Figas no Jornal de Notícias

Figas no Jornal de Notícias
Aquando da entrevista ao JN nos seus 120 anos.

Poder

Pensamento do Conde:
O poder não reside em quem pensa que manda mas sim em quem desobedece.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

BPP(Banca Portuguesa Perigosa)

Que País este!
Que peste!

Deposita-se dinheiro num banco,
dizem que rende e é seguro,
que até pode render outro tanto
se com algum risco, no escuro!

A Administração!
Ah! A Administração!
todos uns engenheiros e doutores
que encenam grande encenação
de que são bons administradores!

Depois, levam o banco à falência,
mas, coitados! Nunca são culpados!
Embora mantenham opulência,
só os clientes são depenados!

Que País este! Que peste!

No meio deste grande "estória",
toda ela muito mal contada,
os administradores não vão à glória,
mas só os clientes levam porrada!

Que País este!
Que peste!
Onde já não há palavra honrada;
nem escrita nem falada!
onde a Justiça é proscrita!

Nem Governo
nem administradores são culpados!

São todos uns engenheiros,
uns doutores,
uns estupores! *

*=Uns espantos!

Que País este!
Que peste!

Clientes entram num banco
e depositam seu dinheirinho,
depois, entram no banco e
só levam no focinho!

Na BPP (Banca Portuguesa Perigosa)
não usam armas para roubar!,
basta atrair os clientes
e depois... é só gamar!
que foi o que o Gama fez
e é ainda o que faz muito português,
vestido de engenheiro
ou de doutor!

Portugal é um espanto;
um estupor!
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Autor; Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)

sábado, 26 de dezembro de 2009

Sociedade de lamentos!

SOCIEDADE DE LAMENTOS!

Nesta quadra natalícia, naturalmente ligada à natalidade, ouvi o cidadão Presidente da República lamentar o decréscimo da natalidade em Portugal. Dizia ele que abaixo de 100 mil nascimentos por ano, Portugal corre perigo da sua vitalidade.

Acho que não é grave, pois que quando éramos pouco mais que um milhão fomos uma das nações mais poderosas do Mundo! O que conta é a qualidade, não a quantidade. Aliás, a China está caminho de ser a potência mais desenvolvida do Planeta, reduzindo a natalidade para metade, e com 600 ou 700 milhões será uma timoneira da Terra!

Na economia globalizada, em que em tudo se trabalha para atingir sempre resultados superiores aos dos anos anteriores, verifica-se o paradoxo das políticas dos países industrializados não se preocuparem em apoiar políticas sociais, que permitam e estimulem maior produção familiar! Como é possível compatibilizar estímulo à natalidade se não há emprego ou é instável?

Como é que querem mais crianças se em vez de reduzirem o horário de trabalho ainda o querem aumentar para 60 horas? Como é que com tanto stress um casal relaxa para procriar? Como é que um casal (heterosexual) pode perspectivar ter três filhos? Onde garantir rendimentos para a educação? Para o transporte já não se pode ter um utilitário, mas sim um “carrão”por causa das cadeiras para crianças implicarem maior dispêndio!
O Povo diz que: “quem tem filhos tem cadilhos, quem não tem cadilhos tem.”.
Outro provérbio diz: “filhos criados trabalhos dobrados”.
Ter três filhos é ter três grandes problemas! Dar uns trocados no abono de família e mais um ou dois meses de licença de parto nada resolve. O trabalho na agricultura ocupou, durante milénios, a maioria da população mundial. Era bom ter muitos filhos para trabalhar porque a terra deles precisava!

Após a revolução industrial a riqueza passou para o tecido industrial, comércio, distribuição e assistência aos produtos vendidos. Actualmente, a maior indústria geradora de riqueza é o turismo para produzir descanso!
Passou-se da filosofia de enriquecer vendo os outros trabalhar para se enriquecer vendo outros a descansar!

Porque quase já ninguém quer ser lavrador e na ânsia de muito produzir, a mulher começou a ser vista como mais dois braços disponíveis; mais um simples número na máquina da produção, não como elemento matriz da sociedade e humanidade a preservar! Ora, se ao casal não são dadas possibilidades de criar três filhos, pelo menos, então não há sociedade, dita desenvolvida, que resista ao decréscimo da sua população! Como é possível produzir e querer vender a juzante, ou seja a consumidores, se não tratam de os produzir a montante?

Enquanto não apoiarem, verdadeiramente, políticas de estímulo à natalidade, não vale a pena lamentar que cada vez nascem menos crianças!
Não se esqueçam que ter filhos é ter sarilhos! Querem a solução chinesa?
Deixem-se de lamentações. Procurem matemáticos que resolvam a equação de pôr todo o mundo a trabalhar e a consumir! Quero ver.
Num sistema capitalista tudo se vende, tudo se compra, nada se dá.
Mas, uma criança não tem preço!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880
4510-204- S. Pedro da Cova

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

No natal há tanto stress!
tantas prendas querem ter!
que natal já nem parece
nem este chega aparecer|
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

Natal; energia da alegria!

É energia acumulada,
à espera de rebentar
na época mais desejada
para alegria manifestar.

Vive-se tanto em competição,
querendo tudo e sempre mais,
mas a humana maior ambição é
que todos os dias fossem natais!

O Homem nunca pode esconder
todo o bem que dentro de si tem,
que todos podem ver,
que é no Natal que mais sorri
para dar e receber muito
do que tem dentro de si!
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Autor deste original e inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
Sócio da SPA, nº 15727

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um clic

Um clic!

Era uma casa muito rica!
Tinha muitos candeeiros,
mas muita falta de luz!
Era tudo muito chic!
Infelizmente,
Não tinha um Menino Jesus
nem um clic para acender a divina Luz!
......dos candeeiros!
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Autor: Silvino Taveira Macaho Figueiredo
Gondomar

domingo, 20 de dezembro de 2009

Poetando eròticamente

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Gosto de poetar,
até eròticamente!..

Sim,
um poema erótico tem
algo de positivo,
algo de hipnótico,
faz crescer algo;
uns centímetros abaixo do umbigo!..

É o que acontece,
amor, comigo,
quando contigo sonho
e em ti me ponho,
em três dimensões,
ao cubo em éne posições!..

Aí, eu fico baralhado,
porque és boa de frente,
por trás e
até de lado!..

És toda maçã,
que como toda,
amorosamente!..

De manhã,
ao raiar do sol,
o que resta sobre o lençol
é líquda semente!..
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Autor, erotizado, deste poema:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Lareira



Junto a uma lareira,
onde o fogo sobe,
mas em nós preso fica
e arde em fogueira,
por outros ateada,
que em cinza se torna,
como se torna toda a acha,
toda a fogueira,
por maior que se ache,
por maior que dentro de si tenha!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

Lareira

Poema climático ao Pai-Natal

Poema climático ao Pai-Natal:

Pai-Natal,
espero que Pai-Natal me traga um poema,
não quero quinquilharias chinesas
nem cenas de cinema,
quero, apenas, renas,
carregadas de poemas de paz e de amor
e que, ainda,
por cima,
de Copenhaga prenda de bom clima me traga,
porque, senão,
futuros Pais-Natais,
devido à poluição,
nenhuma criança mais verão!

Não haverá renas,
com prendas para ninguém,
nem se verá no céu estrelas a brilhar,
só, apenas,
lantejoulas chineses, a bruxelear,
aluminando tristezas,
em natais,
com saudade do Natal,
a chorar do tempo
em que não morava nos Centros Comerciais!

Por favor, Pai-Natal,
de Copenhaga,
chinesices não me traga,
traga bom clima,
limpo, com mais luz,
já agora,
neste tempo de Natal,
traga luz do Menino Jesus,
para o Mundo,
para Portugal!

Pai-Natal,
desejo-lhe um Santo Natal,
e respire fundo,
para que melhor fique o mundo!
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Autor:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Bebo café, logo existo!

Bebo café, logo existo!

Depois do almoço
Ir a um Café,
Para tomar um e
Olhar à volta;
Para lugar nenhum!!

Ver e ser visto,
Pôr-me de pé,
Pagar o café e
Poder dizer:
-“Enfim, existo”

Fui ao Café, a pé,
Em passo ginasticado.
Prefiro a
Que me o tragam
Quando deitado!

Prefiro andar a pé
E ir ao Café!

Ver e ser visto,
Logo existo!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar 14/12/2009

Poema podre

Poema podre

Oiço palavras,
Que rasgam o silêncio do ar puro
E são seus algozes,
Que o violam,
Que lembram prendas
Em ruidosos embrulhos,
Comparo-os a entulhos,
a vazios odres
Ou a nozes,
Que quando abertas são podres!

Oiço palavras no ar,
Que devia ser papel,
Apenas para palavras de amor e paz embrulhar,
Mas não!

No ar anda toda a poluição,
Nele comparo palavras a vazios odres
Ou a nozes,
Que são podres quando as abro!

Perante isto,
Um poeta também se enerva
Também pode ser maroto
E dizer, num suspiro:
-”Não resisto.
Merda para o ar que respiro
E para a palavra quioto;
Palavra vazia
como vazio odre,
Como noz,
Que quando aberta.......
é podre!

Oiço palavras no ar,
como vazios odres,
como nozes....
podres!
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Autor deste original inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Sócio da Sociedade Portuguesa de Autores
Gondomar

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Cuidado com os toques

Cuidado com os toques

Foi num dia, sem querer,
Que te toquei nas mamas,
Agora andas pra’í a dizer
Que desde então "m’amas"!

Quem haveria de saber?
Quem houvera de contar?
Só por uma vez te mexer
Tenho agora que te "chupar"!

Há muito que falam os sábios
Que o amor tem que se lhe diga
Que após o encosto de lábios
Vem o encosto de barriga!

É preciso muito cuidado
Num amor sequer tocar,
Pois que o amor tocado
Pode logo começar a inchar!
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Autor destes toques:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque e Conde das Bocas)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Trezentos cavalos mal ferrados!

Era um bom negociante de gado. Especialista em gado asinino. Lentamente, de feira em feira, foi vendendo burros de melhor condição, até porque beneficiou dum subsídio para criar a espécie, em vias d’extinção! Não. Não era burro nenhum! Tanto é que dos muitos subsídios, que recebeu, poucos burros se viu, a não ser um Mercedes, de trezentes cavalos, novinho em folha! Aliás, de burros já tinha passado para o negócio de cavalos, e já era frequentador da feira da Golegã! Quem via desfilar seus burros e cavolos ãhs de espanto exclamava!

Como a sua ascensão económica foi muito rápida, ele não teve muito tempo em se adaptar do galope dos cavalos aos trezentos cavalos do Mercedes. Não. Não era um Mercedes chinês, comprado numa loja dos trezentos! Era mesmo um Mercedes, a sério, com trezentos cavalos sob o capot. Como era muito religioso, muito crente, era raro enganar toda a gente! Sempre havia quem escapava! A prevenir tinha posto um terço e uma imgagem de Nº Srª de Fátima, a baloiçar no interior da bomba! Todavia, como também era muito supersticioso, não fosse o diabo tecê-las, mandou colocar uma ferradura prateada na grelha do radiador, contra o mau olhado. Má vista teve ele, quando, naquele dia, pouco tempo após ter comprado aquela máquina, (constava que para impressionar o futuro parceiro, dono duma coudelaria de Alter do Chão) despistou-se e espatifou o carro e a vida.

