
seja careca,
seja com fogo,
seja com neve,
seja com lobo que presas persegue,
nosso olhar embosca a beleza
e poesia sempre consegue.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Não há tantos olhares como tantas coisas!
Não há tantos olhares
Como tantas coisas;
Grãos de areia nos desertos,
Ondas nos oceanos,
Árvores nas florestas
Aves nos ares,
Arcos-íris nos céus,
Fulgores de auroras boreais
E da fauna seus animais!
Não há tantos olhares
Como tantas coisas;
Serras e montes,
Rios e fontes,
Constelações, estrelas,
Planetas e cometas!
Como, pois,
Ousamos nós saber de tudo
Se em tudo nosso olhar não pousamos?!
A verdade, por chegar,
Está sempre além do nosso olhar!
……………xxxxxxx………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Como tantas coisas;
Grãos de areia nos desertos,
Ondas nos oceanos,
Árvores nas florestas
Aves nos ares,
Arcos-íris nos céus,
Fulgores de auroras boreais
E da fauna seus animais!
Não há tantos olhares
Como tantas coisas;
Serras e montes,
Rios e fontes,
Constelações, estrelas,
Planetas e cometas!
Como, pois,
Ousamos nós saber de tudo
Se em tudo nosso olhar não pousamos?!
A verdade, por chegar,
Está sempre além do nosso olhar!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Chinês? Depende
Nas ruas,
quando cheias,
vê-se gente que se passeia,
quem compra,
quem vende,
e quem se vende!
Por quanto?
Depende!
As ruas são para baixo,
são para cima,
mas se ruas não houvesse
como seria uma aldeia,
uma cidade,
uma povoação de população cheia
até que fiquem sem ninguém,
a solidão vem
e ninguém nas ruas se passeia,
ninguém vende,
ninguém se vende,
a azáfama dá lugar ao silêncio e seu ócio,
até que apareça um chinês
para reanimar o negócio!
Tudo compra,
tudo vende,
....e se vende?
Depende!
................xxxxxxxxxx...........
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
quando cheias,
vê-se gente que se passeia,
quem compra,
quem vende,
e quem se vende!
Por quanto?
Depende!
As ruas são para baixo,
são para cima,
mas se ruas não houvesse
como seria uma aldeia,
uma cidade,
uma povoação de população cheia
até que fiquem sem ninguém,
a solidão vem
e ninguém nas ruas se passeia,
ninguém vende,
ninguém se vende,
a azáfama dá lugar ao silêncio e seu ócio,
até que apareça um chinês
para reanimar o negócio!
Tudo compra,
tudo vende,
....e se vende?
Depende!
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Autor: Silvino Figueiredo
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