Verificado o óbito, a opinião médica foi que ele morreu do acidente, enquanto que, sabem como é?!, o perito da companhia de seguros, ao analisar os destroços, vendo só aquela ferradura no radiador, vertiu para o relatório que ”que divido ao Mercedes ter trezentos cavalos, mas só uma ferradura, o acidente deveu-se aos restantes cavalos não estarem devidamente ferrados. Eram muitos cavalos para uma só ferradura!”.

Até hoje, não se sabe como acabou a batalha jurídica, para os familares receberem a indemnização, visto que havia um seguro contra todos os riscos. Quanto a Nossa Senhora de Fátima não ter evitado o acidente, atribuiu-se ao facto de ela enjoar nas curvas. Ora, foi, precisamente numa curva que ele entrou a direito...! Pró céu?
De burro ou a cavalo!?
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Poema caído do céu!

Ondas
cansadas
de no mar navegar
subiram ao céu
e lá ficaram a descansar
em camas de algodão em rama
a engordar
a criar barriga
pesadas
até que
saudades da terra começaram a chegar!
logo lágrimas
tornadas água
tornadas chuva
cairam sobre serras
rolaram por vales
embarcaram em rios
e ao doce lar do mar regressaram
tornadas ondas meninas
em espumas de champanhe!

Quando
cansadas de brincar
sobem novamente
frequentemente ao céu
por um elevador colorido;
um arco-íris
que fica no céu a pairar!

Olhamos
queremos arco-íris imitar
ou ser!

Pode ser que
seja um de nós
quando
novamente chover.

Quem sabe?
Pode ser.
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Autor deste original inédito: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)

domingo, 29 de novembro de 2009

ASTROLÁBIO!

PARA MEU LONGO CAMINHO
NOS BOLSOS GUARDO TEUS LÁBIOS;
SÃO SEMPRE MEUS ASTROLÁBIOS
QUANDO PERDIDO; SÓZINHO!
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Autor deste original,ínédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Não pare, não escute, não olhe.

NÃO PARE, NÃO ESCUTE, NÃO OLHE!

Quem anda à chuva molha-se. Inventou-se a proibição das escutas ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da Assembleia, com o justificação de proteger a dignidade da função! Quer então isto dizer que um cidadão, que pode ser um devasso, um depravado, um corrupto, mas depois de eleito num desses cargos a dignidade da função funciona como um escudo protector que o dignifica!?
Ora, a ética republicana obriga a que seja exactamente ao contráriro, ou seja o cidadão é que tem de dignificar a função. Os comportamentos impróprios têm de ficar à porta da dignidade da função! Havendo indício de ilícitos, e porque do alto é que deve vir os bons exemplos, uma vez iniciada a investigação, pelos meios legais ao dispor, a mesma não pode esbarrar em impunidades que possam conspurcar a dignidade dum estado republicano. A lei é igual para todos. Se não é tirem a venda aos olhos da justiça!
Esta discussão das escutas legais ou não, só porque mete peixe graúdo, faz-me lembrar a discussão sobre o futebol, sobre os eventuais penaltis, com cada árbitro a ter a sua opinião sobre o lance!
Mas, neste caso das ilegalidades em escutar as principias personalidades do Estado leva-me a tomar medidas preventivas, ou seja:

1º- O Sr. Presidente da República, o Sr. Primeiro-Ministro e o Presidente da Assembleia da República vão falar na Televisão ou na Rádio? Então desligo.
Não quero cometer iliegalidades. Estou proibido de escutar!

2-º Se os vir na rua, deles fugirei. Não quero conversas! Não vá puxarem dum telefone! Estou proibido de escutar!


3-ºEncontro-os numa praia de nudismo? Fugirei, a sete pés.
A dignidade da função protege- os dos falos alheios.

Como pagamento, com a mesma moeda, deviam a ficar a falar para o boneco!

Realmente, este país é uma tragédia que dá para rir,
com tanta indigna dignidade de função! Para quando um país digno, sem tantas discussões de direito, que o mantém tão torto!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880—4510-204---S.Pedro da Cova-GONDOMAR

domingo, 15 de novembro de 2009

O POVO ESTÁ À ESCUTA

O episódio das escutas a empresário de sucatas, que alegadamente bebeficiava das tradiconais cunhas portuguesas, para obter vantagens nos seus negócios, veio despoletar o que todos nós sabemos: anda meio-mundo a corromper outro meio!

Claro que, no reino da utopia, seria bom que exemplos de boa gestão pública viessem de cima, mas, infelizmente, o que se vê é que quem está na política não é para srevir o Povo, mas sim para dele se servir! Esta é uma conclusão lógica, em virtude dos casos de corrupção verificadas nas autarquias e por altos responsáveis governamentais.

Não se compreende o facto de não se investigar o enriquecimento ilícito ou não devidamente explicado.
O Povo nota, perfeitamente, o conluio entre os políticos, com poder decisório, para que não se avance com medidas radicais de pesadas penas de prisão e perdas patrimonias para os corruptos.

A única explicação é que neste sistema rotativo de poder, ora PS. ora PSD, todos se deitam na mesma cama dos negócios e cobrem-se com a mesma manta. De modo que não vale a pena acusar este ou aquele partido, porque dificílmente há quem possa atirar a primeira pedra! Mas, atendendo ao ponto a que chegou a corrupção em Portugal, a um nível tão baixo de sucata e de sucateiros, que dentro da mesmo lógica e por motivos de limpeza seria desejar que aparecesse alguém a comprar a sucata destes políticos.
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Autor: Silvino Taveira Macado Figueiredo
Rua das Bocas, 880—4510-204 S. Pedro da Cova-
Gondomar

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Cesto de castanhas

CESTO DE CASTANHAS
Castanha
Crua ou assada
Lembra-me S. Martinho
Lembra-me minha amada
Comigo assada no quentinho!

Amor
Descascaste-me uma castanha
Como amor a meteste em minha boca
Depois continuamos a apanha
Trocando-de de boca a boca!

Uma castanha quente
Na boca dá halo de quentura
Quando a minha em tua boca
Há um halo de ternura!

S. Martinho foi um santo
Aqueceu um coração
Amor
Faz-me outro tanto
Sê tu o meu verão

Uma castanha
Pela boca entra
E misteriosamente se desfaz
Quando um homem menos intenta
Sai-lhe uma castanha por trás!
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Autor deste cesto de castanhas:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de Saint Pierre de Lá.buraque)
S. Pedro da Cova-Gondomar

Espelho interior

ESPELHO INTERIOR
Quando me olho ao espelho
Vejo as roupas com que me visto
O calçado com que me calço para
Andar sem percalço
Mas não resisto
De me perguntar
Se é nas roupas que existo
E se
De novo a velho
O Homem vive para o espelho?


Pena que O Homem
Até agora Até ao momento
Não tenha inventado um espelho
Onde além de se ver por fora
Também se veja por dentro!

É que
Não resisto
De me perguntar:
Quando aos espelhos nos vemos
Se de novos a velhos
É para espelhos que vivemos?!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
14/11/2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

POESIA DERROTADA

Pede-se à poesia
Que se busque a beleza na fraqueza da natureza humana
Mas
Perante tanta violência
Tanto crime
Tanta guerra
Tanta corrupção
A poesia sente-se derrotada
Condenada à rendição!
Sem forças para cantar o bem e o amor!

Amor?
Amor de e a quem?

Mas
Se eu
No meio de tanta humana hipocrisia
Não posso cantar o amor
Então haja quem
Eu não

Para mim é demais!

Se em teoria
Dizemos que o Homem é um animal
Na prática somos mesmo animais!

Porém,
Se a poesia,
Por opção cantar a humana hipocrisia, então
Será um acto de elevação!
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Autor:Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
14/11/2009

domingo, 8 de novembro de 2009

Cruzes canhoto

CRUZES CANHOTO
No Homem, dito ser racional, não há nada mais perigoso que o seu lado animal e irracional. Tudo o que é possível provar é coisa concreta e definida, mas tudo que entra no dominío da incerteza dá azo às mais variadas interpretações.
As religiões disso são o exemplo, porque são constelações neblosas!
Quem estudar a história da criação do Universo, nas mais variadas civilizações, a sua origem centra-se em explicações várias, de raízes divinas, e os homens sempre a elas ligadas por diversos rituais, por homens criados ao longo de milhões de anos até à actualidade, representados nas mais variadas formas “divinas”, animistas ou outras! O corte com todo o paganismo, até aí reinante, foi a ideia de um deus único, que prometia a vinda do Messias para salvar o mundo. Apareceu Cristo, tido como Messias por uns, mas rejeitado por outros! Aliás, as religões assemelham-se à venda de detergentes! Cada uma promete lavar a alma e torná-la mais branca do que a concorrência! Tem sido um penoso caminho, após a Revolução Francesa, que a sociedade foi-se laicicizando, libertando-se do poder religioso, que detinha o poder de determinar e aprovar a vida e costumes dos laicos!
Os Estados ganharam força de se libertarem da osmose entre Igreja e Estado, e em Portugal foi estabelecida a constitucional separação de poderes, ou seja: a Igreja estabelece regras para as almas, o Estado para os corpos. Assim, lógico é pensar que uma escola não é um templo divino, nem uma sala de aulas de matemática ou de física é um espaço para ofícios divinos. Tudo que é do Estado e o representa deve estar desprovido de símbolos religiosos, porque não pode ser terreno de cismas! Cruzes canhoto.
Se quizerem, por mim, cada um pode usar uma cruz ao peito, mas não pode obrigar que um Cristo, numa cruz crucificado, esteja fixado numa parede duma escola do Estado, para dar um ar de santidade!
Aliás, actualmente parece que não há cruzes que cheguem para afastar os diabos que reinam nas escolas, sem que também estejam visíveis em qualquer lado! Para terminar, lembrem-se que a tendência é para afirmar que é Deus só há Um, mas todos sabemos que cada um tem o Seu, mas o Estado não deve ter Nenhum.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880---4510-204...S. Pedro da Cova

terça-feira, 3 de novembro de 2009


ADIVINHEM O CULPADO
Nas seis freguesias mais urbanas de Gondomar, cercadas pelo perímetro do arco da Estrada D. Miguel, vivem 111.726 dos 140.459 eleitores gondomarenses; 80% do total do Concelho, factor agravado ao longo do consulado do Sr. Major. O progresso nas freguesias além da Estrada de D. Miguel é pouco mais que no papel! Fora do mencionado perímetro vivem os restantes 20% do eleitorado, dividido pelas seis freguesias mais rurais: Lomba, Melres, Covelo, Medas, Foz do Sousa e S.Pedro da Cova! Esta última, com os seus 14.922 eleitores, tem mais 1.111 eleitores que todas as outras juntas, mas nem edifício próprio tem para sede de Junta de Freguesia, pois que, há dezasseis anos, está instalada numa exígua área dum térreo apartamento, alugado e nem mastro ostenta para içar a bandeira do Município ou a da República! De quem é a culpa? Adivinhem.
Aliás, a Assembleia de Freguesia, por falta de espaço, reúne nas instalações do pequeno Museu Mineiro, antiga Casa da Malta! Será que toda a Freguesia de S. Pedro é o Museu que Gondomar não tem? O Sr. Major gaba-se de ter feito muita obra em Gondomar, mas em S. Pedro é o que se vê! Revela mais tendência para animador artístico-popular, promovendo excursões, idas a quintas malafaianas e animador de almoços. Depois recolhe as “gorjetas políticas”, ( votos) mas mostra falta de sentido de justiça e equidade para com todas Freguesias! Será por S. Pedro, a terceira maior freguesia em área e a quarta em eleitores de Gondomar, ter sido quase sempre uma freguesia governada pela CDU, que, além do edifício próprio de Junta nem um simples jardim público merece?
De quem é a culpa? Adivinhem. O que S. Pedro tem é a rica “prenda” do Sr. Major, que lá pôs, em seis bairros sociais, um total de 973 fogos, quase 50% do total instalado em Gondomar! Aí sim, S. Pedro é rica em problemas sociais e de insegurança!
Quem é o culpado? Adivinhem. Estará em Gondomar?
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880----4510-204 S.Pedro da Cova-Gondomar

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pregar aos peixinhos

Pregar aos pexinhos

O fazer reformas e mexer com interesses corporativistas; na educação, na saúde e na justiça, entre outros, levou à reacção de anti-corpos governamentais. Uma série de medidas tomadas começaram a dar seus frutos. Porém, como não há bela sem senão, a crise financeira mundial levou à travagem dos caminhos traçados, com o consequente aumento do desemprego, que só se combate com o desenvolvimento económico e a respectiva oferta de postos de trabalho. Nesta situação de crise, qualquer governo é, tendencialmente, visto como responsável ou inapto para resolver os problemas, em caso de maioria absoluta, então, é considerado, absolutamente, responsável por tudo! Nas últimas eleições, como “castigo”, o povo retirou a maioria absoluta ao Governo! Nas últimas eleições, o partido governamental, após apresentar, claramente, suas propostas, ficou só com a maioria relativa! Deste modo, no Parlamento, visto que a Oposição tem dito não querer coligar-se, há fortes probabilidades de instabilidade ou até mesmo o derrube do Governo, mas se a Oposição colaborar com o Governo só ganha com isso, caso contrário perderá bases de apoio, porque o povo não gosta de quem não quer ajudar.
O interesse nacional exige a solidariedade de todos os partidos na acção governativa, não o mero exercício do folclórico bota-abaixismo, que não leva a lado nenhum, a não ser a novas maiorias absolutas. Os partidos pequenos têm, agora, uma boa oportunidade de mostrarem a sua colaboração e não transformarem a Assembleia da República num circo, de bons falantes, que apesar de ter bons trapesistas linguistas, tenderá a ser visto, pelo Povo espectador-eleitor, só como palhaços! Depois não se admirem se, com o veredicto do Povo, levarem com uma maioria em cima. Portem-se bem.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880----4510-204 S. Pedro da Cova
Gondomar

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O CHARUTO FICOU CURTO!

O facto de alguns candidatos às autárquicas terem problemas com a justiça tem levantado discussão pública sobre a ética da vida pública e a sua eventual correcção. Felizmente que em dois dos quatro casos mais mediáticos; Felgueirras, Marco de Canvavezes, o povo já não foi em cantigas de exacerbado populismo e deu o seu veredicto popular, nas urnas, de culpados aos candidatos processados!
Já em Gondomar, o eleitorado foi “mauzinho”, pois que retirou a maioria a Valentim e obrigou-o de ter de “aturar” a maioria do PS e do PSD! Mais valia ter perdido. Acabava-se o sofrimento de ter de penar até ir embora, de vez! Já não mais tem a força e a prosápia da maioria absoluta! Verdade que tudo fez , através de muitas mordomias oferecidas ao eleitorado, para manter os 57% dos votos do último mandanto, mas, deste vez, teve menos 15% de votos. Quem teve 57% foi a oposição! Pois é... pois é...Realmente, em Gondomar mandaram os gondomarenses, que, já fartos de sopas de nabos, não votaram Valentim. Penso que, seja por imperativos dos processos judiciais em curso, seja por saturação psicológica e por dificuldades acrescidas, Valentim vai cair dentro em breve.
Nota-se que está em queda livre e nem tem a força nem os apoios que tinha! Para Isabel Santos, do PS, e Rui Quelhas, do PSD, desde que não inquinados, treinarem e mostrarem o que valem, para estarem prontos a se recandidatarem a governar e a limpar Gondomar, quando o circo do Major for desmontado! Qualquer deles, desde que sérios e trabalhadores, é melhor que Valentim, teve oportunidades, de ouro, para ficar na história por ter feito obra por Gondomar e não por ser acusado de tantos crimes, de ordem vária! Não é mais valia para a política nem recomendável para qualquer cargo de confiança de qualquer empresa, muito menos para uma Câmara. Pode a justiça, legalmente ilibá-lo, mas o povo já começou a castigá-lo.
Tenho pena que assim seja. Pena que não haja espelho para que vergonha se veja! A vergonha sente-se. ou não. Ora, já se sabe como os desavergonhados são!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

Valentim perdeu a graça!

Valentim

muito manhoso e astuto

encurtou o charuto!

Perdeu sua graça!

Desde o menino ao adulto

quando na rua há tumulto

já não é Valentim que passa!


Valentim perdeu a graça,

encurtou o charuto

e espera da justiça indulto!



Valentim vai esperando

e no fogo da vergonha dos processos
se vai queimando!

Valentim
no tempo que passa
perdeu a graça!

Valentim caíu em desgraça!
Seu charuto curto
já não faz tanta fumaça!

Gondomar já não é seu cinzeiro!
Pois é... pois é...!

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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

Gondomar

sábado, 10 de outubro de 2009

Poesia aérea!

POESIA AÉREA!
Os mares e os oceanos,
Na sua dimensão,
São fixos na sua ondulação!
A poesia não!

As árvores e as florestas
Estão em seus lugares
No seu vegetar,
Na sua vegetação!
A poesia não!

As areias,
Que grão a grão fazem desertos,
Fazem tempestades,
Mas caem e se fixam no chão!
A poesia não!

A poesia anda no ar,
Nele se transporta,
Se transmuta,
É amorosa,
É doce,
É ácida ou cicuta,
É brisa que afaga,
Rajada que esmaga!

A poesia não se quer fixa,
Mas sim, como pombos,
Alada no ares,
Em todas as direcções,
Em busca de pombais perdidos,
Levando mensagens de amor e paz
Aos corações de paz
E de amor esquecidos!

Os pombais estão no chão,
A poesia não,
Anda
E chega pelo ar!
.................................xxxxxxxxxxxxxxxxx..................................
Autor:Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
10/10/2009

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cântico alado.

(Tema: “Despede-se o canto das aves)

CÂNTICO ALADO

Das quatro,
Da mais florida,
Sob a batuta so Sol
Sobre pautas do verde
Ou em pleno voo
Ouve-se musicais tesouros,
Com penas,
Que cantam ou assobiam,
Celestiais poemas de vida,
Entre eles os da criação,
Na Primavera e no Verão,
Nas suas manhãs e tardes!

Eis filarmónicas de pássaros
E aves!

Porém,
Chegado o Outono
E o Inverno
A música é mais contida!

Apenas treino, para,
Em pleno,
-Chegada a Primavera-
Cantarem, de novo,
A vida!

As aves não se despedem da vida,
Apenas renovam penas,
Como dos poetas novos poemas emergem,
Na estação mais florida!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
( o figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar, 9 de Outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Valentim: Padroeiro de Nabal!

Valentim: padroeiro do nabal!

Gondomar tem o que merece
Tem um autarca processado
Mas o povo disso se esquece
E ama
Ama um “condenado
”Que é tão, tão boa pessoa!
Que dá bilhetes para concertos
Almoços e idas à Malafaia
E voos até Lisboa
Desde a avós a netos!


De muitos crimes acusado
A gondomarenses não interessa
Nele vota muito, muito nabo
Mesmo que nabo não pareça!
E até será natural
Que com tal santidade,
Será o padroeiro do nabal
Para toda a eternidade!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Loureiro, pá" ( texto aromático, do Figas)

LOUREIRO, PÁ!

1º-Qual a terra, cujo Presidente e seu vice estão muito processados e de novo candidatos? Terra de loureiro, pá!

2º-Qual a terra que viu a retirada de confiança ao seu presidente e seu vice, por parte do do partido a que pertenciam' Terra de loureiro, pá!

3º-Qual a terra, cujos autarcas têm mais processos em Portugal? Terra de loureiro, pá!

4º-Qual a terra, cujo presidente dá bilhetes para o Tony Carreira? Terra de loureiro, pá!

5º-Qual a terra, cujo candidato tem a filha em terceiro lugar na lista? Terra de loureiro, pá!

6-ºQual a terra, onde o povo é tão feliz que nem liga ao que a justiça diz? Terra de loureiro, pá.

7º- Qual a terra, cujo presidente e vice se forem "dentro" fica a filha do presidente a governar? Terra de loureiro pá!

8º-Qual a terra, cujo clube ganhou ao Benfica, mas agora está pelas ruas da amargura? Terra de loureiro, pá!

9º-Qual a terra, ambrosiana, que só era boa para pastar carneirinhos, mas que afinal foram para pasto dos cavalos dos autocarros dos STCP? Terra de loureiro, pá!

10-º Qual a terra do pois é.... pois é....? Terra de loureiro, pá?

Pois é! Acertaste! Tens um prémio! Podes ir ao pois... é, pois é.... e levantar os prémios: bilhetes para o Tony, ida a Fátima ou à Quinta da Malafaia, voar té Lisboa ou passear no Rio Douro, ou até mesmo um electro-doméstico à escolha.
-"Quel tal?"
-"Porreiro, pá!"
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar




O SOL GRELHADOR!
Num final de tarde, um avô passeava os netos pela praia. Junto à água estava um pescador, rodeado de alguns peixes. Avô e netos olhavam os peixes, que já davam uma boa comidinha!

-“ Olha, avô, peixinhos! Eu gosto de peixinho grelhado, com batatas fritas”, disse um neto.
-“Gostas? Perguntou o pescador.
-“Gosto”
-“Eu também gosto muito”, disse outro rapaz.
-“Eu até comia, agora, um peixinho grelhado, com batatas”, disse uma rapariga.
-“Ai, sim?!,” disse o pescador. Então, vou grelhar peixinhos, para vocês”
-“Como pode ser isso se não há lenha aqui, para fazer uma fogueira?”,
perguntou. o avô dos netos.

-“Eu gosto de crianças e sou amigo do sol. Eu falo com ele e resolvo já o problema”
Então, o pescador chamou o sol , que já ia a caminho da sua caminha, e disse:
-“Ó Sol. Podias-me fazer um favor. Antes de te ires deitar podias sentar-te dois minutos aqui sobre estes peixinhos, porque estes meninos gostam muito de peixinho grelhado.
-“É para já,” disse o Sol
-“Afastem-se enquanto eu trabalho”.

Todos se afastaram. O Sol desceu do céu e sentou-se, durante pouco tempo, sobre os peixes. Quando estes começaram a fumegar e a cheirar a peixe grelhado, o Sol, que já estava um pouco atrasado, mandou vir uma rajada de vento, que o empurrou outra vez para o mar, para ir nanar!
O avô, entretanto, tinha comprado um pacote de batatas. Depois, todos comeram peixinho, com batatas. No final dissseram obrigado ao Sol e ao pescador!
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Autor: Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque. Sócio 15727 DA SPA.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ai Valentim Valentim

Ai Valentim Valentim,
que tal povo nunca viste;
povo de estranho calibre:
podes ser patife, sem fim,
que sempre alegre o povo vive!
e tu ficas muito contente
por em ti votar tão triste gente!

Não, tu não enganas ninguém,
o povo é que quer ser enganado,
julgando ser esmola o que de ti vem
sem querer saber donde ganhado!

Quem sabe se não és promovido
ou até mesmo beatificado!
tu és do povo tão amigo,
mesmo que crucificado!

Continua a ser como és,
o povo é que tem de descobrir
se desde que cá puseste os pés
andaste sempre a mentir!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

domingo, 4 de outubro de 2009

O GOVERNO QUE PONHA OS OLHOS EM GONDOMAR

O GOVERNO QUE PONHA OS OLHOS EM GONDOMAR

“Em tempo de crise, e consequente contenção de despesas, a Câmara de Gondomar parece não estar preocupada com a época das ‘vacas magras’.
No seu folheto eleitoral, que Valentim Loureiro anda a distribuir pelo Concelho, o recandidato à autarquia como independente puxa dos galões como autarca. Faz saber orgulhosamente que "entraram nos últimos dias, e vão, ainda ser admitidos, um total de cinco centenas de colaboradores" na Câmara. E não se tratam de promessas eleitoralistas. Os concursos públicos publicados nos jornais nos últimos dias comprovam-no.”
O que mais me impressionou nesta informação, publicada num jornal diário, em 3 de Outubro, é o facto de a Câmara de Gondomar, que até há pouco tempo o número dos seus funcionários não chegava a mil, mas, de repente zás, precisar de mais de quinhentos! É obra!

Será que por ser o último mandato do Major, se ganhar vai ser uma gestão descuidada, do género do quem vier atrás que feche a porta?
Se não for assim, então o Governo deve copiar os bons exemplos da Câmara de Gondomar, que, para combater o desemprego, admite mais quinhentos funcionários. Se todas as Câmaras fizerem o mesmo, serão criados mais de cem mil novos postos de trabalho! Qual dar almoços e pagar excursões, de todo género, ou até mesmo dar bilhetes para concertos do Tony Carreira, comparado com dar postos de trabalho? Logo quinhentos!

O Governo, em vez de se queixar que tem funcionários públicos a mais devia aumentar em mais 50% os seus quadros. Deste modo, com a admissão de mais uns 300 mil funcionários, resolvia-se o problemas do desemprego!
Fazer o quê? Perguntem ao Sr. Major Valentim, porque se uma Autarquia for comparada a uma colmeia de abelhas, o aumento do número de abelhas pode não aumentar a produção de mel, mas fazem mais cera! De certeza! E a cera, como sabem, também se vende!
........................xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx........................................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880
4510-204 S. Pedro da Cova

O GOVERNO QUE PONHA OS OLHOS EM GONDOMAR

O GOVERNO QUE PONHA OS OLHOS EM GONDOMAR

“Em tempo de crise, e consequente contenção de despesas, a Câmara de Gondomar parece não estar preocupada com a época das ‘vacas magras’.
No seu folheto eleitoral, que Valentim Loureiro anda a distribuir pelo Concelho, o recandidato à autarquia como independente puxa dos galões como autarca. Faz saber orgulhosamente que "entraram nos últimos dias, e vão, ainda ser admitidos, um total de cinco centenas de colaboradores" na Câmara. E não se tratam de promessas eleitoralistas. Os concursos públicos publicados nos jornais nos últimos dias comprovam-no.”
O que mais me impressionou nesta informação, publicada num jornal diário, em 3 de Outubro, é o facto de a Câmara de Gondomar, que até há pouco tempo o número dos seus funcionários não chegava a mil, mas, de repente zás, precisar de mais de quinhentos! É obra!

Será que por ser o último mandato do Major, se ganhar vai ser uma gestão descuidada, do género do quem vier atrás que feche a porta?
Se não for assim, então o Governo deve copiar os bons exemplos da Câmara de Gondomar, que, para combater o desemprego, admite mais quinhentos funcionários. Se todas as Câmaras fizerem o mesmo, serão criados mais de cem mil novos postos de trabalho! Qual dar almoços e pagar excursões, de todo género, ou até mesmo dar bilhetes para concertos do Tony Carreira, comparado com dar postos de trabalho? Logo quinhentos!

O Governo, em vez de se queixar que tem funcionários públicos a mais devia aumentar em mais 50% os seus quadros. Deste modo, com a admissão de mais uns 300 mil funcionários, resolvia-se o problemas do desemprego!
Fazer o quê? Perguntem ao Sr. Major Valentim, porque se uma Autarquia for comparada a uma colmeia de abelhas, o aumento do número de abelhas pode não aumentar a produção de mel, mas fazem mais cera! De certeza! E a cera, como sabem, também se vende!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880
4510-204 S. Pedro da Cova

sábado, 3 de outubro de 2009

Lucubrações dum eleitor

LUCUBRAÇÕES DUM ELEITOR

De repente, na noite escura, comecei a lucubrar: “espera aí, o Valentim, se for eleito e se o recurso sobre a sua condenação for recusado e confirmada a pena, que o levará à perda do mandato, então quem é que o vai subistituir? o José Oliveira, seu Vice, também metido em alhadas e condenado, embora à espera da decisão de recurso interposto?

Ora, os dois correm o risco, se não antes corridos pelos eleitores, de serem corridos pela justiça. Nesse caso quem assume a presidência da Câmara de Gondomar?
É filha, que está em terceiro lugar na lista do Major?
É verdade, será ela. Não haverá novas eleições, disseram-me.
Deve ser por isso que ela já está treinar nos cargos que o pai lhe deu , como se pode ver pelos pelouros onde está a “estagiar”.

Esta situação deve ser única em Porugal, com pai e filha na mesma vereação, a governar uma Câmara!

Será que o povo gondomarense está bem ciente do que que se passa e do que eventualmente se passará? Votar no pai mas ser a filha a governar Gondomar?

Além do mais, o Major não oferece garantias de não ser condenado nos processos que ainda tem pela frente”
Pronto. Acabei de lucubrar. Depois não digam que não sabiam.
Agora podem votar, mas com mais conhecimento!

Vereadora
Dra. DANIELA Jorge Pinto de Loureiro HIMMEL
pelouros:
Departamento de Gestão Urbanística e Obras Particulares
Divisão de Contabilidade
Secção de Compras
Secção de Planeamento e Gestão Financeira
...................xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.............................
Autor: Silvino Taveira Macahdo Figueiredo

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Carta aberta ao Senhor Major


CARTA ABERTA AO SENHOR MAJOR

Sr. Major, alguém meteu na minha caixa do correio o seu programa eleitoral; tempo perdido para cativar meu voto. Dei-o a si, para vir para cá, agora quero que se vá.

É normal e dever apresentar objectivos, porém, ao ver as suas trinta prioridades, (concordo com algumas) fiquei surpreendido pelo facto de, no meio de tantos objectivos, não constar a construção do edifício de sede própria, para a Junta de Freguesia de S. Pedro da Cova, reivindicação feita desde o seu primeiro mandato, mas até agora não satisfeita. O senhor tem feito ouvidos de mercador a tão nobre e justa aspiração!

Será por falta de área ou por falta de dinheiro? S. Pedro da Cova é a terceira freguesia, em área, e com 14922 eleitores a quarta! Explique lá, Senhor Presidente, se é que dá para entender, a razão do senhor fazer grandes obras, mas não ser capaz, nestes dezasseis anos, de dotar S. Pedro da Cova com o símbolo máximo da representação do poder local; uma sede de Junta. Alegue tudo, excepto impotência política..

As actuais instalações, provisórias, são num apartamento alugado, que nem mastro têm para içar a bandeira Portuguesa . Como é possível pactuar com esta situção?!

Não acha que é manifesta falta de sentido de Estado, permitir que S. Pedro da Cova seja a única Freguesia, do Concelho, sem sede própria de Junta?
O senhor, já viu Concelho sem seus Paços ou Monarquia sem Palácio Real? Que mal lhe fizeram os Sampedrenses?
Será por a maioria dos executivos da Junta terem sido socialistas ou comunistas?
O senhor diz que é um amigo dos Gondomarenses, mas olhe que para os Sampedrenses não tem demonstrado tal. Explique lá as suas razões. Deve tê-las.

Já agora, na sua resposta., diga lá para quando a implementação do Museu Territorial Mineiro e um Parque Urbano, além de melhores políticas de apoio aos bairros sociais, que o senhor semeou na freguesia mais “contemplada” do Concelho, mas ainda sem a prometida esquadra policial. Se quiser, pode responder via postal.
Sou, atenciosamente, um cidadão da oposição. Também os há.
..............................................xxxxxxxxxxx..................................................
Assina: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880----4510-204 S. Pedro da Cova

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A história do senhor Pu que morreu abafado!

A história do senhor Pu que morreu abafado!

O senhor Pu fora bem educado!

Tinham-lhe ensinado a não meter o nariz onde não fosse chamado.

Senhor Pu assim fazia,

Até que

Como era muito viajado,

Um dia, chegou a Meca,

E com espanto viu muito árabe

A rezar, de rabo para o ar,

Senhor Pu muito admirado estava,

Até que pu pu ouviu

Então,

Como pensou que chamavam por ele,

Donde saía o pu seu nariz meteu,

Coitado do senhor Pu,

Mas, o senhor Pu era bem educado!

Que pena ter morrido abafado,

Contudo foi porque meteu o nariz onde fora chamado!

Cumpriu o seu dever!

Também se não o metesse no sítio que meteu,

onde o iria meter?

............................xxxxxxxxxxxxxxxx................

Nota do Autor. O senhor Pu descendia de alta linhagem de Pus, bem situados na governação e senhores dos destinos de muitos pus pequeninos!

Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo, sócio Nº 15727, da SPA.

( o figas de saint pierre de lá-buraque)

Adeus senhor presidente

ADEUS SENHOR PRESIDENTE

O discurso do Sr Presidente da República Portuguesa, que pretendia esclarecer os portugueses, deixou-os mais confundidos. Foi mais um discurso de quexinhas pessoais, armado em estóica vítima de manipulações, de pressões e de encostos!
Do que le falou, do que acusou, acho que, para ser consequente, seria matéria para apresentar queixa nos tribunais e não mandar apenas umas bocas confusas e solenemente retirar-se.

Acho que o Presidente é melhor em gerir silêncios e tabus, porque quando abre a boca chega-se à conclusão de que mais valia estar calado.

O Sr Presidente achou que devia falar nos termos em que o fez, mesmo que os mesmos origininassem custos pessoais. Pois, por mim, adeus Sr. Presidente.

O castigo que lhe dou é estar mais dois anos a penar em Belém, a pastéis, fingindo que é um factor ético de estabilidade. Vê-se!

Coitados dos portugueses. Já não bastava a crise. Agora ainda têm de aturar as crises presidenciais!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

terça-feira, 29 de setembro de 2009

ELEITORES EM MÁS COMPANHIAS

Não haja dúvida, que a maioria dos portugueses, dizendo-se católicos, pouco ligam ao que a Igreja diz, tal como nas campanhas autárquicas os eleitores ignoram a ideologia dos Partidos e votam de acordo com empatias com os caciques locais, que entretando os apaparica com passeios, almoços, excursões terrestres e fluviais, bilhetes para concertos, etc, ou seja dando bananas, mas conservando a propriedade do bananal!

Vejamos o que se passou em 2005 , em Gondomar, em que Valentim, como independente, teve a maioria, apesar da maioria dos Gondomarenses ser de esquerda e parece que se vai passar o mesmo em 2009. Oxalá que me engane.

Nas últimas eleições legislativas, a maioria de esquerda ultrapassou os 60% , no entanto, espera-se para ver o que a maioria dos eleitores Gondomarenses vai fazer aos seus votos de esquerda e também da direita; se votam nos candidatos indicados pelos seus partidos ou se votam Valentim, dito independente, sem que este seja ou tenha apoio de qualquer partido e seja um dos autarcas mais processdos de Portugal!

Se elegerem Valentim, ficará demonstrado, à saciedade, que os eleitores não ligam puto às indicações dos partidos e à sua ideologia.
O eleito disso não tem culpa, mas sim eleitores, que elegem candidatos desta categoria!
Se tal acontecer dará para pensar no aforismo popular:
“Diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és”.
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Autor. Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880.
4510-204. S. Pedro da Cova
Gondomar

domingo, 27 de setembro de 2009

Fuga dos trabalhadores do PSD!

Em resultado da vitória do Partido Socialista e da oposição do P.S.D ao TGV e às auto-estradas a Manuela Ferreira Leite vai promover protocolos de acolhimento aos trabalhadores do P.S.D, por parte de países que precisem de caminhos de ferro, a vapor, permitindo, assim, que cabo-verdianos e ucranianos venham fazer o TGV, o novo Aeroporto e as auto-estradas! É de realçar o espírito de solidariedade da senhora para com os sub-desenvolvidos, pois que, deste modo, favorece o relacionamento de Portugal com África e com o leste europeu, além das asseguradas remessas dos emigrantes do PSD resultantes do seu trabalho nas ferrovias, a vapor, nas estepes ou savanas!
As remessas dos emigrantes, mesmo que não venham a alta velocidade serão sempre bemvindas.
Obrigado MFL.
Venham daí os ucrabianos e cabo-verdianos.
Agradeçam à senhora!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Exercício do veto


Exercício do veto

1º-Um autarca, dos mais processados de Portugal, pode dar garantias de que terminará seu mandato, (caso ganhe) e que a qualquer momento não será detido?
Não.Então, eu veto.

2º-É mais valia para Gondomar um governante, que já não capta confiança junto de qualquer governo?
Não. Então, eu veto.

3º-Com Valentim, no poder desde 1993, Gondomar deixou de estar na cauda do progresso na área metropolitana do Porto?
Não. Então, eu veto.

4º-Gondomar tem três cidades, mas nelas não há Parques de Cidade, (dignos desse nome) para fruição de seus habitantes!
Então, eu veto.

5º-Gondomar; capital da filigrana e da ourivesaria, nem museu tem da arte que mais o representa!
Então, eu veto.

6º-Gondomar é tão atrasado, que até a Freguesia de S. Pedro da Cova ainda não tem edifício próprio de sede de Junta.
Então, eu veto.

7º-Um autarca presidente, que meteu sua filha a vereadora, responsável por.: Divisão de Recursos Humanos
Gabinete de Estudos Estratégicos, Secção Administrativa, Secção de Apoio aos Órgãos Autárquicos. Tecnologias de Informação.
É obra! Deve ser caso único em Portugal. Gestão familiar camarária!
Querem que a situação continue?
Eu ão. Eu veto

8º-Dá garantias de que neste mandato, caso seja eleito, será diferente do que tem sido, ou seja isento de processos judiciais?
Não. Então, eu veto.

9º-É honroso Gondomar ter um presidente, que mandou abrir uma porta lateral na Câmara, para nela entrar quando conveniente?
Não. Então, eu veto
Gondomar precisa dum presidente que entre pela porta da frente.

10o-Pelo acima exposto, eu, que até votei Valentim em 1993, acho que ele e mais seus ajudantes de campo, também processados, devem sair, de preferência pela porta do lado.
Gondomar esteve sempre no mapa, mas agora nele é uma grande mancha negra!
Gondomar precisa de quem o saiba honrar e limpar.
Veto a quem o sujou
.......................................xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx..........................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo-GONDOMAR


Nota do autor: Tudo isto não evita que vote nos actuais autarcas quem achar que é melhor Gondomar ter gente desta marca. Eu veto. Numa terra de ouro os autarcas não devem ser de baixos quilates.
....................................xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.......................................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
S. Pedro da Cova-Gondomar

quinta-feira, 24 de setembro de 2009


DEZ VETOS EM GONDOMAR

1º-Um autarca, dos mais processados de Portugal, novamente candidato, pode dar garantias de que terminará seu mandato e que a qualquer momento não será detido?
Não.Então, eu veto.

2º-É mais valia, para Gondomar, um autarca tão desacreditado e já com muita dificuldade de confiança junto de qualquer governo, qualquer que seja?
Não. Então, eu veto.

3º-Com Valentim, no poder desde 1993, Gondomar deixou de estar na cauda do progresso na área metropolitana do Porto? Não. Então, eu veto.

4º-A exemplificar o acima exposto, Gondomar tem três cidades, mas nelas não há Parques de Cidade para fruição de seus habitantes. Então, eu veto.

5º-Gondomar; capital da filigrana e da ourivesaria, todavia nem museu tem da arte que mais o representa! Então, eu veto.

6º-Gondomar é tão atrasado, que a Freguesia de S. Pedro da Cova ainda não tem edifício próprio de sede de Junta.No apartamento alugado, nem mastro tem para içar a bandeira da República!
Então, eu veto.

7º-O pai é presidente e meteu a filha na vereação! Consultando o site da Câmara fica-se a saber que ela é responsável por.: "Divisão de Recursos Humanos
Gabinete de Estudos Estratégicos, Secção Administrativa, Secção de Apoio aos Órgãos Autárquicos. Tecnologias de Informação."
É obra! Deve ser caso único em Portugal. Gestão familiar camarária !
Acham bem’
Eu não. Então, eu veto

8º-Dá garantias que tenha o seu último mandato limpo de processos judiciais?
Não. Então, eu veto.

9º-É honroso, para Gondomar, ter um presidente, que mandou abrir uma porta lateral, no edifício da Câmara, para nela entrar quando conveniente? Não. Então, eu veto
Gondomar precisa dum presidente que entre pela porta da frente.

10o-Pelo acima exposto, eu, que até nele votei em 1993, acho que ele e mais seus ajudantes de campo, também processados, devem sair, de preferência pela porta do lado.
Gondomar esteve sempre no mapa, mas agora é nele uma grande mancha negra!
Gondomar precisa de quem o saiba honrar e limpar.
Veto a quem o sujou

Nota do autor: Tudo isto não evita que vote nos actuais autarcas quem achar que é melhor Gondomar ter gente desta marca. Eu veto.
Numa terra de ouro os autarcas não devem ser de baixos quilates.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
S. Pedro da Cova-Gondomar

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vantagens da abstenção

VANTAGENS DA ABSTENÇÃO

No plano dos direitos todos os direitos são iguais. Assim, o direito à abstenção é igual ao direito de votar, embora com perspectivas diferentes.

Agora, vejamos as vantagens da abstenção.

1º- Ambiental: Não saindo de casa para votar, milhares de portugueses evitam a emissão de toneladas de CO2 para a atmosfera! Mostram uma preocupação ambiental!

2º-Económica: Não saindo para votar poupam as solas dos sapatos! Evitam agravar o défice!

3-ºSolidariedade: Não saindo de casa não dão trabalho a quem está nas mesas de voto e é remunerado.

4º-Embora não indo votar, dão exemplo de cumprimento da lei da greve aos votos, visto que, através das sondagens prévias, avisam da sua abstenção.

5º-Os quem se abstem mostram ser eleitores esclarecidos, com comportamento ético, porque se não entendem nada do que dizem, e prometem , preferem não ser sapateiros a tocar rabecão!

6º-Não indo votar favorecem qualquer governo, pois que este poupa em livros de reclamações. Os abstencionistas já sabem que virando-se para qualquer lado são sempre tosquiados! É-lhe indiferente o tosquiador!

7º-Não indo votar, os eleitores mostram que não estão interessados no produto que lhes tentaram impingir e no qual gastaram milhões em propaganda!

8º-Não indo votar é um acto de evolução cultural. Mostram que não apreciam muito o folclore político. Gostam mais música clássica e não tanto de teatro de marionetes!

9º-Não indo votar é um acto de confiança em si próprios, pois sabem que o sol brilhará sempre no céu!

10º-Os quem não vai votar mostram que são seres superiores, pois que nada querem dos políticos, ao contrário destes, que andam sempre a “lamber as botas aos eleitores”, para serem senhores! Os abstencionistas não são masoquistas!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

Rua das Bocas, 880 –S. Pedro da Cova-Gondomar

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Toucinho do céu

Quando dois corpos se amam
sem maldade
com inocência
com suavidade
com urgência
querem amar de verdade
sem explicação!

No final do acto de amor
que foi tão bom
nem sabem o que lhes aconteceu
apenas sentem que foi benção do céu
mas há quem lhe chame toucinho!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Votar no candidato, na família ou no clã?



Muito há a fazer para corrigir leis e normas, que permitem situações que não são garantia duma gestão ética do bem público, quando os responsáveis são de parentesco directo, neste caso pai e filha, que é o que se passa na Câmara de Gondomar, em que o pai é presidente e a filha responsável pelo urbanismo no Concelho! Situação pouco conhecida dos gondomarenses!

Esta situação parece que é para continuar, pois na candidatura do Major lá está ela em terceiro lugar! Mais parece uma trindade, com oliveira pelo meio!

Ora, caso haja algum impedimento legal, que impeça o Major, a família está sempre representada. É caso para perguntar se se vota num candidato, na família ou clâ?

O parentesco directo dos candidatos na mesma lista devia ser proíbido. Também, para se saber quem é quem, devia ser obrigatório a publicação das listas dos candidatos num jornal local com a respectiva filiação. Para saber tais pormenores, tive que ir ao Tribunal da Comarca! Há quem tenha sobrinhos na Suiça para “partilhar a governação", mas neste caso não está tão longe! Por favor, digam-me que é democrático, que eu acredito!
Também gosto muito que me falem em polvos!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Coisas que não percebo!

Coisas que não percebo!

Quando morre uma pessoa
Acontece coisa engraçada,
Ao funeral vai gente boa
Mas com cara d’enterrada!

No levantamento do corpo
O padre fala,
Reza e prega,
E eu, ali, absorto,
Vendo que há muita gente cega!
Então não vê que o padre fala pró`um morto?

Nisto de funerais
Há coisas que não percebo:
Os mortos vêm nos jornais,
Os vivos com cara d’enterro!

Vamos lá cantar a vida,
Que quem morre vai pró céu,
O Governo até já decidiu
vida com morte assistida!

Pode até ser um deslize,
Mas a ajuda é a crise!
Com valores das reformas
Morre-se do remédio que se toma!

Depois,
Lá fico eu,
Absorto, ali,
Vendo um padre que fala para o morto
E que muito prega!

Há muita gente viva, mas muita cega!

Não percebo!
Talvez seja por destas coisas ser vesgo!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

Não esperem por mim

A meus netos:

NÃO ESPEREM POR MIM

Não,
não esperem por mim,
eu já não vos acompnanho.
na ida a qualquer jardim
flores já não apanho.

Ide,
que eu cá vos espero,
na hora do vosso regresso
flores apenas quero,
perfumes apenas peço.

Sois jardineiros da vida,
sois flores a desabrochar,
eu haste que foi florida.

Mas,
ide,
ficarei por aqui a esperar,
serei sempre haste florida
quando vos vir regressar.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
GONDOMAR

terça-feira, 1 de setembro de 2009

S. Pedro pode mandar no céu, mas não manda em S. Pedro da Cova!


S. Pedro pode mandar no céu, mas não manda em S. Pedro da Cova.

Se S. Pedro mandasse na Vila de S.Pedro da Cova, esta já teria um edifício próprio de Junta de Freguesia, que não tem, uma casa de Cultura, que não tem, um Parque Urbano, que não tem, um moderno Centro de Saúde, que não tem, e um posto de polícia, que não tem, um Museu Mineiro que não, aproveitamento do Rio Ferreira, que não tem, etc.
O que tem é o maior número de bairros sociais e os respectivos problemas!

Há um slogan, do candidato Valentim, que diz:
“Pois é... em Gondomar, os Gondomarenses continuam a mandar”,
mas, pelos vistos, em S. Pedro da Cova, os Sampedrenses não são de Gondomar! Estão fartos de pedir, a S. Valentim, o que de direito merece, de acordo com o seu estatuto de terecira maior Fregguesia de Gondomar, em área, e a quarta em eleitores, mas....nada!

Isto vem a propósito da Câmara ter decidido construir um Fórum no local do antigo Mercado de Rio-Tinto! Ora, aí está!
Rio-Tinto já tem um Auditório Muncipal, mas, pelos vistos, parece que não chega!
Vai daí S, Cristóvão, Padroeiro da Cidade, conseguiu mais um Fórum, enquanto que S. Pedro da Cova.....nicles!
O problema, agora, é mudar de santo ou de autarcas!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
R. das Bocas, 880
4510-204 S. Pedro da Cova
Gondomar

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Campeonato dos debates

CAMPEONATO DOS DEBATES.
Já começou o campeonato de futebol. Agora vai começar o campeonato dos debates.
Já foi tempo, em que o eleitorado se deixava levar por tiradas discursivas impressionistas. Nesta fase, interessa muito mais as políticas propostas do que o espectáculo dos apresentadores. Os principais protagonistas, um homem e uma mulher, neste espectáculo eleitoral do faz de conta, fazem papéis diferentes; ele faz o papel de palhaço rico e promete avançar, avançar. Fazer o novo Aeroporto de Lisboa, TGV, auto-estradas etc. etc.! Enfim, o progresso. Ela, mulher prudente, puxa-lhe pelo abraço e diz para travar, travar! Não gosta de dívidas! Enfim, engatar a marcha atrás!
Faz o papel do velho do Restelo!
O Povo vê o espectáculo e ri, ri! Mas, a situação não está para rir. Graças à Drª Manuela Ferreira Leite, as escolhas agora são claras. Quem quiser avançar e mais políticas sociais vota à esquerda, quem quiser travar, marcar passo e mais privatizações vota à direita! A escolha já está feita entre os eleitores. Os debates, pouco ou nada adiantam. Não haverá vencedores, só veremos bons actores. Empates.
Mas que vamos ver e ouvir boas tiradas discursivas, para todos os paladares, lá isso vamos, mas, como diz o Povo:
-“Paleio não enche barriga”.
Uns terão de avançar para as encher.
Outros, à espera que lhas encham!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Rua das Bocas, 880
4510-204 S. Pedro da Cova
Gondomar

Abecedário

Abecedário

Amar
Beijar

Carícias
Delícias

Especiarias
Fazem
Gemer
Horas
Intensas

Júbilo
Kermesse
Lúdico

Mel
Novo
Opíparo

Presente
Querido
Redentor

Sabor
Total
Ubérrimo

Viciante
Xarope
Zénite!
.....xx...
Silvino Figueiredo
(Figas)
Gondomar

domingo, 30 de agosto de 2009

O sacrificio do autarca!






Li, no JN, que Valentim fez o "sacrifício", este fim de semana, de ir a Covelo, inaugurar o Parque de Merendas, mas fê-lo na qualidade de autarca, não de candidato, vincou! Mesmo assim, só fez esse "sacrifício", porque a isso foi obrigado depois da insistência duma multidão, imagino, que cercou a Câmara e o arrastou até lá! Coitado! Os políticos não dão ponto sem nó, mas ele não é desses!
Acreditem que ele até nem queria. Vejam lá as coisas a que um político é obrigado a fazer. E como sofrem, para bem do povo! Parecem Cristos, embora não crucificados!

O sacrifício do autarca!

terça-feira, 25 de agosto de 2009


O VETO PESADO, QUE ALIVIOU O JEEP!
A actuação do Exmº Senhor Presidente da República, com os seus vetos, o último, (que aliviou seu jeep de férias), sobre as uniões de facto, leva-me a concluir que quer levar a Manela para Belém! Não invocou inconstitucionalidade do diploma, aprovado na Assembleia da República! Apenas achou que não foi suficientemente discutido! Agora, estamos nesta de interpretar se foram muito ou pouco discutidos!
Não, senhor Presidente. Já deu para notar que seus vetos não faclitam a acção do Governo e que dão força à Oposição.
O senhor não pode fugir à sua conotação com P.S.D, embora seja o Presidente de todos os portugueses.
O povo já demonstrou que não gosta de pôr os ovos no mesmo cesto. Por isso mesmo, Manuel Alegre não ganhou!
Sá Carneiro, também tentou vender a ideia dum governo e um presidente da mesma cor, mas a resposta que o Povo deu foi eleger um presidente de sinal contrário.
Olhe que se a Manela for para S. Bento, o senhor arrisca-se a que o Povo não lhe dê cavaco, o tire de Belém e seja outro a comer os pastéis!
Se o regime fosse monárquico, o senhor já teria o epíteto de "Cavaco I; o Vetador"!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009


TORRADA POLÍTICA
-“Há tanto tempo que tinha aquela torradeira eléctrica!”, lamentava-se!
Meu amigo tinha-a comprado num ano, em que por coincidência, um candidato em Gondomar as oferecia grátis e que com elas ganhou a Câmara!
Aquela torradeira do meu amigo era de robusto fabrico alemão e tinha durado até agora!
Sexagenário, de hábitos frugrais, meu amigo gostava de pequenos-almoços simples. Um clássico galão ,com uma boa torrada, e logo ficava pronto para as agruras da crise! Agora, descoroçoado com sua torradeira avariada, desabafou que, devido ao elevado défice financeiro pessoal, pensara em ir à Câmara ver se haveria alguma de sobra. Visto atravessarmos, novamente, um período eleitoral podia ser que tivesse sorte! Respondi-lhe que tal era improvável, porque na altura foi uma promoção pessoal do candidato! Agora, seria mais fácil ele apanhar um ida, de borla, a Fátima, uma exursão Rio Douro acima ou lugar num dos almoços grátis, ou uma ida de avião a Lisboa!
-“Não. Nunca apreciei muito o rancho de tropa. As batatas nunca prestavam ou nunca chegavam!” retorquiu-me.
Eu não percebi onde ele queria chegar. Que raio! Que é que as batatas tinham a ver com as torradeiras?
Continuei: -“Se fosses árbitro terias mais facilidade em obter um apito dourado do que, agora, uma torradeira”.
-“Sabes? Já decidi. En qunto isto não melhora vou comprar um torradeira numa loja dos chineses. Não tenho que aturar discursos eleitorais de como se governa para as pessoas, não para benefício próprio!"
-“Vê-se”, interrompi.
-“Depois, quando a coisa melhorar compro outra, de boa marca.
-Tu mandas. Até porque o candidato, que ofereceu torradeiras, e que se recandidata, diz que os Gondomarenses é que mandam!”. Disse eu.
-“Tu acreditas?”, perguntou-me
-Não sei. Depende se precisam ou não de mais torradeiras, mas, normalmente o dado sai caro”.
Despedimo-nos. Fiquei a pensar nas batatas. Será que tem a ver alguma coisa com os nabos de Gondomar?

sábado, 22 de agosto de 2009

Sair do quebranto

Só olho o espanto,
não a maçada do normal,
só o sobrenatural,
doutro modo
não saio do quebranto.

Vejo o sol nascer,
subir e descer,
a natural estupidez humana
e o natural desejo de cama.

Oiço o tocar dos sinos,
por homens ou meninos
que acabam de morrer!
A caminho do Nirvana?

Para quê
gastar o olhar em coisas aborrecidas?

Que chatice
a chatice de todos os dias
sem que saia do meu quebranto!

Porém,
imagens nunca esquecidas
é quando passas sobre a areia,
sob maresias!

Então,
faço uso do meu olhar,
só para te olhar,
mirar,
para ver um Espanto.

Tu és um Espanto!

Só tu me fazes sair do meu quebranto!
me pôes a imaginar,
a preparar velas e mastro
para em teu mar navegar!
...........XXXXXXXXXXXX................Autor
AUTOR: Silvino Tveira Machado Figueiredo
Gondomar

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Arreios

No teu olhar havia sede,
de mim fizeste uma fonte,
derrubaste grossa parede,
alargaste teu horizonte.

Juntamos nossas planícies
e nossos cavalos selvagens,
houve amorosas pantominices,
que espantaram paisagens!

Lembraste daquela cavalgada,
em que quase perdeste o freio?
Como foi difícil seres domada!

Sei que foi um belo passeio,
tu passaste a andar arreada
e eu de botas de cavaleiro!
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Autor deste original inédito:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

ENTÃO COLIGO EU

ENTÃO COLIGO EU
No bloco de partamentos políticos, onde moram os partidos portugueses, os condóminos não se entendem! Apesar de viverem todos da política, acham que só um é que deve pagar as despesas do condomínio geradas pela crise, o P.S.!

As recentes declarações de Ferro Rodrigues, nas quais sugeria que em caso de o P.S. não ganhar a maioria absoluta deveria aliar-se ao BE ou ao PCP e, em última alternativa ao P.S.D. originaram reacções do género:
“Isso nunca em tempo algum”, ou “Jamais”, como dizia o Mário Lino!

Então, se não querem ajudar, que pretendem os partidos de esquerda?
Querem empurrar o Sócrates para os braços da Manela?
Não vêem que ela é muito mais velha que ele? Será que o B.E. e o P.C.P. sonham, algum dia, ter maioria governamental?
Apetece-me glosar o poema “Caranguejola”, de Mário Sá Carneiro, quando diz:
-“ Deixa-te de ilusões Mário”.
Neste caso é: Deixai-vos de ilusões Jerónimo e Louçã.

Como não estão dispostos a ajudar, eu, que até dei força ao BE nas últimas eleições para dimnuir a dose de arrogância do Sócrates por nova maioria absoluta, (que não aprecio) coligo-me com o P.S.
Não adianta dar força a quem não quer ajudar! Para ficarem sentados, a gozar o espectáculo, isso não.
Mas, atenção P.S., o sentido da governação terá de ser à esquerda, com limpeza geral da corrupção a nível governamental e local, antes que Portugal caia na anarquia geral.
O meu voto não é fixo e vai sempre no sentido do interesse nacional.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

sábado, 15 de agosto de 2009

Nevoeiro

Hoje,
em Portugal,
está um espesso nevoeiro,
verdadeiro ou virtual.

O nevoeiro,
que importa?

Não faz qualquer diferença
a quem tudo olha com indiferença,
é o que a todos digo.

Nevoeiro?
Que lhes importa?

O que lhes interessa
é que vejam até o seu umbigo!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A seriedade rende votos?



A SERIEDADE RENDE VOTOS?

“À terra onde fores ter faz como vires fazer”. Após o 25 de Abril, após dezenas de anos de ditadura, com a chegada da liberdade, depressa a embriaguês do poder tomou conta de muitos governantes nacionais e locais! A rápida constatação de quase impunidade dos seus actos corruptos e não de acordo com o interesse píblico, a que por juramento estão obrigados, levou a que muitos políticos levassem â letra o aforismo popular e, vendo exemplos anteriores, construissem sofisticados esquemas de compadrios e tráfico de influências, não seguramente de interesse público, que agora, lentamente, estão vindo à superfície e que, actualemente, em teoria, é de bom tom outros condenarem tais comportamentos, mas a vergonha é tanta que, na corrida para as Autarquias, já há candidatos que só prometem outros valores. Em Gondomar, um candidato da oposição só promete Competência e Seriedade. Em Lagos, também do mesmo partido, encontrei um que promete Soluções de Verdade. Realmente, o que precisamos é de competência, seriedade e soluções de verdade. Mas será que o Povo vota em quem promete seriedade ou em quem dá electrodomésticos ou é especialista em contas na Suiça?

Para que serve um chefe?

Queremos um deus
um presidente
um rei
um imperador
partidos e governos
queremos que vejam que somos gente
oiçam nossa voz
nossa dor e o que temos de menos

nada somos se não repararem em nós
só eles nos apontam direcções
só eles nos dão medalhas
comendas
condecorações
subsídios
só eles tratam dos jardins dos lírios!

Que seria de nós sem chefes?
Só eles nos dão bons tabefes!

Ter um rei
um imperador
um presidente
faz jeito
eu sei
embora a muita gente isso enerva

mas embora eles se sirvam da gente
também nos fazem muito jeito
para
de vez em quando
ou a eito
os mandar à merda!

Para que serve um chefe?
......xxxxxxxx........
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

terça-feira, 11 de agosto de 2009

OLHA A MALA
PREPARATIVOS
-“Sou sempre eu que tenho de fazer a mala. Não queres saber de nada”
Ele era mais do género de se preocupar com títulos de transporte, horários, datas, dinheiro, cartões, passaportes, previsões meteorológicas, reserva reconfirmada no hotel, etc.
Quanto ao resto, um par de calças, umas cuecas, uma camisa, uns xanatos e pouco mais bastava. Sim, bastava, mas era se sua cara metade não lhe enfiasse mais umas calças, mais uns calções e bermudas, pólos, T-shirts, mais sapatos, mais peúgas, lenços, shampôs, pastas, escovas, protectores solares, escovas, lâminas. Ele ia vendo a mala a engordar, a engordar. Parecia um camelo com a bossa pronta a espichar! Ele percebia bem a lógica da cara metade, que queria malas leves, mas carregava-as como um burro! O marido era um incapacitado, com mais de 90%, devido a uma prótese na anca! Só levava uma pequena bolsa, a tiracolo, e sua bengala preta, tipo pinguelim, que lhe dava estilo.
A preocupação da partida para férias implica uma série de trefas, que muito stress causam! Avisar o padeiro, o vizinho, pagar contas, trancar bem as portas, incluindo a da adega, pôr as jóias em lugar secreto, etc, etc. Ufa! Que trabalheira!
Ela levou a cabeça ao cabeleireiro, para restauro de estilo, ele levou o melão ao barbeiro, para a carecada do costume, a fim de reduzir o atrito nos cem metros bruços! Por pressão da esposa, condescendeu em que uma manicure e podóloga (tratadora de cascos) fosse lá a casa fazer uma revisão unhal! Ficou impressionado com o equipamento da podóloga. Trazia material que mais parecia para grande operação . Como preparação, os pés mergulharam numa larga tina de jacuzzi, para os tornar as unhas molengas e deixarem de ter aquele aspecto de charruas artesanais! Verdade que ele, por vezes, usava-as no jardim!
Cada passada, com pés nus, com unhas a fundo, abria logo uma vala de feijões!
Olhando os pés, ele notava , perfeitamente, que a jovem podóloga, bem desunhada e descascada,, pensava:
-“ Que pés!. Este labrego há muito tempo que não corta as unhas nem tira os calos!
Nem sei se lhas corte ou recomende umas ferraduras”.

Foram longos minutos de cortar unhas, rapar peles, tirar calos, lixar, amaciar e pôr cremes.
Ai, que fino! Ele sentia-se como bailarino pronto para un Pas de Deux. Só faltava pintar as unhas. Azul, de preferência, à Porto! No final, ele nem quis saber da conta que a esposa pagou. Tenha sido uma prenda, mas , pela expressão dela pareceu que lhe tinham arrancado uma unha a sangue frio!
Tudo isto acontecera na véspera. O comboio partia às seis da manhã, mas à meia-noite ainda a cara metade do incapacitado fazia revisão de tudo. Foi então que ele resolveu fazer um brilharet, e disse: –“Ah! Já me esquecia. Falta o canivete suíço”
Ele não era nada sem o canivete. Servia para tudo! Neste caso para cortar chouriços e fazer sandes alentejanas antes do Algarve.
A VIAGEM
Despertador para as cinco da matina. Como tudo estava preparado de véspera, foi só vestir a roupa destinada à viagem, tomar um iogurt, dar umas trincas numas tostas e aguardar por táxi particular. Meia-hora depois, ei-los a caminho de Campanhã. Nos bilhetes lia-se: linha 6, partida 5h47, carruagem 3, lugares 42-44. Dez minutos antes chegou o Alfa. Foi só entrar e, com a ajuda de terceiros, as burras das malas foram colocadas no respectivo compartimento. A partida foi à horinha.
Sentados, turistas, empresários e outros vários, faziam dos lugares guichets, onde, cabeceando pagavam tributos de sono à noite, que ainda os aconchegava, dando como troco a beleza de algumas estrelas, no céu cintilando. O revisor, ao ver os bilhetes de dois em um, ou seja a esposa, olhou a documentação da incapacidade, sorriu! Picou os bilhetes e disse muito obrigado. Por estas e por outras ele apreciava a filosofia das políticas sociais socialistas; ajudar a quem precisa ou não pode. Neste caso, á pala da incapacidade do marido ela viajava de borla!
A primeira paragem foi em Aveiro, onde uma família turca. Olhavam e tornavam a olhar para os lugares. Espantados por não encontrarem os lugares certos. As crianças, iguais em todo o mundo, irrequietas, alaparam-se logo nos lugares disponíveis, os melhores, frente a frente, com mesa entre eles para jogar cartas ou afins!
A viagem corria calmamente. Os alvores da manhã iam raspando nas janelas e entrando, sem pedir licença! Não se sabe quanto a CP paga na zona de Estarreja e Cacia, que mais parece um túnel de desinfecção do material circulante e passageiros. Aquele cheiro a gases, de certeza que garante a imunidade do pessoal contra a gripes de todas as estirpes, mas é preciso ter muito cuidado. Não vá exagerarem na dose e transformarem a zona num Auschswitz para exterminação dos passageiros.
Chatice, para os turcos, foi em Coimbra terem entrado portugas que os expulsaram dos lugares errados. Valeu-lhes a intervenção do incapacitado:
-“Do you understand english?”
-“Yes”
-“Let me see your tickets, please
Olhando os bilhetes, informou:
-“You must go back. Your wagon is number six. Your sets are there”
-“Thank you”
“Not at all”
A situação estava resolvida. A viagem seguiu, sem turcos!
Em Lisboa, nova cena da dança das cadeiras. Um jovem casal inglês, bilhetes em punho, fixou o olhar num casal alemão, entretido a jogar cartas depois de terem comido umas salsichas de Frankfurt.
Algo estava errado. O rapaz alemão, loiro, ar gaiato, certo da sua eficiência, exibiu os bilhetes.
Um casal inglês preparava-se para o assalto aos seus lugares! Chamado o revisor, este resolveu a situação. O casal inglês foi convidado a ir para a carruagem da primeira classe. Foi a vitória da libra sobre o marco. Parece que tinha havido erro na emissão dos bilhetes
Conclusão desta situação: os alemães mostraram assertividade, os ingleses, como sempre, beneficiaram da anarquia portuguesa, demonstrada a duzentos e vinte kms à hora do Alfa!
Depois de Pinhal Novo, última paragem antes de chegar a Tunes, onde aconteceria o transbordo para Lagos; destino final do incapacitado e esposa. O Alfa, principalmente na serra Algarvia, passava de velocidade alfa para velocidade be(s)ta, passando de velocidade de galope para a trote, de cinquenta, sessenta kms hora! No olhar de muitos passageiros notava-se o desejo de: -“Façam o TGV depressa”
Aquelas curvinhas não faziam diferença quando o combóio, a vapor, andava a setenta, oitenta à hora. Mas, actualmente, para um Alfa! Ó faz favor. Façam o TGV, mas depressa.
Assim não vale. É como fazer uma maratona, em bom piso durante trinta kms, mas depois nos últimos dez, obrigarem os corredores a fazer corta-mato!
Para passar o tempo, Oo incapacitado utilizou o canivete suíço no corte dumas rodelas de chouriço, enfiadas num bocado de casqueiro e foi até ao bar beber uma cervejola ao bar.
A esposa preferiu um chá: um Ice-Tea! Finalmente Tunes. Dez minutos de espera para apanhar o recoveiro até Lagos.
OLHA A MALA.
As malas foram, como de costume, colocadas no compartimento a elas destinadas. Os donos controlavam a situação na paragem em cada estação, mas não evitaram que, em Portimão, (onde saíram muitos passageiros) um negro deitasse mão a uma das malas e saísse com o ar mais natural deste mundo, caminhando pelo cais. Valeu a rapidez da reacção da mulher e do incapacitado, que quase ia atropelando tudo e todos para ir em reforço da sua esposa, já em perseguição do larápio e aos gritos de:
-“Ei moço. Larga a mala. Essa mala é minha. Larga a mala”
Atrás dela, o marido incapacitado gritava:
“Ah seu filho da puta. Agarra que é ladrão” enquanto fazia desesperados sinais ao maquinista e ao revisor do comboio para esperarem um pouco. Na aflição da situação e em fracção de segundos lembrou-se do jeito que fazia ter o canivete suíço para trinchar aquele preto duma figa, porém, tal não seria possível ser porque tudo tinha ficado no comboio, que estava ali à espera da rodagem daquela cena dum filme. A bordo do comboio tinha ficado a outra mala, a mochila da esposa, bolsa do incapacitado com os bilhetes. Entretanto, o preto duma figa, perante uma senhora correndo atrás dele, seguida dum manco brandindo uma bengala, achou por bem abandonar a pescaria, logo agarrada e de regresso à carruagem. A arfar, o incapacitado logo tratou de agradecer ao revisor.

-"Parabéns", disse ele, sorrindo, e continuou:
-"Nunca vi um incapacitado, com mais de 90%, correr tanto"

-"Por acaso ando a treinar para os jogos paralímpicos"

Já no apartamento, puxou do canivete suíço e aparou uma unha, esgaçada na perseguição ao preto duma figa. Ele não é nada sem o seu canivete!
As férias foram ótimas.

Deputados, que representantes do povo?

DEPUTADOS, QUE REPRESENTANTES DO POVO?

Vem aí a campanha eleitoral para a eleição dos representantes do povo à Assembleia da República, mas é legítimo perguntar se serão mesmo representantes do povo. Tal legitimidade deriva só do facto de serem eleitos?

Olhando para o currículo dos actuais 230 deputados constata-se que 90% são licenciados ou doutorados; uns em direito,(estes em maioria), outros em economia, em engenharias, psicologia, história, etc. Com o antigo 5º e 7º ano os restantes 10%!

Sabendo-se que em Portugal a percentagem de licenciados e doutorados ronda os 10%, é legítimo colocar a questão se uma maioria de deputadps, oriundos duma pequena minoria da população, são realmente representantes da generalidade do povo português e se fazem leis e governam no interesse da maioria do povo ou se mais se preocupam na manutenção de privilégios das poderosas classes e lobbies donde oriundos.

Não seria mais correcto que 2/3 dos deputados tivessem estudos até ao 12ºano?
A Assembleia perderia qualidade?

Atendendo que se preocupam, e bem, com as quotas de mulhers na política, também a Assembleia devia espelhar a verdadeira composição académica do povo.

Até aqui, 35 anos após o revolucionário Abril, a Assembleia da República não tem demonstrado mais valia por ser maioritariamente composta por engenheiros e doutores para tirarem Portugal da cepa torta da Europa!
A próxima campanha eleitoral será mais uma procissão de engenheiros e doutores, que se propoêm governar Portugal, mas, se for como tem sido, mal!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Redacção

Redacção

Papel;
filho da floresta,
folha branca diante de mim,
lembrei-me de ti quando,
como ela,
virgem,
em ti fazia redações!

Quantos erros dei?
Quem os corrigiu?
Correctores os nossos corações,
na nossa vida,
em vertigem!

Esta folha já não imaculada,
mas tu,
densa floresta,
com virgens papéis,
para me oferecer
e neles escrever
com a tinta da vida que nos resta.

Deita-te,
amor,
vamos escrever.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque, de visita ao Conde das Bocas)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Na política só de botas!


NA POLÍTICA SÓ DE BOTAS!

O terreno político está de tal maneira pantanoso, que para nele andar só de galochas ou de botas, bem cardadas! Claro que alguns, que trouxeram botas da tropa, têm-se aguentado bem, embora, ultimamente, devido às solas gastas, tenham, dado uns trambolhões! Parecem jeeps para todo o terreno, quase sempre sujos e quase nunca limpos!

Os casos de corrupção têm sido tantos, que tem enlameado tanto luxoosos gabinetes de políticos locais e nacionais, que agora só falam em necessidade de ética e transparência na política. Francamente, quem pensar em ir para a política é melhor ir de galochas e levar um bom desinfectante, porque tão cedo a situação não melhora. Tanta é a porcaria!

Triste e vergonhoso é a nossa branda justiça. para os políticos, com processos às costas, funcionar como uma lavandaria especial. Aplica-lhes lavagens, com detergentes especiais, e de recurso em recurso saem mais brancos que o puro branco das virgens!
Conheço dois que fumam charutos. Parecem dois puros de Havana, que mandam muita fumaça para a face dos portugueses suaves. Dizem que vão recandidatar-se.
Um diz que o povo sabe do que ele é capaz. Sim, lá isso sabemos! Outro diz que o povo que manda. São bons democratas! Estão na mão do povo! Entretanto, dão passas e travassas nos puros de Havana, frente dos portugueses suaves, donos das lavandarias especiais nos palácios da justiça!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
S. Pedro da Cova- Gondomar

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Copiem Valongo


COPIEM POR VALONGO
Quando se visita um Concelho, no seu posto de turismo é suposto encontrar-se o que mais representa a terra visitada. Tendo recebido um amigo estrangeiro, lembrei-me de ir até Valongo. Parabéns. Tem um museu, que muito bem representa uma das actividades do concelho, a extracção da ardósia, que serviu e serve para variados fins, entre eles quadros de escola e a célebre lousa, onde escrevemos as primeiras letras. Toda a actividade mineira, está ali bem representada,através de belíssimas fotos, nas quais o visitante pode apreender, através das ferramentas exposta, como se processava o trabalho da feitura das lousas, assim como retrata o que era a vida dos mineiros! É um museu que se recomenda e modelo para outros concelhos, neste caso para o de Gondomar; capital da ourivesaria, capital da filigrana, mas que nem uma caravelazinha nem um coraçãozinho tem em filigrana para turista ver! Em contrapartida, no posto de turismo de Valongo, tinha, óbviamente, muitas peças de artesanato em ardósia, assim como as saudosas lousas.
Gondomar, até pode ter um coração de ouro, mas a sensibilidade
para o turismo é de cobre!
Seu posto de turismo é pobre. Muito pobre!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Que democracia? Que representantes do Povo?

Ao analisar o currículo dos 230 deputados à Assembleia da República, constatei que mais de 90% são licenciados, sendo que entre estes 80% são licenciados em Direito!

Ora, sabendo-se que licenciados e doutores em Portugal não ultrapassam os 10% da população e que a maioria do Povo tem o ensino básico ou até ao 12º ano, é lógico deduzir que os 90% da Assembleia representam só 10% da sociedade portuguesa!

Logo representam uma pequena minoria do Povo, não a maioria!

Assim sendo, é lógico dizer-se que a Assembleia não representa o Povo.

Devia ser ao contrário; a Assembleia devia ser composta por 90% de deputados com estudos até ao 12% e 10% de licenciados ou doutores! Também aqui, assim como para as mulheres, devia existir um sistema de quotas.

Até porque, para ser Presidente da República basta ter o equivalente à antiga 4ª classe e ter mais de 35 anos!

Para fazer o papel, que tanto doutor na Assembleia faz, qualquer um, com estudos até ao 12º ano, é capaz!

O Jerónimo de Sousa é um bom exemplo, com apenas o 4º ano dum Curso Industrial

.Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

Gondomar

domingo, 12 de julho de 2009

Sóis que se levantarm

Sóis que se levantaram,
Subiram ao meio-dia,
Luz que deles reflectia
mentes iluminaram.

Andaram de mão em mão:
-“Olha. Veio no jornal!.
Era alegria da publicação
Num diário de Portugal!

Foram muitos anos de poesia,
Mas tudo que começa acaba,
Nem sempre durou a alegria,
Que à tristeza deu chegada!

Não mais raios do luar
Nem suspiros do coração,
Não mais terras a louvar
Nem ais de lamentação!

Tiraram aos poetas papel
Duma página de jornal,
Eram como pingos de mel
Do alimento espiritual.

Os poetas não têm azedume;
Pois serem abandonados
É prática do costume!
Resta-lhes, como sempre,
Sós ou acompanhados,
Livres, irem em frente!

Poetas agradecem ao JN
Os poemas publicados,
Embora quem, ao leme,
Com seu poder, ordene
Doravante dispensados!

Quem sabe, se um dia
Volte a brilhar a poesia
Um dia por semana.
Ela anda sempre por aí,
Como anda o Santana!

Sóis continuam a nascer
Em cada poema escrito!
Por cada um sol poente
Há sempre um nascente
E poesia no infinito!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)

sábado, 11 de julho de 2009

O JN deu um pontapé na poesia!




O JN deu um pontapé na poesia!
Já estava avisado, desde semana passada, mas esperei para crer. Sim, é verdade!
Como diz o poeta; “o mundo é composto de mudança”.
Também a poesia, que tinha lugar de honra no JN, levou um pontapé. Foi para a rua, que valores mais altos se levantam! Foi bom enquanto durou.

Era no JN que poetas populares, aqueles que, de vez em quando, punham em versos seus sonhos, suas críticas, seus amores e viam seus poemas vir à luz do dia!
Aliás, o JN, honra seja feita, foi sempre um jornal com maiores ligações ao povo, nomeadamente ao da zona norte do País. Daí ser natural a realização do concurso de quadras ao S. João, Não sei se tal concurso também vai acabar. É natural.
Isto dos jornais está a dar uma grande volta! A mudança de paradigmas de acesso à informação também os atinge!
Quando a informação em papel nos chega às mãos já dela, antecipadamente, sabemos, tanto pela rádio, pela TV ou pela Net! Além do mais, os jornais, quase que metade das suas páginas só trazem publicidade! Ora para ler publicidae há os jornais gratuitos.

O leitor não precisa de pagar papel. O futuro da informação tende a evoluir para plataformas e suportes electrónicos em detrimento do papel.

As vendas de jornais diários tem caído acentuadamente nos últimos anos, por isso é natural que os jornais tentem diminuir custos, sacrificando os poetas, que, como se sabe, são vistos como idealistas e não dão a ganhar muitos carcanhóis. Por isso, rua poesia!

Por mim, que desde sempre mandei alguns dos meus poemas para o JN e tive o prazer e honra de ver a publicação de muitos deles, assim como vários artigos, só me resta agradecer. Tudo que mandei, por carta ou e-mail, foi sempre acompanhado “para eventual publicação”. Também muito do que enviei não viu a luz do dia.
Reconheço que o JN é dono do espaço, eu dono do que escrevo sem ser obrigado a enviar para publicação para quem quer que seja.
Por isso estamos quites. Cada um segue seu caminho.

Por fim, deixo uma sugestão. Ao longo de décadas, o JN publicou poemas dos seus leitores, e nele surgiram lindos poemas sobre vários temas, inclusive muitos dedicados à cidade do Porto, além de outros temas!
Como o Jornal de Notícias tem editora própria, seria ótimo que alguém, o Pina, por exemplo, e mais alguém, fizessem uma colectânea, aí com uns duzentos poemas dos leitores. Podia ter o título de “Poemas de Poetas Leitores”.
O JN fazia uma edição, inseria-a na normal distribuição comercial, e o produto da venda podia reverter para a UNICEF ou outra insituição do género. Também não ficaria mal, aí em Coimbra, o JN promover e organizar um encontro, como despedida e para se conhecerem, de todos os poetas que colaboraram. Iria quem quisesse e pudesse e cada um pagaria o seu! Quanto à poesia, ela saiu do JN, mas anda por aí, como o Santana!
Sou quem sabem, até um dia, com poesia.
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
S. Pedro da Cova- Gondomar